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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Arrivederci Roma

Geralmente costumo deixar no meu canto a descrição das minhas viagens... o que senti, o que aprendi e uma ou outra peripécia que acho mais engraçada.

 

Nunca falei na minha viagem a Roma, mas quando li aqui um artigo que achei interessante, não sobre a cidade em si, mas sobre a apreciação bem humorada de alguns belos exemplares que se passeiam no Vaticano, veio-me à memória os cinco dias que passei por terras de Sua Santidade.

 

Depois de ler o artigo penso que se lá voltasse, iria estar mais atenta e iria concerteza  fazer uma apreciação mais apurada e minuciosa, não com intenção de cobiçar ou desejar o fruto proibido, mas compararia as belas estátuas de mármore com outras figuras bem carnais e vivas, apenas como se fossem mais uma obra de arte.

 

Não sou púdica, não sou melhor nem pior que as outras, divirto-me imenso a ler  as opiniões mais calorosas e bem humoradas sobre os machos que por aí andam, mas sou mais do género...não é para ti, portanto nada de cobiçar, ou então faço como a raposa e digo...-estão verdes, não prestam...

 

Claro que não me passou despercebido o ar limpo, leve, fashion, cool, elegante, glamouroso, dos ragazzos italianos, para não falar da barba de três dias, que os tornam mais sexys e sensuais.

Não me foi indiferente o olhar, o trato , a gentileza, a simpatia, o modo como se movem, como se estendem languidamente nas belas esplanadas de Roma...

Não faço aqui distinção de classes sociais, não sei se é pela língua, que exerce em mim um enorme fascínio , mas foi impossível ficar indiferente ao "Ciao Bella!" do taxista, quando saí do carro.

 

Fui com uma amiga e fiquei hospedada numa casa, uma bela mansão por sinal, de um amigo dela.  Um português, homem culto´e inteligentíssimo. Os defeitos do senhor suplantavam de longe os seus dotes e a sua cultura. O típico macho latino, a antítese do vulgar italiano de rua. Irreverente, abusador, com ares de galã sem nível. De comum só tinha o ar impecável com que se vestia, porque o cargo que tinha assim o exigia, mas nem a figura ajudava; baixo e anafado, costuma dizer-se que homem pequenino ...ou velhaco ou dançarino...não sei se dançava bem, porque o que mais queria era chegar ao fim do dia e ir para o quarto, mas, velhaco, gabarolas, prepotente, isso era.

Não gosto de dizer mal, de encher de defeitos as pessoas, quando não me agradam esqueço, mas o artigo acima veio lembrar-me de tudo isto.

 

Não quero passar a ideia que os italianos são mais bonitos, mais bem educados que os portugueses, mas, que é bem melhor ouvir um "ciao bella!" do que.."é gaja boa!". ai lá isso é!

 

 

Felizmente há muitas excepções em terras lusas.

 

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