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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

De regresso ao meu canto

Depois de 15 dias voando por outros cantos, regressei ao meu ninho.

Gostei dos meus voos. Conheci pessoas interessantes, falámos de coisas diferentes, extasiei-me com paisagens de uma beleza arrebatadora, aprendi, perdi o medo de voar sozinha, enfim, valeu a pena!

Hoje aconcheguei-me no meu sofá, acendi a lareira, uma música calminha e comecei a ler um livro que me está a deliciar: " A prática do poder do agora", um dos maiores best-sellers de espiritualidade dos últimos anos. Já o tinha na prateleira há algum tempo, mas hoje, não sei porquê, resolvi abri-lo, dar-lhe vida. Como nada é por acaso , apareceu no momento certo.

Antes de começar a ler tenho por hábito dar uma vista de olhos pelas letras gordas, como se precisasse de um estímulo, de um empurrão, de algo que me prendesse... não foi difícil.

-Ponha fim à ilusão do tempo

-Todos os problemas são ilusões mentais

-A alegria de ser

-O entrar no agora

-Dos relacionamentos de dependência aos iluminados

- Morra para o passado em cada momento

etc, etc, etc,....

Com estes títulos foi fácil embrenhar-me na leitura.

Como quando gosto muito de uma coisa , gosto de partilhar, fiz um pequeno intervalinho, desentorpeci as pernas, pus mais uns cavacos na lareira, mudei o cd, comi um chocolatinho e vim até ao meu canto deixar  registada a minha emoção do momento.

Partida

CHUR- Suiça

 

Depois de 15 dias na cidade mais antiga da Suiça,  com muita pena minha, chegou a hora da partida ,.

Voltarei!

 

 

Partida de comboio às 9 h:09 minutos

Chegada ao aeroporto de  Geneve

Partida rumo a Lisboa às 17h :05

Chegada: 18h 35m

3 símbolos do budismo

A cruz suástica

Normalmemte este símbolo está associado ao nazismo, na realidade é um símbolo antiquíssimo. Os romanos já o representavam nas suas construções.Actualmente é um símbolo usado no Hinduismo, Budismo e Jainismo. É tido como um sinal de boa sorte. No Cristianismo tem o nome de cruz gamada, porque é formada por quatro letras  gregas gama.

 

Flor de

 A Flor de lótus

É um símbolo não só do Budismo , mas de todo o oriente. Simboliza o poder espiritual, que não é maculado pelo quotidiano, assim como as flores de lótus, não se mancham, apesar de crescerem no lodo.

 

O terceiro olho

O terceiro olho que se localiza entre as sobrancelhas das estátuas do Buda, é uma referência ao pleno desenvolvimento do chakra Ajna, o que lhe conferia uma inteligência superior.

 

 

 

FAZ HOJE UM ANO....

Faz hoje um ano que a minha mãe partiu.

Sinto uma enorme saudade , mas sem tristeza, porque aprendi que nesta vida tudo é impermanente e que estamos apenas  de passagem.

A ela devo tudo o que sou.

Com ela aprendi  o que era amizade, partilha, amor, compreensão , carinho e tolerância.

Com ela aprendi a rezar a ser cordial com toda a gente.

Recordo ainda com um sorriso,as noites em que me ensinava a contas de dividir , que eu detestava, que me ouvia ler, que me fazia ditados e corrigia os erros e me rasgava as folhas das cópias que fazia com a letra mal feita. Levei alguns tabefes porque não gostava de couves, ou quando me armava em refilona,  não fiquei traumatizada com isso.

Com ela aprendi a lutar e ter coragem para aceitar as coisas menos boas.

Nunca conheci ninguém com tanta capacidade de aceitar o sofrimento como ela , talvez por isso, hoje minimizo  os meus contratempos , porque me lembro que as minhas penas são uma gota de água comparadas com as dela.

Partiu uma parte de mim, mas ficou todo o amor que sinto por ela até ao  dia  em que nos encontrarmos novamente.

Obrigada Mãe!

Até logo....

 

Os suiços até com os mortos fazem dinheiro

Qual não foi o meu espanto, quando soube que  bem pertinho da terra onde me encontro aqui na Suiça, há uma agência funerária que depois de cremar os corpos , transforma as cinzas em diamantes.

Quando aqui cheguei, há poucos dias, escrevi no meu blog que a Suiça era o país onde gostava de morrer, mal eu sabia da história de poder ser transformada numa coisa tão preciosa...agora não tenho dúvidas, quero mesmo morrer aqui. 

Mas  questiono-me: qual será a pessoa que não se importa de andar com um anelito com os meus restos mortais? Hummmm ... desconfio que será mais fácil ser cremada do que encontrar alguém que não se importe de andar comigo, nem que seja no bolso das calças, ou dentro do porta moedas.

 

Monólogo de uma mulher moderna

 Hoje uma amiga enviou-me esta mensagem, não resisti e pu-la aqui, porque me revejo nela.

Obrigada Sofia

 

 

"São 5.30H da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc. Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores. Tudo menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.
Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a  ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela? Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos. A vida era  um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha.
Depois ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a internet!
Quantas horas de paz a sós  e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!
Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre "vamos conquistar o nosso espaço".
Que espaço?! Que caraças!
Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!!! Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós, para comer, vestirem-se e para parecerem bem à frente dos amigos e agora? Onde é que eles estão???
Nosso espaço???!!! Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.
Essa piada ... , acabou por encher-nos de deveres.
E o pior de tudo acabou lançando-nos no calabouço da solteirice crónica aguda!!!!
Antigamente os casamentos eram para sempre. Porquê? Digam-me porquê, um sexo que tinha tudo do melhor que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos? A quem ocorreu tal ideia? Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem.
Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Alem de morrer de fome, pôr hidratantes, anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e acima de tudo ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho. E não só, mas também ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no transito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! Tudo para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!
E olhem que tínhamos tudo resolvido, estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres mas continuamos a ganhar menos que eles e de todos os modos são eles que nos dão ordens!!!! Que desastre!  Não seria muito melhor continuar a coser numa cadeira??
Basta!!!
Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!
Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar para quê ter que demonstra-lo a eles??
Ai meu Deus, são 6.10H, e tenho que levantar-me da cama...
Que fria está esta solitária e enorme cama! Ahhhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga:
Meu amor não me trazes um whisky por favor? ou: O que há para jantar?
Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que atragantar-me com uma sanduíche e uma Coca-Cola light enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.
Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?
Não minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais.... e idiotas!
Estou a falar muito seriamente:
Abdico do meu posto de mulher moderna.
E digo mais:
A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens se esfalfarem a trabalhar para sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles!
 
Ai ai!!! 

Nas Montanhas

 

O sol brilhou logo bem cedinho!       

À minha volta estava tudo coberto de branco.

De um lado e do outro do vale as montanhas erguiam-se cobertas de neve.

Pela primeira vez decidi que tinha que subir a uma delas sozinha.

A casa estava quentinha, mas mal saí, um frio cortante fez-se sentir, mas as botas o gorro o kispo e as luvas protegiam-me.

De mochila às costas lá fui eu.

Dois anos de alemão foram suficientes , para pedir algumas informações importantes...( custo do bilhete, hora de partida , fecho do teleférico, etc).

Quanto mais subia mais extasiada ficava com tanta beleza. As mãos arrefeciam porque não conseguia deixar de tirar fotografias.

Minutos depois cheguei ao cimo.

Fiquei paralisada durante alguns instantes,sem saber que direcção tomar, cada sítio era mais bonito que o outro.

Decidi-me por um trilho bem marcado. A dada altura vi um manto de neve muito lisa; entusiasmada dei o primeiro passo, mas saí-me mal, imediatamente fiquei com neve até aos joelhos; recuei, mas o gelo entrou pelas botas  e os pés começaram a gelar. Não havia nada a fazer, por isso lá continuei.  Um pouco mais à frente encontrei um bar. Entrei, bebi um chocolate quente, fui à casa de banho , descalcei-me e encostei os pés ao radiador. Fiquei preparada para continuar.

Se me perguntarem quais foram os meus pensamentos durante o passeio, sinceramente não consigo dizer, tudo o que pudesse ter pensado iria estragar a beleza que me rodeava.

O céu e o manto branco de neve envolveram-me num doce afago e libertaram-me.

Senti-me verdadeiramente feliz e em harmonia com o universo.

 

Mimi Lorenna

Há alguns anos, que são frequentes as minhas visitas à Suiça. Tenho a sorte de ter cá duas ex-alunas que de vez em quando  me convidam para as  visitar.

Desta vez uma razão muito especial me trouxe de novo até cá: conhecer a Mimi Lorenna.

Mimi Lorenna nasceu na Etiópia e no dia em que nasceu a mãe foi entregá-la a um orfanato, por não ter condições para a criar.

Quando tudo parecia perdido para esta menina, surgiu uma luz!

Depois de muito lutarem, pela adopção de uma criança,  tanto em Portugal como na Suíça, à Célia e ao Edwin  surgiu a hipótese de adopção de uma criança etíope. Em boa hora o fizeram.

A Mimi é uma criança linda e encantadora e os papás estão felicíssimos!

 

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