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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Sem destino

Era a primeira vez que Margarida partia sem mapa ou GPS e sem ter feito qualquer consulta prévia na net. Não era uma fuga...não...era apenas um desafio.

Disseram-lhe um dia que uma das formas mais eficientes de desenvolver a intuição era pegar no carro e deixar-se levar...virar á esquerda, á direita, em frente, contornar a rotunda, subir a serra, fazer tudo sem pensar... apenas teria de estar atenta aos pequenos flashes que pudessem surgir na sua mente.

Margarida tinha pavor de viajar sozinha, mas  sonhava com o dia em que pudesse partir de mochila ás costas, correr mundo... Nepal, Machu Picchu, Amazónia,Nova Zelândia eram destinos que percorria em sonhos nos muitos dias de ausência.

Aparentemente forte e segura, escondia uma timidez, que só os mais atentos conseguiam vislumbrar.

Tinha decidido que rumaria a Sul e com um apertozinho no estômago lá foi.

Respirava fundo, tentava diminuir a tensão dos braços e pernas e pensava: - Tu consegues...tu és forte...que mal te poderá acontecer?...perderes-te?...tolice...o mundo é tão pequeno!

Não tinha pressa, passou por  aldeias e cidades, os carros ultrapassavam-na , talvez porque tinham um destino e pressa de chegar, ela não.

De repente sentiu um impulso, uma espécie de empurrão, alguém que lhe dizia: -Vira aqui. Mais á frente viu uma placa, "Ferry" -...hum...estarei perto de uma ilha?-pensou.

Parou junto do senhor que vendia os bilhetes e perguntou:

-Falta muito para o Ferry partir?

-Dois minutos menina, ainda vai a tempo.

A experiência tinha-lhe ensinado que quando queria alguma coisa e tudo fluia sem grande esforço, era sinal que estava no caminho certo.

Pouco ou nada sabia sobre o local onde tinha aportado. Decidiu parar e perguntar a uma senhora que á beira da estrada esperava alguém, debaixo de um sol escaldante.

- Olhe menina, se não se importar, dá-me boleia escuso de estar tanto tempo á espera do meu filho e levo-a até um sítio onde pode arranjar comida e dormida facilmente. 

Rapidamente encontrou tudo o que precisava.

Pousou a mala, tomou um duche á pressa e sem muita demora partiu. Bem perto dali, o mar e um fim de tarde silencioso esperavam-na.

Estendeu a toalha na areia, colocou os phones e coincidência ou não, a primeira música fez-se ouvir, " Angels", sabia que eles tinham estado sempre com ela.

 

 

O princípio do vazio

 

Tens o hábito de juntar objectos inúteis neste momento, crendo que um dia (não sabes quando), poderás precisar deles?

Tens o hábito de juntar dinheiro, só para não o gastar, pois pensas que no futuro poderá fazer falta?

Tens o hábito de guardar roupa, brinquedos, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outras coisas que não usas há bastante tempo?

 

E dentro de ti?

 

Tens o hábito de guardar o que sentes, broncas, ressentimentos, tristezas, medos, pessoas, etc?

Não faças isso!

É anti-prosperidade.

É preciso criar um vazio, para que as coisas novas cheguem á tua vida.

É preciso eliminar o que é inútil em ti e na tua vida,  para que a prosperidade venha.

É a força desse vazio que absorverá e  atrairá tudo o que tu desejas.

Enquanto estiveres material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.

Os bens precisam de circular.

Limpa as gavetas, o teu quarto, a garagem.

Dá o que tu já não usas.

A atitude de guardar um montão de coisas inúteis, amarra a tua vida.

Não são os objectos guardados que param a tua vida, mas o significado da atitude de guardar.

Quando se guarda , considera-se a possibilidade de falta, de carência. É acreditar que amanhã poderá faltar e tu não terás meios de prover as tuas necessidades.

Com essa postura tu estás a enviar duas mensagens para a tua vida.

1ª Tu não confias no amanhã.

2º Tu crês que o novo e o melhor não serão para ti, já que te alegras em guardar coisas velhas e inúteis.

 

Joseph Newton

Surpresa

Como é bom receber algo que não estávamos á espera, algo imprevisível, ternurento, animador, eu sei lá...infinitamente reconfortante.

Já é vulgar receber mensagens a desejar bom  fim de semana, bom dia,  mensagens de amizade, ou outras em que perguntam apenas se estou bem.

De vez em quando aparece uma que me deixa a pensar, que  marca, que foi tão oportuna ... interrogo-me se haverá uma transmissão telepática, ou se terá sido apenas  um acaso.

Aconteceu esta semana e ela dizia:

" A dor alimenta a coragem, não podes ser corajosa se te acontecerem  só coisas maravilhosas".

-Que dizer?

-Que fazer?

-Agradecer?...Acho que é pouco ...

Regressei

Passeio no areal, olho para trás e entretenho-me a ver os desenhos das minhas pegadas,  afundo os calcanhares ou saltito ao de leve, diverte-me ver o meu rasto deixado na praia, agora deserta.

As pedras são agora só minhas... de mil cores , lisas, brilhantes, preciosas, envernizadas pela espuma das ondas.

Desapareceram os ruídos que invadiram a intimidade que nos une há muito, as gargalhadas que abafaram os gritos das gaivotas, as cores das toalhas que disfarçaram o bronze das areias finas, os corpos que violaram o rebentar das ondas...tudo se foi.

Pude finalmente vaguear sozinha, num espaço que reclamo para mim, num tempo que me foi destinado.

Sem pressa, sem rumo, deixo-me envolver pelos raios de sol que me acolhem e embalam e me fazem sentir como se tivesse voltado a casa.

Sou recebida sem grande alarido, a paz que procuro encontrei-a aqui. O cheiro da maresia é a fragrância que desejo para completar um dia de Setembro.

Regressei.

A flor de lótus

A propósito do post da minha amiga ...100jeito... vou deixar aqui uma história que ouvi um dia contar a um mestre budista, é sobejamente conhecida para alguns, para outros não o será certamente, eu nunca mais a esqueci.

Enquanto conversava com os seus discípulos, Buddha mostrou-lhes uma flor de lótus e pediu-lhes que dissessem algo sobre aquela flor, símbolo da pureza, apesar de crescer no meio de águas pantanosas.

Um deles falou sobre a importância das flores, outro escreveu um poema e o terceiro inventou uma parábola. Por último aproximou-se Mahakashyao, cheirou a flor, acariciou-a, encostou-a ao seu rosto e disse:

-É uma flor de lótus - disse -simples e bela!

- Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos- disse Buddha.

Podia aqui deixar uma longa dissertação sobre esta parábola e o que aprendi, mas prefiro dizer apenas:

-Que linda flor de lótus!

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