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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Feliz Natal para ti também

-Não, não gosto disto.

-Disto o quê?

-Do Natal.

-O quê? Tu não gostas do Natal?!, Mas tu sempre gostaste de oferecer prendas, de festas, de partilhar, de demonstrar o afecto que dedicas á tua família, aos amigos e mais...até a muita gente que te magoou e que mesmo assim, és incapaz de  mostrar uma cara carrancuda, ou de mudares para o outro lado da estrada, só para não te cruzares com elas...não te estou a entender.

-Pois, tu conheces-me bem, mas o que tu não sabes e que á medida que os anos vão passando, sinto que há cada vez menos coerência entre gestos e sentimentos, dá-se porque é costume, porque parece mal se não se retribuir, está-se  junto mesmo estando mal...

-Espera...acho que estás a ser demasiado radical, também não é tanto assim...e se visses as coisas de outra maneira?

-De outra maneira? Como?

- Repara...muita gente não teria, pelo menos uma vez no ano, oportunidade de dizer, de demonstrar o quanto os outros são importantes, muitos não receberiam, por mais pequena que fosse uma prendinha ou um gesto mais carinhoso. Olha para as crianças...quantas anseiam por esta data , porque é a única vez no ano em que recebem um brinquedo? E aqueles sem abrigo, sem emprego, sem família e que sabem que alguém lhes tocará no ombro e lhes oferecerá, não  aquilo a que têm direito, mas o possível?

-Talvez tenhas razão, mas continuo a achar que se podia fazer mais, muito mais, estender este tempo noutro tempo que não o da necessidade, da tristeza, do desamor, da intolerância, da injustiça e do ódio.

- Eu sei que tu és uma sonhadora, sei que não te agrada este mundo cada vez mais perverso, corrompido e desalinhado, mas tu sabes e eu também que tudo faremos para minimizar todo o infortúnio que nos rodeia, que apesar de tudo continuaremos a abraçar-nos  todos os natais e que nos esforçaremos todos os dias para que haja sorrisos á nossa volta.

- Pronto convenceste-me, ...ah a propósito, dá cá um abraço e Feliz Natal!

- Feliz Natal para ti também!

 

Vamos sorrir?

E se tu te permitisses sorrir? Sim...assim de repente, só por um

instante, sem motivo algum tu te deixasses inspirar?...Inspirar

por alguém que tua admiras de verdade...ou quem sabe surpreenderes toda a gente e fazeres algo completamente novo?

E se tu te permitisses começar uma dieta em plena sexta feira? Ou simplesmente decidisses cuidar de ti todos os dias da tua vida?

E se tu deixasses o medo de lado?

E se te permitisses viver a mudança como oportunidade de te redescobrires?

E imagina só se essa oportunidade ainda te trouxesse mais confiança e tu te permitisses errar?

E do erro brotasse a coragem de viveres á tua maneira? Permitindo-te quem sabe...uma chance, uma nova chance...a chance de

 

amar

   chorar,

  gritar,

    decidir,

te entregares mais...

e de repente , não apenas por um instante,

 Sorrir mais.

 

Tudo o que não me ensinaram

Os meus pais ensinaram-me a andar, pegaram-me na mão... desajeitadamente e aos tropeços dei os primeiros passos. Desviavam todos os obstáculos para que não caísse e diziam-me que não fosse por ali ou por acolá, os perigos espreitavam.

Comecei a andar sozinha, sabia que por detrás havia sempre uma mão estendida e isso dava-me uma segurança, que me fazia confiar e acreditar que eles estariam sempre por ali.

Mais tarde ensinaram-me a cuidar de mim e fizeram-me entender que deveria respeitar os outros, que devia estudar, cumprir todas as tarefas que iriam contribuir  para que conseguisse tornar-me numa pessoa de quem eles se pudessem orgulhar mais tarde, como se isso fosse a confirmação dos seus esforços e  sentissem que tinham cumprido a sua missão.de pais.

Veio a escola, a professora, os colegas...aprendi a ler, a escrever, a brincar, a partilhar...

Durante muitos anos aprendi aquilo que quiseram que eu soubesse, mas...o que nunca me ensinaram, foi como devia fazer para aprender a conviver com o sofrimento, com a dor , com a perda, com as ausências, com a saudade, com a mentira, com a traição, com a injustiça...

Não me ensinaram a descobrir quando me devia afastar de pessoas, que nunca me dariam motivos para sorrir.

Nunca me ensinaram a não amar quem não me ama, hoje tento amar mesmo sem ser amada, fazendo o meu exercício quotidiano para que consiga amar incondicionalmente.

Não me ensinaram a erguer depois da desilusão, a esquecer quem nunca se lembrou de mim, a perdoar erros irreparáveis, a esquecer mágoas, a conviver com a solidão imposta, a defender-me de agressões emocionais, a evitar a invasão do que melhor penso possuir, a minha identidade, o meu "EU".a minha auto estima e o respeito que tenho por mim.

Não me ensinaram como sobreviver depois de uma tempestade, nem sequer me disseram onde devia procurar refúgio, esconderam, não acredito que tenha sido de propósito, que o mundo que me mostravam era muito diferente daquele que iria encontrar um dia.

Se ao menos eu sentisse que quando estivesse em perigo tinha braços abertos para me ampararem!

Hoje não tenho pais, não tenho professores, tudo o que não me ensinaram, vou aprendendo, muitas vezes da pior forma, contudo, ainda me resta o melhor...  A VIDA.

 

Hoje aprendi a perdoar.

 

VIVE A VIDA

 

 

             Foto simpaticamente cedida por Jorge Soares de Momentos e Olhares

 

Pensa sempre de forma positiva.

Todas as vezes que um pensamento negativo vier á tua mente, troca-o por outro...para isso é preciso disciplina mental.

Não adquires isso do dia para a noite.

Assim como um "atleta" treina muito.

 

Não te queixes. Quando reclamas, tal e qual um íman, atrais para ti toda a carga negativa das tuas próprias palavras.

A maioria das coisas que acabam dando errado, começam a materializar-se quando nos lamentamos.

 

Não deixes que interferências externas tumultuem o teu quotidiano.

Livra-te de comentários maldosos e gente deprimida, isso é contagioso.

Sintoniza-te com gente positiva e alto astral.

Não te aborreças com facilidade e não dês importância a pequenas coisas.

Quando te irritas envenenas o teu corpo e a tua mente.

Procura conviver com serenidade e quando tiveres vontade de explodir conta até dez.

 

Vive o presente.

O ansioso vive o futuro.

O rancoroso vive o passado.

Aproveita o aqui e o agora.

Nada se repete, tudo se passa.

Faz o teu dia valer a pena.

Vive a Vida

 

Ps. Tinha outro assunto para publicar, mas este texto  apareceu de repente e como acredito que nada é por acaso, penso que este se ajusta ao momento, ao meu e quem sabe... ao teu.

SINCERIDADE

 

 

 

 

 

Ser apenas eu

I    Ignorar aquilo  que nunca fui e começar a ser

Negar o que quero esconder

Coragem para me expor

Existir sem sobreviver

Respeitar-me e respeitar-te

 I   Iluminar caminhos obscuros

Desnudar a alma  

Amar incondicionalmente

Dar sem pedir nada em troca

Esquecer  mágoas  e pedir perdão

 

Nota: texto da minha 1ª participação do desafio em cadeia

SIMPLICIDADE


 
Sabes que não entendo nada do que dizes?
 
Confundes-me com palavras que nunca uso. Fazes questão que fique atrapalhada, que core, que baixe os olhos, que retorça as mãos envergonhada. Não entendes...nunca entenderás, por mais que tentes, que te esforces, nunca conseguirás transformar o que sinto em algo complicado e justificável.
 
Vasculhas nos teus livros de teorias criadas por alguém que um dia escreveu o que tu agora achas que são verdades. Não percebes que não há verdades, nem mentiras quando se ama?!
 
Tanta coisa que tentas a todo o custo defender com sendo a verdade suprema e não percebes que complicas as coisas simples, que ultrajas com as tuas manias de pretenso filósofo, defensor de grandes ideais , de seguidor de boas causas, de detentor do conhecimento  das doutrinas de grandes mestres, a justificação para algo que não é defenível. Defendes aquilo que te ensinaram a acreditar, não permites ser simples e unicamente TU.
 
Olha...olha á tua volta...vês o rio que corre tranquilo? Achas que ele se questiona , porque tem que passar por ali?
 
Repara naquele pássaro que pousou no ramo daquela árvore...será que está a pensar no que poderia fazer para melhorar a sua vida?
 
A flor...aquela flor amarela... pensas que está triste  e amargurada por ser amarela e não vermelha?
 
Ah..repara naquela nuvem..hoje é a única a decorar o céu...por acaso achas que sente alguma solidão...que derrama lágrimas e pensa que não encontrará nunca mais as suas irmãs...que se interroga porque não lhe dizem nada, que a desprezam?
 
Só porque tu pensas não quer dizer que entendas, que sintas, que ames mais do que alguém.
 Pára, escuta o silêncio, e reconhece que apenas a Simplicidade é a senhora que o tempo tem para fazer do tempo a vida de alguém.
 
Com Simplicidade ama, não te interrogues se é bom, se é o momento certo , se poderás sofrer, se vais ser correspondido...que importam as questões, as justificações, as razões ou omissões...
 
Amar é simplesmente amar!
 
A simplicidade dos momentos torna-os eternos.

 

Ps. Texto da minha participação no "Desafio em cadeia"
 

Presentes inventados

 

a Maria do Rosário era uma menina  de aspecto franzino, muito alegre e de sorriso fácil.

Nasceu  numa pequena aldeia e cresceu com os seus três irmãos. Com eles partilhava brincadeiras e deveres próprios de criança.

O Natal era vivido de forma bem diferente da que hoje conhecemos. Filha de gente humilde, não sabia o que era uma árvore de natal enfeitada de bolas e fitas coloridas, nem esperava que houvesse alguém , que sorrateiramente e pela calada da noite, viesse trazer presentes, que abririam na manhã seguinte.

Ela e os irmãos iam ao musgo e enlameavam-se todos numa saibreira, trazendo algum barro, para modelarem as figuras que grotescamente iam surgindo das mãozitas pequeninas de quatro crianças , que empenhadas, faziam nascer o Menino Jesus, o burro , a vaca e todas as outras figuras que viam representadas nos livros. Pouco se importavam que passado um dia ou dois o barro rachasse e tivessem de construir tudo de novo. Competiam entre si para ver quem fazia o animal ou o pastor mais bonito. Todos os dias se encarregavam de colocar pastores e ovelhas , mais perto do estábulo e diziam uns para os outros: "- Estão quase a chegar...temos que fazer o Menino Jesus!"  Os reis magos só seriam feitos depois. Tinham um orgulho enorme no seu presépio.

Ouviam a mãe ralhar quando lhe apareciam mascarados de barro... nariz, mãos e a roupa...ai a roupa que dava tanto trabalho a lavar e  demorava tempo infinito a secar naqueles dias invernosos de Dezembro.

Assim se entretinham as quatro crianças nos dias que antecediam a noite de Natal.

Ansiosos esperavam que a mãe e a avó pegassem no grande alguidar de barro vidrado e despejassem nele a farinha e o fermento para começarem a amassar as filhós.

Maria do Rosário, aninhava-se e a medo pedia para ajudar, adorava mergulhar as mãos naquele monte de massa mole e escorregadia. Esperava ansiosa o momento de serem feitas  na enorme frigideira de ferro, porque sabia que lhe era destinada a doce missão de envolver cada filhós em açúcar e canela. E que bem sabia, de vez em quando, e sem que a mãe visse, lamber os deditos...

A noite de Natal chegava, uma noite como todas as outras , não fosse a missa do galo na igreja da aldeia que ficava a dois quilómetros de sua casa.

Todos bem agasalhados lá iam contentes , encontrando-se com uns e com outros estrada fora e aguardando o momento  mais desejado...aquele em que, em fila, iriam beijar o Menino Jesus. Enternecidos, verdadeiramente comovidos e com toda a solenidade que o momento exigia, era com emoção e muita cerimónia que beijavam a perna do Menino que lhes era oferecida pelo senhor prior, que após cada beijo o limpava com um paninho debruado a renda finíssima.

Regressavam a casa onde a lareira os esperava e onde um delicioso prato cheiinho de filhós os aguardava acompanhado com um chá de cidreira bem quentinho  feito pela avó Maria.

Destes momentos Maria do Rosário guarda uma enorme saudade.

Os anos passaram, fez-se professora e prometeu que nunca iria perguntar aos seus alunos o que tinham recebido, porque se lembrava daquela vez em que teve de inventar um rol de presentes quando a sua primeira professora, pediu a todos que dissessem o que tinham recebido nesse Natal.

 

 

 

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