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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Uma história com números

Estava sozinho, mas nem por isso deixou de fazer o que mais gostava. Preparou tudo para que as coisas acontecessem. Sentiu-se um pioneiro. Começou a abrir caminhos

Independente, sabia que só podia contar consigo e preparava-se para fazer acontecer. Era o número 1

 

Mais tarde apareceu o 2, amigo de partilhar, buscava a união através da diplomacia e de muita harmonia. Como gostava de trabalhar em equipa, juntou-se ao 1.Só faria sentido a sua existência se partilhasse objectivos e caminhos. Gostava do reconhecimento e de fluir harmoniosamente com tudo o que o rodeava.

 

O 3, criativo, expansivo, social, rico em dons artísticos e acreditando que só na interacção com os outros poderia expandir toda a energia e alegria de que era possuidor, apareceu para comunicar, expandir e fazer pleno uso dos seus sentidos.

 

O 4 apareceu para colocar alguma ordem, para criar regras, para trabalhar. Organizado, metódico e com algum apego aos bens materiais, fez uso da sua capacidade de trabalho, da perseverança, do sentido do dever e do sacrifício. Para ele nada era tão importante como o concreto, o material e era pouco dado a questões espirituais. Sentiu que era o sustentáculo do desenvolvimento.

 

Liberdade, liberdade, gritava o 5...amava-a acima de tudo. Era o aventureiro, queria saber e conhecer cada vez mais, porque sabia que era no conhecimento que residia a sua força. Era um eterno insatisfeito sempre á procura de respostas. Não se importava se tinha de romper com normas estabelecidas, rompia barreiras, deitava abaixo tabus, abalava convicções sociais e desmascarava hipocrisias. Impulsivo por natureza, violento por vezes, tinha consciência, que apesar de ser um elemento perturbador, era um arauto do progresso.

 

Estabilidade, afecto, responsabilidade, pois... tinha que existir um elemento que lutasse pela felicidade, desenvolvesse afectos, criasse raízes. A família, o grupo social onde nasceu, onde viveu, eram os pilares da sua felicidade. Estou a falar do 6, esse número que contribui para o bem estar dos que o rodeiam.

 

Ao contrário do 4, o 7 vivia para o espírito e para a interioridade. Era místico, intuitivo e agradavam-lhe os mistérios e o invulgar.

Amante da solidão, vemo-lo sozinho, longe do ruído e do bulício, tentando encontrar no fundo de si mesmo a serenidade que deseja.

 

Oh o 8, esse furacão...uma energia sempre pronta a explodir, capaz de transpor barreiras que parecem intransponíveis. Detesta rotinas, precisa de projectos novos, é um empreendedor. Cheio de força e perseverança alcança o seu poder material através da luta pelos seus objectivos. Sempre de sentidos bem despertos, usa-os com intensidade e vai conseguindo alcançar o que tanto ambicionou.

 

E neste grupo de números apareceu alguém que uniu através do amor, da compaixão e da abnegação. O 9, universalista por excelência, amando de forma incondicional, defensor da justiça, da generosidade e tolerância, ele sente-se feliz quando dá. Dá mas exige, não uma retribuição directa, mas uma evolução, um progresso e uma transformação. Não pede para si, mas para a humanidade em geral. Sente-se um missionário.

 

 

Hoje fazem parte da vida de cada um de nós, nem sempre os reconhecemos, mas estão presentes no nosso tempo, na nossa missão de vida, na nossa caminhada.

Com todos já vivi, já passaram por mim. Deixaram-me heranças e desafios.

Independente umas vezes, cooperante e partilhando tantas outras. Criei, inovei, ousei e entreguei-me ao trabalho, instalando alguma ordem na minha vida. Experimentei a liberdade sem libertinagem e ousei desviar-me do que era dado como certo em busca de algo fora de mim. Aquietei-me com afectos partilhados, sondei mistérios e recolhi-me, explodi, derrubei barreiras, persegui meus sonhos e hoje é dia 10 de Maio de 2010, um dia em que o 9 está presente, em que através das palavras, quero apenas dar sem nada receber em troca...quero apenas sentir 

 

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