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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Momento lunar

lua cheia

foto minha

Por alguma razão que ainda desconheço a lua umas vezes é minha aliada, fazendo com que exponha toda a minha loucura e trazendo ao de cima aquilo que só os loucos se atrevem a mostrar, sim porque dirão: -coitada não está bem, não podemos levá-la a sério, outras vezes desnuda-me, faz-me descer do meu pedestal e revelar o que na verdade sou. Despida de mim, sem pudor e uma ousadia inusitada, deixa-me sem chão, indefesa, sozinha e reduzida a uma insignificância que faz com que pareça saudável. 
Ah lua traiçoeira, não te compreendo, será que eu própria me conheço?

Cai a chuva no portal

IMG_6259a.jpg

 Cai a chuva no portal, está caindo
Entre nós e o mundo, essa cortina
Não a corras, não a rasgues, está caindo
Fina chuva no portal da nossa vida.
Gotas caem separando-nos do mundo
Para vivermos em paz a nossa vida.

Cai a chuva no portal, está caindo
Entre nós e o mundo, essa toalha
Ela nos cobre, não a rasgues, está caindo
Chuva fina no portal da nossa casa.
Por um dia todos longe e nós dormindo
Lado a lado, como páginas dum livro.

 Lídia Jorge

Momento triste...RIP Leonard Cohen

Aos 82 anos morre Leonard Cohen
O homem charmoso, algo enigmático, de voz sensual e cujos temas intrepretou sempre magistralmente.

Se pudesse deixava aqui não uma, mas muitas das canções que adoro e que sempre surgiram no momento certo da minha vida.

Como foi  uma música do último álbum que lançou, como se já pressentisse o fim, é essa que hoje vou relembrar aqui,

"You want it Darker"

 

A certa altura diz "I`m ready my lord"

 

RIP Leonard Cohen

 

 

 

Momento de poesia

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 Para Atravessar contigo o Deserto do Mundo

 

Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
 
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'

Sou o que não descobriste de mim

laisselle-sandrineboulet

 

Quero ser o que nunca descobriste de mim
Sentir o que fui e sou
Pouco importa se foi o que esperavas

apenas mais uma que contigo se cruzou

que se entregou, que se deu por inteiro

que  julgou que os beijos trocados significavam o sentir de quem amou
Oh ilusão cruel de tantas noites enleados

acorrentados num porto onde a brisa suave nos embalou.

Vãs quimeras que o vento levou!

Hoje sinto-te como uma ilusão que o destino quis separar.

Ficarão para sempre as memórias de quem nunca soube quem sou

Sabes quem sou e como sou? Isso importa?

 

Posso ser alta ou baixa, gorda ou magra, loira ou morena, isso importa?

Talvez não corresponda ao que imaginas de mim, possivelmente farás conjecturas nos teus momentos em que nada de mais interessante tens para pensar, que não serão as melhores, ou até posso estar enganada e julgues que sou melhor do que penso.

Perder tempo com o desconhecido pode ser um trabalho que compensa, quando se trata de analisar factos e comportamentos que podem ser no futuro um exemplo a seguir, já o contrário pode suceder quando nos desgastamos a fazer juízos errados de quem não conhecemos e com quem nunca falámos.

A lucidez e descernimento vai muito além de meia dúzia de palavras que  escrevo, apenas quando se sente que elas brotam da alma, facto que só os mais sensíveis, atentos e assertivos conseguem vislumbrar.

Não escrevo para impressionar ninguém, faço-o porque gosto, por querer tantas vezes desafabar, sem que para isso necessite de atacar ou criticar seja quem for. Tão pouco tenho a pretensão que as minhas parcas palavras revelem aquilo que sou, pois, até mesmo eu, tenho dias em que não me conheço, que me confundo num mar alterado de emoções.

Umas vezes incompreendida, outras amada e acarinhada, algumas vezes ferida, magoada, mas muitas mais, alegre, feliz, sorrindo tentando contornar atitudes incompreensíveis e que me possam constranger e desgastar.

Fujo de banalidades, de conversas fúteis e sem sentido, de palavras que soam a falso e de um mundinho do qual não quero fazer parte.

Mas que importa o que escrevo e como escrevo? Sou como sou, sem querer imitar ou seguir quem tanto admiro ou aqueles que tento esquecer, por nada de bom acrescentarem à minha vida.

Sigo por aí umas vezes atenta, outras nem por isso, mas com a certeza de que não me importo como me julgas, mas sei algo precioso...sei quem sou!

 

Um estendal nas muralhas!?

Óbidos, é conhecida por manter a sua traça e há normas que todos os moradores devem seguir:

Telhas de canudo nos telhados, casas pintadas de branco, ruas calcetadas, o trânsito só acontece na maior parte das ruas para moradores e com dístico dado pelo município e na maioria delas os visitantes percorrem-nas a pé tendo sido criados parques de estacionamento no exterior para que os milhares de turistas qua ali passam possam passear descansados e usufruir das maravilhas desta vila.

Qual não foi o meu espanto, quando ia a sair vi mesmo junto às muralhas um estendal que desfigurava a imagem desta vila medieval.

Será que neste dia quem fiscaliza estava de folga?
Uma imagem que gostaria que desparecesse nesta terra que tanto amo!

 

 

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