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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Uma outra forma de amar

 

Não sei amar pela metade.

No meu coração não existe espaço para mais que uma pessoa, é um lugar pequenino  mas aconchegante, arrumado, tudo no seu lugar...a um canto está a fidelidade, noutro ao lado a cumplicidade, no meio o respeito e um tapete de carinho debroado com ternura que cobre este meu coração, onde o calor e paixão inflamam e aumentam o amor que sinto quando decido abrir as portas a uma pessoa, fechando-a imediatamente para que se viva em pleno e a dois, momentos que se querem de muita união, dedicação e verdade.

 

Há e sempre haverá corações mais espaçosos, onde cabe muita gente, onde o amor se divide e não me refiro á  infidelidade estou a falar de um novo conceito de amor, novo para mim, pelo que li aqui    e ouvi na RTP 2, é o Poliamor , um tipo de relação em que cada pessoa tem liberdade para manter mais que um relacionamento ao mesmo tempo. Não segue a monogomia como modelo de felicidade o que não implica porém, promiscuidade e quando se fala em promiscuidade surgem as minhas dúvidas, ou eu tenho um conceito diferente desta palavra ou ser promíscuo já tem uma conotação diferente.

Faz parte do imaginário  de muitos homens e mulheres experimentarem ter sexo com dois parceiros, eu disse sexo, não amor, então os Poliamorosos dormem a três e isso é amor?

Ele conhece-a, apaixonam-se, aparece outra, apaixona-se por ela, por sua vez ela apaixona-se por ela, elas por ele e temos um trio apaixonado.

Combinam partilhar o mesmo espaço e já estou a imaginar, jantarinhos á luz das velas a três, uma cama muito mais larga, bem... podem utilizar o chão da sala...pensam ir jantar a um restaurante especial, imagino-o no meio das duas de mão dada, miminho a uma, miminho a outra, elas sorriem, retribuem, tudo com a mais completa naturalidade.

Entretanto ele conhece outra pessoa:

-Queridas hoje vou encontrar-me com uma pessoa fabulosa que conheci.

-Vai querido - respondem - diverte-te e se quiseres trá-la um dia cá a casa.

Num outro dia, uma delas traz um outro rapaz lá a casa, simpatizam todos uns com os outros, bem... a minha mente perversa e promíscua já está a imaginar coisas.

Um dia elas resolvem excluir nessa noite, o parceiro masculino e embrulham-se as duas...serão lésbicas? Não são bissexuais.

Presumo que neste conceito de Poliamor não haverá lugar para homossexuais, ou são bi ou hetero..penso eu, posso estar enganada.

 

Talvez esta minha reflexão deixe no ar a ideia que sou retrógrada, mas não é isso que quero fazer passar, apenas quero perceber como é possível gerir o amor partilhado entre várias pessoas. Eram jovens os que participaram no programa, será que existirão pessoas mais velhas que praticam este tipo de relações? Se sim, onde fica o conceito de família? Haverá espaço para filhos ou objectivos comuns?

 

Depois de ler e reler este conceito houve uma frase que me levou a concluir que afinal também sou uma poliamorosa, quando li que:..."A ideia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação física"...fiquei mais descansada, não estou muito a frente, nem muito atrás, porque consigo amar o meu filho, a família, os amigos...de fora fica naturalmente, a componente física a que a minha mente retrógrada não consegue chamar de amor.

  

 
 

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