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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Não sei falar de amor

 

Foto do blog Existe um Olhar

 

Dei por mim enleada numa teia de ideias que não me deixaram discernimento para falar de amor.

Uma espécie de bloqueio apoderou-se de mim e impede-me de celebrá-lo, elogiá-lo, enaltecê-lo e em voz baixa murmurar, como se do assunto entendesse, o quanto é bom vivê-lo, experimentá-lo e deixar que me envolva em doces ilusões de ternura enfeitada.

 

Não, não sou capaz e descobri porquê...ele não se explica, ele sente-se, não é definível, medido ou comparável.

 

Não sei quem é ele, por que surge, quando surge e como.

 

Não me deixa lucidez ou engenho para que lhe trace o perfil ou lhe veja beleza e sinta que cada palavra que tente escrever vá desnudar os segredos de um sentir tão abrangente e misterioso.

 

Não sei defini-lo, talvez porque não há fórmula para isso, ou apenas seja um dom concedido apenas aos poetas e como poeta não sou, vou deixar que outros o façam. 

 

Fico por aqui com a sensação de que não sei falar de amor. Sei vivê-lo e apreciá-lo...Isso sei eu que sei, mas não sei explicar porque sei.  

O que não é amor?

 Fala-se tanto em amor, amizade e paixão... Que tal falarmos do que não é amor???

        Foto do meu blog Existe um Olhar                                                                                   

 

Se tu precisas de alguém para ser feliz, isso não é amor. É carência.

 

Se  tens ciúme, insegurança e fazes qualquer coisa para conservar alguém ao teu lado, mesmo sabendo que não és amado(a), e ainda dizes que confias nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor. É falta de amor próprio.

 

Se acreditas que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)", e a tua vida fica vazia sem essa pessoa; não te consegues  imaginar sozinho(a) e manténs um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existes em função do outro - isso não é amor. É dependência.

 

Se achas que o ser amado te pertence; sentes-te dono(a) e senhor(a) de tua vida e de teu corpo; não te dá o direito de te expressares, de fazeres escolhas, só para afirmar o seu domínio, isso não é amor. É egoísmo.

 

Se tu não sentes desejo; não te realizas sexualmente; preferes nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sentes algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor. É amizade.

 

Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor. É desejo.

 

Se o teu  coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; a temperatura sobe e desce vertiginosamente, logo que pensas na outra pessoa, isso não é amor. É paixão.

 

(By Mon Liu)

 

Feito o diagnóstico é importante e urgente encontrar a cura.

Uma outra forma de amar

 

Não sei amar pela metade.

No meu coração não existe espaço para mais que uma pessoa, é um lugar pequenino  mas aconchegante, arrumado, tudo no seu lugar...a um canto está a fidelidade, noutro ao lado a cumplicidade, no meio o respeito e um tapete de carinho debroado com ternura que cobre este meu coração, onde o calor e paixão inflamam e aumentam o amor que sinto quando decido abrir as portas a uma pessoa, fechando-a imediatamente para que se viva em pleno e a dois, momentos que se querem de muita união, dedicação e verdade.

 

Há e sempre haverá corações mais espaçosos, onde cabe muita gente, onde o amor se divide e não me refiro á  infidelidade estou a falar de um novo conceito de amor, novo para mim, pelo que li aqui    e ouvi na RTP 2, é o Poliamor , um tipo de relação em que cada pessoa tem liberdade para manter mais que um relacionamento ao mesmo tempo. Não segue a monogomia como modelo de felicidade o que não implica porém, promiscuidade e quando se fala em promiscuidade surgem as minhas dúvidas, ou eu tenho um conceito diferente desta palavra ou ser promíscuo já tem uma conotação diferente.

Faz parte do imaginário  de muitos homens e mulheres experimentarem ter sexo com dois parceiros, eu disse sexo, não amor, então os Poliamorosos dormem a três e isso é amor?

Ele conhece-a, apaixonam-se, aparece outra, apaixona-se por ela, por sua vez ela apaixona-se por ela, elas por ele e temos um trio apaixonado.

Combinam partilhar o mesmo espaço e já estou a imaginar, jantarinhos á luz das velas a três, uma cama muito mais larga, bem... podem utilizar o chão da sala...pensam ir jantar a um restaurante especial, imagino-o no meio das duas de mão dada, miminho a uma, miminho a outra, elas sorriem, retribuem, tudo com a mais completa naturalidade.

Entretanto ele conhece outra pessoa:

-Queridas hoje vou encontrar-me com uma pessoa fabulosa que conheci.

-Vai querido - respondem - diverte-te e se quiseres trá-la um dia cá a casa.

Num outro dia, uma delas traz um outro rapaz lá a casa, simpatizam todos uns com os outros, bem... a minha mente perversa e promíscua já está a imaginar coisas.

Um dia elas resolvem excluir nessa noite, o parceiro masculino e embrulham-se as duas...serão lésbicas? Não são bissexuais.

Presumo que neste conceito de Poliamor não haverá lugar para homossexuais, ou são bi ou hetero..penso eu, posso estar enganada.

 

Talvez esta minha reflexão deixe no ar a ideia que sou retrógrada, mas não é isso que quero fazer passar, apenas quero perceber como é possível gerir o amor partilhado entre várias pessoas. Eram jovens os que participaram no programa, será que existirão pessoas mais velhas que praticam este tipo de relações? Se sim, onde fica o conceito de família? Haverá espaço para filhos ou objectivos comuns?

 

Depois de ler e reler este conceito houve uma frase que me levou a concluir que afinal também sou uma poliamorosa, quando li que:..."A ideia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação física"...fiquei mais descansada, não estou muito a frente, nem muito atrás, porque consigo amar o meu filho, a família, os amigos...de fora fica naturalmente, a componente física a que a minha mente retrógrada não consegue chamar de amor.

  

 
 

Relacionamentos

Relacionamentos

 

 

 

Tenho andado um pouco indecisa na escolha dos temas que gostava de escrever . Tinha seleccionado três e não havia forma de me decidir.

De repente e por coincidência veio a resposta, quando li aqui algo que veio ajudar a escolha..."Relacionamentos". Não venho acrescentar nada de novo ao que já se sabe, nem dar uma receita milagrosa para acabar com as dificuldades que hoje se nos deparam, quando se parte para uma relação a dois.

 

Penso que cada vez é mais difícil  equilibrar a forma como nos relacionamos e diminuir o constante e já habitual junta/separa.

É verdade que há uma grande confusão, homens e mulheres andam assustados.

A ausência de valores, ou talvez o meu modo retrógrado de interpretar as coisas (pensarão alguns), faz-me reflectir que ou estou a viver noutro mundo, ou então a palavra relação foi adulterada e que antes aquilo a que chamávamos de amor, cumplicidade, respeito, companheirismo...deixou de fazer sentido.

 

As pessoas têm medo de se comprometer, de viver com...e pensam que a sua liberdade será cerceada, se houver compromisso.

 

Por outros lado há uma avidez de experimentar coisas novas, sensações diferentes, mas o resultado será sempre igual... e cito a autora do artigo..."Tudo começa normalmente com o chamado "boy meets girl". No início ela é gira, divertida e torna-se a mulher da sua vida. Passam imenso tempo juntos, enviam emails, mensagens, telefonam a toda a hora só para mandar beijinhos e saem mais cedo do trabalho só para terem sexo" e tudo termina um dia  "Até que a Maria começa a queixar-se que ele agora lhe liga menos, ele começa a substituir as tardes com ela por mais trabalho e ambos passam a fazer menos sexo (pelo menos um com o outro). Um dia discutem porque ela convida-o para ir jantar a casa dos pais dela, ele recusa, e acabam a relação".

 

 

Eu sei que é preciso engenho e arte para manter uma relação, sei que não é fácil, as pessoas não querem sofrer, muitas estão magoadas e quando partem para um novo relacionamento vão, ou para tentar ultrapassar dores antigas e fechadas para uma verdadeira entrega, ou procurando no outro aquilo que só poderão encontrar dentro delas próprias.

 

Não é fácil partilhar o dia a dia com alguém e se acrescentarmos os problemas que advêm com o nascimento dos filhos e com o stress no trabalho, mais difícil será.

Deixa de haver tempo e disposição para surpreender, para jantares românticos, para uma noite de sexo diferente, para um presente sem data marcada.

Não há tempo para diálogo, para namorar, para enviar a mensagem a meio da manhã.

O tempo é de rotinas.

 

E de repente o perigo espreita, qual manjar divinal, que surge do nada e que aparece como solução para todos os problemas , ou para esquecer os que temos.

Ele/ela, seduz, atrai, há como que um íman que os liga quando se olham pela primeira vez...  não há problemas para resolver, nem contas para pagar, não há discussões... há entusiasmo, há alegria, há vontade de agradar, de surpreender, há conquista...e inicia-se uma relação fora da relação  e tudo se repete...à euforia inicial segue mais tarde ou mais cedo, o desinteresse e afastamento, para já não falar de mais um casamento/relação desfeitos na maioria dos casos; tudo não passou de uma miragem. Não sei se o crime compensa.

 

Nesta época  tão conturbada socialmente, de tantas alterações rápidas de comportamentos, dou por mim a perguntar, quem terá inventado a monogamia...será que andamos a contrariar desde os primórdios, uma coisa que é inata, que alguém se lembrou de regular e que na verdade, nascemos para ser poligâmicos?

Será que pouco e pouco a ideia  de família, de relacionamento se está a alterar e estes tempos não são mais que o ruir de conceitos ancestrais que parecem não fazer sentido nos dias de hoje?

Será que o amor é uma palavra demodé? Ou será que queremos construir uma outra forma de nos relacionarmos e que para isso temos que errar, atingir o caos, mergulhar num processo de auto destruição, de conflitos emocionais, para que um dia possamos renascer e aprender que:

 

Para conseguir amar alguém, é preciso amar-se a si próprio.

Que ninguém se deve anular em nome do amor

Que amar não é criar apegos

Que amar não é caminhar nem atrás nem á frente, mas sim lado a lado, para podermos estender a mão e apoiar.

Que a espontaneidade  e a capacidade de surpreender são a melhor forma de sedimentar uma relação.

Que não se pode usar o amor para curar feridas, ou esquecer outro amor.

Que uma relação passa pela prática do amor incondicional... amar é querer que o outro esteja feliz.

Que haverá sempre discussões, zangas, mas se houver amor e respeito, servirão para estreitar laços.

 

Amar não é fácil e nem sempre o amor dura uma vida, mas enquanto durar, que seja a demonstração do que mais genuíno e puro podemos dar e receber.

 

Felizmente nem tudo é mau e aqui e ali, vão surgindo casos de pessoas que conseguem manter uma relação equilibrada, reiinventando o amor todos os dias.

Fim do Mundo? Quando?

 

Já andava a preparar-me para o fim do mundo em 21-12-2012.

Tinha pensado numa série de coisas que gostaria de fazer antes que isso acontecesse, quando li aqui, que afinal vão dar-nos mais uns anitos de vida. Fiquei aliviada, respirei fundo, mas ao mesmo tempo fiquei desanimada...todas as viagens programadas, todas as festas que quero fazer, todas as boas intenções que me levaram a prometer ser uma pessoa melhor, foram por água abaixo. Afinal posso continuar a fazer os mesmos disparates de sempre porque o prazo de validade deste planeta foi prolongado. Possivelmente ainda volto a reencarnar e isto ainda não acabou.

Se alguma coisa de útil têm estes prognósticos, é o facto de se poder ganhar muito dinheiro com todas estas especulações, repare-se no filme 2012, que rendeu uns bons milhões e esta senhora vai andar entretida, ganhando uns tostões a fazer investigações e a alimentar as mentes mais ávidas de notícias empolgantes e bem mais interessantes que as que ouvimos sobre agressões, fraudes, política e futebol...

Eu tenho esperança que um dia destes  ela  chegue á conclusão que afinal é em 2012 que vamos desta para melhor e aí vou continuar a aproveitar cada minuto da minha vida e a viver intensamente.

Nasa também já veio desmentir, e garante que 2012, é só e apenas mais  um ano dos muitos que ainda temos pela frente, mas pelo sim pelo não, já há uma dispensa,  onde estão guardadas todas as espécies necessárias para a dar continuidade ao planeta, caso haja uma catástrofe.

 

Ao longo da história  astrólogos, profetas, videntes... fizeram previsões do fim do mundo, lembro da célebre frase: a dois mil chegarás de dois mil não passarás, ficou muita gente aliviada quando acabaram as doze badaladas e nada aconteceu, agora fala-se no calendário Maia, como sendo o mais fiável no que diz respeito a 2012 e pasme-se depois de tanto se especular, de tanto se escrever, vem agora a Sabrina alterar esta data

Já não sei em quem acreditar!

 

O meu escrever irónico sobre o tema, foi só e apenas o prelúdio para falar de coisas, que considero mais interessantes e que me levam a pensar que o fim do mundo acontece todos os dias.

O fim do mundo é para todos os que desistiram de viver, que perderam a esperança, que deixaram de sonhar e de acreditar.

Cada dia morre um pouco do nosso mundo, quando se atenta contra a natureza, contra a preservação das espécies, se promovem guerras, se desperdiçam recursos para garantir uma boa qualidade de vida.

Fim do mundo é quando se especula sobre o amanhã e nos esquecemos de viver agora.

Fim do mundo é quando não damos valor a todos os que sofrem, que precisam de nós e nem damos por eles.

O mundo termina, quando se promove o suborno, a fraude, a mentira, a deslealdade, quando se passam por cima de valores que são o alicerce mais valioso, para a edificação de um ser humano mais equilibrado.

O mundo termina, quando eu me esqueço do idoso que vive na maior solidão, o jovem que eu deixo ser escorraçado, a criança que foi abandonada a mulher ou homem que foram traídos e que eu não tive tempo de ouvir o seu desabafo.

 

Quero que o mundo não acabe aqui, quero que perdurem as boas acções, e que o AMOR seja a palavra de ordem para acabar com todas as desordens.

 

 

 

 

Amar a Ocidente e a Oriente

Há dias, num daqueles Domingos chuvosos, em que o tédio era uma realidade, fazia zapping, procurando um canal onde me pudesse fixar. Parei no "RealityZone" onde entrevistavam um senhor, não sei a propósito de quê. A determinada altura ele diz: -os ocidentais amam com romantismo, dão muito valor a isso, já os orientais, baseiam este sentimento no respeito.

O tema não era este, gostava que fosse e que a entrevistadora tivesse desenvolvido, mas percebi que esse não era  o objectivo.

O  certo é que fiquei a pensar.

Qual das duas vertentes é a mais correcta? Poderá dissociar-se romantismo e respeito quando se ama?

Se se for romântico pode abolir-se o respeito e vice-versa?

Por mim, não concebo o Amor sem respeito aliado a uma grande dose de romantismo.

Os meus pensamentos prolongaram-se um pouco mais e pensei que talvez romantismo se use quando se quer conquistar alguém.  Depois disso faltará o respeito?

Ou respeito, é apenas uma forma de estar, de se acomodarem numa determinada relação, cumprindo parâmetros previamente ditados pela sociedade ou pela consciência de não permitir interferências numa relação, mesmo que hajam tentações?

Não consigo perceber nem concordar com este rótulo, amor oriental, versus amor ocidental.

A existir eu desejo que algures no meio do mar haja uma ilha sem latitude nem longitude onde respeito e romantismo coabitem pacificamente.

E nestas conjecturas tontas me perdi, enquanto por aqui ardiam incensos e velinhas, a música tocava baixinho e a lareira acesa aquecia , enquanto lá fora a chuva caía.

Comer Orar Amar

Um dos livros que mais gostei de ler nos últimos tempos foi Comer Orar Amar.

Apareceu no momento certo e há partes do livro que assinalei, uma delas deixo aqui hoje.

 

"Se amar uma pessoa, carregarei toda a dor por ela, assumirei todas as suas dívidas(em todos os sentidos da palavra), protegê-la-ei da sua própria insegurança, projectarei nela todo o tipo de boas qualidades que nunca cultivou em si mesma e comprarei presentes de Natal para toda a sua família. Dar-lhe-ei o sol e a chuva e, se não estiverem disponíveis, dar-lhe-ei um cheque de sol e outro de chuva. Dar-lhe-ei tudo isto até ficar cansada e esgotada que a única forma de recuperar a minha energia é apaixonar-me por outra pessoa."

 

É um pouco assim que concebo o amor tirando aquela parte em compraria presentes de Natal para toda a família

 

A vida ás cores

 Um rabisco meu

São os vermelhos que se misturam com o fogo  que arde sonolento em noites de Inverno, lembrando paixões acesas que logo se  esfumaram ao amanhecer. São vermelhos do coração que vibra com alegrias fugazes entrecortadas com soluços disfarçados de amarelos de Outono, onde a brisa suave de um entardecer, fez cair vagarosamente a esperança de brilhos que ficaram escondidos nas nuvens, um tempo que fugiu de um dia que  foi.

Restaram os contornos negros que emolduraram os brancos de luz que a medo espreitaram para logo se esconderem  envergonhados, por entre os azuis do mar, do  céu desejado e inventado.

Laranja de Sol que renasce naquela fria madrugada , envolvendo com abraço quente de aconchego ilusório um corpo dormente, inerte e vacilante entre verdes de esperança brilhando numa Primavera qualquer.

 

Salpicos de cor numa vida incolor.

 

mas....

Há o rosa de afagos, de sonhos vividos , de ternura espelhada no brilho dos teus olhos, são rosas suaves, como suave é o toque... qual seda envolvente em corpos  embrulhados em suspiros de prazer num noite de luar.

 

Uma vida com cor!

 

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