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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

No colégio de freiras

Depois de pela primeira vez ter saído de casa, o destino foi um colégio de freiras.

Um mundo completamente diferente esperava por ela.

Habituada a ter o seu espaço e as suas coisas, teve de começar a partilhar com  trinta meninas um dormitório com camas de ferro alinhadas em três filas paralelas. Em topos opostos  um biombo resguardava as duas freiras que  vigiavam durante a noite.

Ás 7h 30 m  eram acordadas ao som de  palmas acompanhadas com o acender de luzes bem fortes e imediatamente seguidas das três ave-marias. Ensonadas lá tentavam responder. As mais despachadas iam a correr para os lavatórios para apanhar vez. Aí tinham de fazer autênticos malabarismos com o roupão que colocavam por cima da cabeça, para impedir que se visse alguma parte mais íntima..."-tenham pudor meninas..."-gritavam. Pudor?...nunca tinha ouvido tal palavra, mas calculou o que queria dizer.

Seguia-se a difícil tarefa de vestir; ajoelhadas entre as camas com o roupão sempre a cobri-las lá tentavam enfiar a roupa, mas com muita dificuldade. Depois de estarem compostinhas, levantavam-se e ajeitavam aquilo que tinha ficado torto.

Fazer a cama, arrumar a roupa, alinhar as camas verificar se nada tinha ficado fora do sítio, antecedia a entrada para a capela onde desfilavam, qual passerelle, sobre os olhares atentos de todas as freiras. Se um sapato ia mal engraxado, cabelo mal penteado, era suficiente para serem chamadas depois da missa e o raspanete não faltava.

Durante a semana a missa era rápida, nada de muitos cânticos, no fim de semana o padre alongava-se mais com o sermão que para ela parecia não ter fim. O que gostava mais era de cantar e cedo as freiras descobriram que tinha uma boa voz . Felizmente passou a cantar no coro, que ficava ao fundo da capela, assim acabava-se o desfile

Depois do pequeno almoço ia para as aulas, uma manhã inteira e parte da tarde.

Tudo era novo e parecia que aquilo não era tão mau como lhe tinham dito.
Conheceu meninas de vários pontos do país, fez grandes amizades que ainda hoje perduram.

A seguir ao lanche vinha a hora de estudo, sempre vigiado... o silêncio era total.

Cedo ela e outras começaram a arranjar estratégias para combater a rigidez e a disciplina.

Não faltaram as lanternas para  ler debaixo dos cobertores, os lanches nocturnos que partilhavam e quando percebiam que as freiras já dormiam iam pé ante pé para a cama umas das outras e cochichavam até que o sono aparecesse.

 Dia após dia ela foi-se apercebendo das injustiças e dos exageros.

A menina de ar sereno e pacífico lentamente começou a não calar, a dizer o que sentia...claro que se deu mal. Começaram os castigos: recreios cortados, lavar a louça e passou alguns fins de semana sem poder ir a casa.

Apesar de tudo nunca se calou. Apercebendo-se disso as colegas fizeram-na porta voz do seus descontentamentos;  no íntimo sabia que nunca deveria calar e aceitar atitudes que feriam e magoavam e baixinho gritava: "-Não é justo...não é justo..."

Mal ela imaginava , que muitos anos depois, o mundo continuaria a não ser justo, que seriam cometidas atrocidades que não iriam afectar apenas 30 meninas, mas milhões de seres humanos.

 

(continua)

                

 

 

De quem foges?

Porque foges?... De quem foges?... De ti?... Do mundo?...

Refugias-te no canto mais recôndito, mergulhas em profundas angústias, não ousas gritar, pedir socorro, reclamar, implorar, és demasiado forte para te permitires mostrar as tuas fragilidades.

Agarras-te a sonhos que constróis como se de realidade se tratasse, já que o que te rodeia é um mundo que não escolheste.

Amas o que sonhas, inventas o que não tens, ris do que te fez chorar e choras por quem te faz rir.

Tens a solidão como tua fiel amante, sabes que ela nunca te desiludirá, que ninguém a inveja, não é bonita, nem sensual, não se mostra na rua,  passeia muda, cega, insensível...sabes que nunca te fugirá, será sempre a eterna companheira de noites povoadas de segredos. Confias-lhe os teus desejos e contas-lhes as tuas mágoas. Só a ela permites que veja as tuas lágrimas.

Despedes-te dela todas as manhãs e anseias para que chegue a noite, para a poderes sentir de novo.

Ah solidão de alguém que nunca estará só, um veneno doce que corrói lentamente a alma e faz definhar com prazer ilusório o mundo que não partilhas, um mundo teu e da tua companheira de todos as noites.

Tenho ciúmes dela, sabias?

                         

Miminhos e desafios

Este desafio foi-me colocado pela http://100jeito.blogs.sapo.pt/.

Muito obrigada amiga, adoro desafios e como este foi o mais recente que recebi vou responder.

 

 
 
 
1. Nome?
Manu+ 3 letras
2. Porque lhe deram esse nome?
 Homenagem ao meu pai , tinha o mesmo nome , mas no masculino, claro.
3. Você faz pedidos às estrelas?
Faço, mas estou quase a desistir, elas ultimamente nem me ouvem
4. Quando foi a última vez que você chorou?
Não me lembro
5. Gosta da sua letra?
Gosto muito
6. Gosta de pão com o quê?
Manteiga
 7. Quantos filhos você tem?
Um
8. Se você fosse outra pessoa, seria seu amigo?
Sim, muito amiga
9. Saltaria de bungee-jump?
Nunca
 10. Desamarra os sapatos antes de tirá-los?
Não uso sapatos com atacadores, posso tropeçar 
11. Acreditas que és uma pessoa forte?
Muito, fiz musculação em tempos
12. Gelado favorito?
Não tenho, gosto de provar sempre os que vão aparecendo
13. Vermelho ou Preto?
As duas cores
14. O que menos gostas em ti?
Ser muito ingénua
 15. O que mais gostas em ti?
Do meu sorriso
 16. De quem você sente saudades?
De muita gente
17. Descreva que roupa e calçado está a usar agora?
Vestido e descalça
18. Qual foi a última coisa que comeu hoje?
Cerejas
19. O que você está escutando agora?
Os cães a ladrar
20. A última pessoa com quem falou ao telefone?
O meu filho
 21. Bebida favorita?
São duas as bebidas que mais gosto, vinho tinto bom e champanhe
22. Comida?
Peixe, legumes, massas e marisco
 23. Último filme que viu no cinema e com quem?
Não me lembro
24. Dia favorito do ano?
Não tenho nenhum especial
25. Inverno ou verão?
Umas vezes Inverno , outras Verão
26. Beijos ou abraços?
Um abraço acompanhado de muitos beijos
27. Sobremesa favorita?
Fruta, muita fruta
28. Que livro está a ler?
Nenhum
29. O que tem na parede do seu quarto?
Quadros
30. Filmes favoritos?
Tantos
31. Onde foi o lugar mais longe que você foi?
Malásia
32. Uma música?
Só uma?
33. Uma frase?
Viver cada momento como se fosse o último
 
 
Este selinho foi-me enviado pela minha amiga http://orangewitch.blogs.sapo.pt/ acompanhado por um desafio, como já foi há muito tempo, não vou participar, contudo aqui fica. Muito obrigada amiguinha...adorei!
                    
 
Este prémio foi-me oferecido pelas minhas amigas http://zizu81.blogs.sapo.pt/ e http://estrelasnoceu.blogs.sapo.pt/
Muito obrigada, fico sensibilizada com estas manisfestações de carinho
 
 
  Resolvi colocar num só post todas as lembranças que me têm sido enviadas, não me levem a mal, mas não tenho tido tempo para responder a todas na altura certa.
Fico sempre emocionada quando se lembram de mim.
Muitos


 

No palco

Como me engano sorrindo!

Desfilo com ar de felicidade como se a vida me desse  aquilo que esperei.

O palco é meu, única actriz, personagem que inventei, cenário de mil cores que transformo ora em nuvens tenebrosas, ora em azuis  trespassados por raios de sol.

Noite e dia piso altiva o espaço que criei, num dia criança, solta e feliz, noutro, mulher indomável e segura.

Baixo as luzes... na penumbra  passeio descalça, despida de tudo, coberta de nadas, ávida de ter, chorosa, triste e fragilizada por derrotas que não mostrei. Arrasto-me sentindo no corpo o peso de sonhos que guardo, de afrontas que sofri, de injúrias de enganos e desilusões. A escuridão não deixa que vejam as lágrimas que rolam pelos sulcos das rugas escavadas numa face cansada macilenta e sem brilho. Não podem ver, não quero que vejam, não quero que tenham pena.

O cenário tem que mudar, depressa me desfaço das lágrimas, das rugas, da escuridão, do negro...solto uma gargalhada, visto-me de cores que invento..sou aplaudida, depressa descubro que dramas , mesmo que reais, não agradam tanto como a felicidade fingida.

Atiro beijos, canto, rodopio,  até consigo que volte o brilho dos olhos. Por momentos  esqueci que estava no palco. 

Quando o pano caiu com ele caí também e perguntei desesperada: -Afinal quem sou eu?

MOMENTOS

Quando um dia chegares, os meus olhos brilharão como duas estrelas que iluminam a escuridão da tua ausência.

Os meus braços serão pequenos para te acolher, mas o tamanho da minha emoção será suficiente para que percebas a plenitude dos meus sentimentos.

Voaremos para um mundo que só a nós pertence, construiremos lá o nosso castelo de sonhos. nada nem ninguém ousará invadir os momentos que queremos eternizar.

Teremos apenas a Lua como testemunha, assim quando estivermos separados e surgir aquela dorzinha da saudade olharemos para ela e lembraremos que as nossas almas e nossos corações estarão sempre ligados apesar da distância.

Lembra-te sempre, que se tu te atrasares demais, poderei esperar-te o resto da minha vida.

                     

                                       

                                        

 

Em Amesterdão

Eu, a Júlia, a Raquel e a Manela desta vez resolvemos ir até Amesterdão.

Éramos um grupo que todos os anos escolhia uma capital europeia para visitarmos. O grupo foi-se dispersando e infelizmente as nossas saídas acabaram.

Todas com características diferentes completávamo-nos na perfeição. A Júlia tinha um sentido de humor fora de série e punha-nos a rir até ás lágrimas. A Raquel, a mais bonita, fazia furor por onde passava, a Manela era a que punha ordem no grupo e como mais velha era a mais atinada. Eu...bem... sempre desatenta, cabeça no ar , nunca sabia onde estava, deixava-me conduzir.

Ficámos num hotel razoável, com o único inconveniente das  traseiras darem para uma rua estreita onde havia uma discoteca. Numa das noites acordámos sobressaltadas com o barulho de gritos e tiros. Espreitámos por detrás das cortinas e parecia uma cena de filme. Ficámos horrorizadas.

Passeámos pelos três canais que atravessam Amesterdão o que nos permitiu poder parar onde queríamos e voltar a subir de novo.

O condutor do barco enquanto esperava enrolava a sua ervita e fumava na maior, prática  que me fui habituando a ver por todo o lado. Ainda pus a hipótese de entrarmos num daqueles cafés típicos onde se fumam umas coisas, mas ainda não foi desta que pude experimentar, elas não quiseram. 

Foi a primeira vez que ia sendo atropelada por uma bicicleta...que susto! Ia de cabeça no ar sem reparar que estava numa ciclovia em vez de ir no passeio. A Raquel teve tempo de me puxar pelo braço e salvar-me do atropelo..claro que houve gargalhada geral.

Um dia resolvemos ir passear pela célebre rua onde as meninas estão nas montras meias despidas. Fingindo descontração lá íamos olhando pelo canto do olho , como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. No fim da rua sentámo-nos  e aí é que fizemos os nossos comentários mais ou menos escandalosos (mais risota).

Não perdemos uma excursão até ao campo. Visitámos uma quinta onde nos explicaram como se faziam os queijos. Para quem não gosta de queijo como eu foi difícil suportar o cheiro. A fábrica das socas também foi um sítio que gostei de ver. Espantou-me a rapidez como apenas  uma pessoa, faz  com a ajuda de uma máquina, um belo par das tão famosas socas que os holandeses usam dentro de casa. Comprei umas que servem para decorar, não posso andar com elas senão os vizinhos refilam com a barulheira.

A visita à casa de Anne Frank foi obrigatória, gostei, embora as lágrimas tivessem caído á medida que ia ouvindo a história.

Mercados com coisas a bons preços havia muitos, aí é que nos perdemos. Não tenho jeito para regatear, mas no grupo havia sempre alguém que o fazia por mim. As minhas botas bem quentinhas foram a melhor aquisição.

As flores...ai as flores ...maravilha, um mercado enorme com elas, de todas as cores feitios e tamanhos, principalmente tulipas, claro.

Como este meu canto anda um pouco cinzento resolvi deixar um toque bem alegre para animar isto.

         

 

Sonho

Depois de uma semana de muito stress em que passava por aqui de fugida para ler o que os meus amigos(as) escreviam, eis que pousei, não sei por quanto tempo, porque tenho a impressão que a minha vida vai tomar um novo rumo (pelo menos é o que desejo).

Cansada de não fazer nada resolvi meter-me numa aventura que espero dê frutos. Agora estou cheia de dúvidas, de receios, de incertezas de perguntas para as quais ainda não obtive resposta, enfim, uma confusão!!!.

Por experiência própria sei que se estiver no caminho certo todas as portas se abrirão e a confirmação de que fiz uma boa escolha aparecerá. Até lá vou andar meia perdida, recorrendo a todas as práticas que aprendi para abolir a ansiedade e deixar a vida fluir. Sei que não é fácil , mas estou habituada a que nada do que consegui me foi oferecido de bandeja, sempre tive que lutar para concretizar todos os meus projectos.

Como o sonho é uma constante da minha vida, vou continuar a voar e no dia em que deixar de o fazer uma parte de mim terá partido.

Trocas?

Hoje soube uma coisa que me deixou agradavelmente surpreendida.

Em França existe um sistema de troca de serviços. Está tão bem organizado que até tem site na net.

Passo a explicar:

Um médico pode oferecer consultas a troco de um projecto para a sua casa, ou um advogado pode defender uma causa se precisar dos préstimos de um pedreiro, ou de outro  profissional qualquer. Enfim , basta puxar pela imaginação , aceder ao site e temos troca.

O mais espantoso é que o fisco anda á nora porque desta forma fica a ver navios

Se calhar um dia voltaremos ao tempo em que não havia moeda e ainda troco umas explicaçõezitas de matemática por uma bela galinha do campo.

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