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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Partidas e chegadas

Ainda não consegui avaliar o que me dá mais prazer, se o entusiasmo que sinto quando parto ou a alegria do regresso, penso que em ambos os momentos há sentimentos e sensações que se misturam, que se completam e me deixam eufórica por conhecer outros mundos e feliz por poder rever de novo os amigos, por poder partilhar tudo o que vi, por minimizar a saudade que sinto na ausência e poder agradecer o carinho de todos os que por aqui me vão deixando palavras que me fazem perceber o quanto é importante a amizade que me devotam e á qual tento retribuir.

Desta vez a minha viagem prolongou-se um pouco mais, nunca estive tanto tempo longe e surpreendentemente, eu que sou por norma desprendida, apercebi-me que afinal o meu desprendimento não é assim tanto como julgava.

O que vi, o que aprendi, o que experienciei em Hong Kong, Macau e China, foi demasiado marcante e surpreendente.

Depois de há um mês atrás ter visitado, Nova Iorque, Toronto e Niagara, pensei que não haveria mais nada que me surpreendesse tanto... como me enganei!

A Oriente tudo é inexplicavelmente diferente, a cultura, o luxo de hotéis e casinos, a ordem, a falta de preconceitos, o sentir que o que importa somos nós e não o que os outros pensam. Há ordem na desordem, há liberdade nas atitudes, há respeito nas condutas.

Macau é o luxo asiático, hotéis de sonho onde as salas de jogo estão apinhadas de gente, cá fora as casas de penhores sempre abertas, a luz inunda a noite, a segurança é inquestionável.

Hong kong é monumental, um misto de Nova Iorque e Rio de Janeiro, com baías lindíssimas onde infelizmente o nevoeiro foi constante. As melhores lojas do mundo estão ali, bem na frente dos meus olhos, mas inacessíveis á minha carteira.

Cantão, na China, uma cidade com cerca de doze milhões de habitantes que coabitam ordeiramente nas ruas, não há lixo, não há engarrafamentos. Vendem-se  espetadas de carne e de ananás, castanhas assadas, batata doce, milho, tudo aromas que se misturam e que abrem o apetite aos mais esfomeados, que passeiam pelas ruas. Trabalha-se, não há intervalo para almoço e enquanto se esperam novos clientes aproveita-se para comer com destreza o  que trouxeram de casa. Promovem o que têm para vender, chamam-nos, incitam-nos ao consumo. Tudo é escandalosamente barato. No fim de semana os jardins enchem-se de gente que pratica Tai Chi, que jogam Mahjong, que simplesmente conversam, ou meditam.

Apesar de tudo e depois do que escrevi, não penso que tudo é perfeito, há muitos aspectos que não se coadunam com a minha maneira de ser e de estar e aos quais farei referência em novos posts.

Duma coisa tenho a certeza, não há céu mais azul que o nosso, nem o cheiro a maresia ou o mar que nos embala é tão intenso como o que experimentamos neste nosso cantinho.

 

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