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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

"Sonhos de uma noite de Verão" e sonhos de todos os dias

A semana passada ao ler o post do Jorge sobre Fatias de cá: Viriato no castelo de Almourol, fiquei em pulgas, fui logo ver o programa deste grupo de teatro que o faz de uma maneira totalmente diferente do que é convencional.

Inscrevi-me logo e resolvi ir até á Figueira da Foz ver a peça "T de Lempicka" que se desenrola num palácio muito bem conservado e que reúne as condições ideais para este género de representação.

Se pensam que estive sentadinha o tempo todo a ver a representação, desenganem-se. As cenas iam-se desenrolando nos vários compartimentos do palácio e éramos nós que íamos escolhendo e seguindo o actor ou actores, fossem eles para onde fossem. Fartei-me de subir e descer escadas, ora ia para a cozinha ou para o quarto, salão, corredor, enfim , um corrupio que nos animava e aguçava a curiosidade.

Cada grupo escolhia o actor e a cena que queria seguir e havia uma interligação que ao invés de nos deixar sem perceber o enredo da história, nos fazia sentir como fazendo parte dela. Claro que no início nos foi oferecido um pequeno folheto com a descrição das personagens e o resumo da história.

Houve um intervalo  e serviram-nos uma refeição e no final os actores já despidos das suas fatiotas, misturam-se connosco e partilharam as suas experiências e responderam a todas as nossas perguntas com uma simpatia enorme.

Fiquei de tal maneira fascinada que no dia a seguir, Domingo, fui para Tomar ver mais uma peça "Sonho de uma noite de Verão", que se desenrolou  numa mata lindíssima, contígua ao convento de Cristo. Foram-nos dados uns bonés com uma luzinha na ponta para que pudéssemos ver o caminho algo tortuoso e ladeado por densa vegetação e ainda uns banquinhos desmontáveis para quando nos tínhamos de sentar, já que  a peça se prolongou noite dentro.

Enquanto a peça de Sábado era um drama a de Domingo arrancou-nos enormes gargalhadas.

No final, como é hábito foi servido o jantar numa clareira e o mais curioso e que admirei é que nenhum dos participantes é mais ou menos que o outro, porque pessoas que tinha visto a representar no dia anterior , estavam hoje, vestidos de mordomos a servir o jantar.`

É um grupo polivalente com cerca de setenta elementos sem a pretensão de ficarem ricos ou famosos, mas que que nos dão uma enorme lição de humildade e  sem elitismos provam que a cultura teatral está disponível para todos.

Se tudo correr bem, irei concerteza no Domingo ver no Convento de Cristo a peça " O Nome da Rosa" que promete esgotar rapidamente.

São cinco horas a percorrer este convento em que a representação será feita apenas por homens.

Apesar do Outono andar por aí, recuso-me a deixar de viver sempre que poder os meus sonhos de todos os dias e de todas as estações e de vez em quando deixar-me levar pela fantasia, imaginação e alegria que têm o condão de dar algum colorido á minha vida.

 

 

 

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