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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Recomeçar

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Neste 1º de Janeiro é preciso pegar o livro que a vida deixará a cada um e começar uma nova história, mesmo que seja para reinventar uma história passada. Mude um verbo, conjugue-o em outro tempo, troque um ponto por uma vírgula, evite hifenizar a existência, escreva cada parágrafo como se fosse o último. Capriche na letra, adote a primeira pessoa do plural, mude o pretérito, redesenhe o futuro, seja consoante, mostre o quão adjetiva é sua alma. 

(Zelmar Guiotto)

Viajar, conhecer mundo e pintar com Luís Simões

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Tive o prazer de conhecer pessoalmente Luís Simões, um jovem de 37 anos que abraçou um projecto em que se propôs correr mundo de bicicleta e ao mesmo tempo ir desenhando com aguarelas tudo o que mais o impressiona.

Este projecto tem a duração de 5 anos, já dura há 4  e falta-lhe visitar o continente Americano.

É impressionante a facilidade que tem para desenhar e mostrou-me alguns cadernos já concluídos que irão ser comercializados.

Para melhor cohecerem este jovem talento, deixo este vídeo

 

 

Onde anda o Menino Jesus

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Como gosto de fotografia, queria nesta altura do ano fotografar um presépio.

Andei de um lado para o outro e só via luzinhas a piscar e as cidades com decorações a dizer "Feliz Natal e Boas Festas e nada de presépios.

É com alguma tristeza que vejo perder-se o verdadeiro significado desta quadra, penso até, que muitas das nossas crianças, só sabem o que é o Pai Natal e que vão receber presentes.

Lembro com saudade o presépio que eu e os meus irmãos construíamos com barro que íamos apanhar, fazíamos os bonecos que naturalmente se iam partindo, mas que nós reconstruíamos. Apanhávamos musgo, havia pedras para fazermos os montes e palhinhas numa manjedoura improvisada.

Todos os dias tínhamos o cuidado de mudar as figuras, já que se elas iam visitar o menino, não podiam estar no mesmo sítio.

Não havia árvore de Natal, penso que nem sequer, na altura, desconhecíamos o que isso era.

À meia noite a família ia à missa do galo e era uma alegria, porque íamos encontrando outros meninos e os risos eram constantes.
Beijar o Menino era o momento alto da noite.

Quando regressávamos a mãe fritava as filhós que eu adorava polvilhar, ao mesmo tempo que ia lambuzando os dedos.
Peru, nem vê-lo, mas era cozinhado o melhor galo que havia na capoeira, para a refeição do dia.

Presentes? Só uma fatiota nova.

Vou continuar à procura do Menino, pode ser que um dia destes tenha uma bela surpresa

Amanhã? Talvez...

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Talvez me abraces, me enlaces, me afagues
Afagos que me transportam para ti, talvez

Talvez o carinho que sinto chegue de forma suave
Suavidade que me transporta ao mundo de um sonho
Sonho que tenho dia e noite e me persegue
Talvez me possa aconchegar nos teus braços

qual laço que une e aperta
Aperta num coração faminto de amor, de ternura

Talvez seles com um beijo aquilo que nos une
Mas, é só um talvez, palavra insana e sofrida

Sem certezas, sem respostas, e talvez sem sentido
Será melhor em vez de talvez dizer era uma vez?

Viajar com Júlio Verne

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É um prazer voltar ao nosso imaginário e recordar livros que nos deixaram fascinados.

 

Julio Verne nasceu em Nantes em 8 de fevereiro de 1828. Fugiu de casa com 11 anos para ser grumete e depois marinheiro. Localizado e recuperado, retornou ao lar paterno.  Num furioso ataque de vergonha pela sua breve e efémera aventura, jurou solenemente (para a sorte de seus milhões de leitores) não voltar a viajar senão em sua imaginação e através de sua fantasia.

Promessa que manteve em mais de oitenta livros.

Momento lunar

lua cheia

foto minha

Por alguma razão que ainda desconheço a lua umas vezes é minha aliada, fazendo com que exponha toda a minha loucura e trazendo ao de cima aquilo que só os loucos se atrevem a mostrar, sim porque dirão: -coitada não está bem, não podemos levá-la a sério, outras vezes desnuda-me, faz-me descer do meu pedestal e revelar o que na verdade sou. Despida de mim, sem pudor e uma ousadia inusitada, deixa-me sem chão, indefesa, sozinha e reduzida a uma insignificância que faz com que pareça saudável. 
Ah lua traiçoeira, não te compreendo, será que eu própria me conheço?

Cai a chuva no portal

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 Cai a chuva no portal, está caindo
Entre nós e o mundo, essa cortina
Não a corras, não a rasgues, está caindo
Fina chuva no portal da nossa vida.
Gotas caem separando-nos do mundo
Para vivermos em paz a nossa vida.

Cai a chuva no portal, está caindo
Entre nós e o mundo, essa toalha
Ela nos cobre, não a rasgues, está caindo
Chuva fina no portal da nossa casa.
Por um dia todos longe e nós dormindo
Lado a lado, como páginas dum livro.

 Lídia Jorge

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