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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Internet..o que deu e o que tirou

Tenho á minha frente uma estante cheia de livros e enciclopédias com lombadas de várias cores e que hoje mais não servem do que para dar um colorido agradável á sala.

Durante anos fui comprando tudo o que achei necessário para me manter actualizada, para investigar e para me documentar sobre assuntos que a profissão exigia, ou que a minha natural curiosidade pedia.

Substitui o desfolhar dos livros, pelo teclado de um computador, provavelmente um dia alguém olhará para eles e nem saberão  que destino lhes dar.

Com a Internet passeamos pelo mundo, conversamos, participamos em debates, damos opiniões, programam-se viagens, fazem-se negócios, enfim..uma infinidade de coisas impensáveis há uns anos atrás.

É notícia em jornais e revistas o impacto que as redes sociais têm na vida de toda a gente. Falam-se nos lucros, da venda , investimentos ...

Por detrás de um teclado começam e acabam relações, marcam-se encontros, quem está sozinho procura companhia e quem tem companhia também a procura, fingindo que está sozinho. Felicitam-se os conhecidos e desconhecidos por mais um aniversário, comentam-se fotos, demonstra-se profundo pesar pelo falecimento de alguém que é amigo daquele amigo que está não sei onde e que faleceu não interessa como.

Escolhe-se o melhor local para ir de férias, marcam-se viagens, lê-se sobre os últimos acontecimentos políticos, o último escândalo, o tempo que vai fazer, da fatiota que estará na moda na próxima estação,da mais recente catrástofre ecolológica, do caos financeiro, da última greve, fala-se com a família e amigos que estão longe e minimiza-se a saudade.

Eu  continuo a escrever e de vez em quando olho para a minha enciclopédia Portuguesa Brasileira, que em tempos foi o meu "Google" e sinto saudades do tempo em que o cheiro do papel me entrava pelas narinas enquanto desfolhava cada página e é com o mesmo encantamento que hoje faço uma pesquisa por aqui.

Se não fosse um artigo que li há dias na revista Sábado, nem me questionava sobre coisas que deixei de fazer com o aparecimento da net.

Quem ainda se lembra de ter duas horas de almoço, sem ter de ir ver emails ou fazer a plantação na Farmville?

Quando foi a última vez que estivemos num café rodeados de amigos discutindo saudavelmente um determinado assunto?

E os álbuns de fotografias? Há quanto tempo estão arrumados e esquecidos por terem sido substituídos pelo Picasa, Flickr, ou Photobucket?

Há muito que não me lembro de receber na minha caixa do correio , outra coisa que não seja propaganda ou facturas para pagar.

Deixei de vaguear pelas discotecas á procura das últimas novidades musicais.

Jornais e revistas raramente compro, apenas me perco quando se trata de escolher uma boa leitura.

Não quero fazer passar a ideia que sou uma saudosista ou que gostava que deixasse de existir Internet, apenas quis lembrar algumas coisas que deixámos de fazer, eu algumas, outras pessoas terão deixado de fazer outras e concerteza existirão ainda outras para quem WWW, não significa absolutamente nada.

Há pouco tempo um vulcão fez parar meio mundo, imagine-se se de repente a Internet sofresse um apagão? ...não, não consigo imaginar!

 

 

 

Uma outra forma de amar

 

Não sei amar pela metade.

No meu coração não existe espaço para mais que uma pessoa, é um lugar pequenino  mas aconchegante, arrumado, tudo no seu lugar...a um canto está a fidelidade, noutro ao lado a cumplicidade, no meio o respeito e um tapete de carinho debroado com ternura que cobre este meu coração, onde o calor e paixão inflamam e aumentam o amor que sinto quando decido abrir as portas a uma pessoa, fechando-a imediatamente para que se viva em pleno e a dois, momentos que se querem de muita união, dedicação e verdade.

 

Há e sempre haverá corações mais espaçosos, onde cabe muita gente, onde o amor se divide e não me refiro á  infidelidade estou a falar de um novo conceito de amor, novo para mim, pelo que li aqui    e ouvi na RTP 2, é o Poliamor , um tipo de relação em que cada pessoa tem liberdade para manter mais que um relacionamento ao mesmo tempo. Não segue a monogomia como modelo de felicidade o que não implica porém, promiscuidade e quando se fala em promiscuidade surgem as minhas dúvidas, ou eu tenho um conceito diferente desta palavra ou ser promíscuo já tem uma conotação diferente.

Faz parte do imaginário  de muitos homens e mulheres experimentarem ter sexo com dois parceiros, eu disse sexo, não amor, então os Poliamorosos dormem a três e isso é amor?

Ele conhece-a, apaixonam-se, aparece outra, apaixona-se por ela, por sua vez ela apaixona-se por ela, elas por ele e temos um trio apaixonado.

Combinam partilhar o mesmo espaço e já estou a imaginar, jantarinhos á luz das velas a três, uma cama muito mais larga, bem... podem utilizar o chão da sala...pensam ir jantar a um restaurante especial, imagino-o no meio das duas de mão dada, miminho a uma, miminho a outra, elas sorriem, retribuem, tudo com a mais completa naturalidade.

Entretanto ele conhece outra pessoa:

-Queridas hoje vou encontrar-me com uma pessoa fabulosa que conheci.

-Vai querido - respondem - diverte-te e se quiseres trá-la um dia cá a casa.

Num outro dia, uma delas traz um outro rapaz lá a casa, simpatizam todos uns com os outros, bem... a minha mente perversa e promíscua já está a imaginar coisas.

Um dia elas resolvem excluir nessa noite, o parceiro masculino e embrulham-se as duas...serão lésbicas? Não são bissexuais.

Presumo que neste conceito de Poliamor não haverá lugar para homossexuais, ou são bi ou hetero..penso eu, posso estar enganada.

 

Talvez esta minha reflexão deixe no ar a ideia que sou retrógrada, mas não é isso que quero fazer passar, apenas quero perceber como é possível gerir o amor partilhado entre várias pessoas. Eram jovens os que participaram no programa, será que existirão pessoas mais velhas que praticam este tipo de relações? Se sim, onde fica o conceito de família? Haverá espaço para filhos ou objectivos comuns?

 

Depois de ler e reler este conceito houve uma frase que me levou a concluir que afinal também sou uma poliamorosa, quando li que:..."A ideia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação física"...fiquei mais descansada, não estou muito a frente, nem muito atrás, porque consigo amar o meu filho, a família, os amigos...de fora fica naturalmente, a componente física a que a minha mente retrógrada não consegue chamar de amor.

  

 
 

A outra parte de mim

Já tive muitos desafios na minha vida, já ultrapassei barreiras que pareciam intransponíveis, já tive êxitos e fracassos, já chorei, já ri, já concretizei a maior parte dos meus sonhos, mas de todos eles o maior foi ser mãe.

Não há sucesso profissional, nem riqueza maior do que aquela que  senti quando, pela primeira vez ouvi o seu choro, afaguei a sua pele, o embalei nos meus braços o aconcheguei no berço ou o amamentei. Parece ser o dia da mãe, pensarão...não, hoje é dia do meu filho.

Faz hoje um ano deixei aqui neste canto o muito do que senti, o quanto lhe quero, o quanto o amo. Gostava de o fazer pessoalmente, de dizer olhos nos olhos o que sinto e o que lhe desejo., de o abraçar e dizer "Parabéns Meu Filho!".

É o segundo ano consecutivo que não estou com ele neste dia. Não escrevo como se fosse uma lamentação, não estou triste nem amargurada por estar longe, porque sei que ele está bem, faz o que gosta, voa por esse mundo fora, aproveitando ao mesmo tempo que trabalha, para se divertir, conhecer outras formas de vida, outras culturas, outros países e continentes.

Já correu mundo, já viveu aventuras que partilha comigo quando chega, histórias fantásticas, momentos emocionantes acompanhados de fotos, muitas fotos e filmes.

Da Nova Zelândia falou-me do ambiente "Peace and Love", das paisagens virgens próprias de uma natureza bem preservada.

Da India ficaram-lhe imagens de gentes que apesar de pobres, são de uma simpatia e envolvência que seria impensável ver por aqui em situações idênticas.

O meu coração apertou quando em Cuba passou o furacão "Rita" e ele estava por lá.

A emoção fez-se sentir de uma maneira diferente quando numa operação em que transportava passageiros idosos de Caracas até Havana morre uma senhora a bordo.

Há bem pouco tempo teve de conviver com o clima de guerra que se vive no Afeganistão, em contrapartida há a recordação de situações surpreendentes que viveu no Kuwait, quando passeava com uma colega e em frente de um stand da Ferrari... lembram-se de pedir ao senhor que estava junto de um, se podiam fazer um test drive... - Concerteza - respondeu- o carro é meu, eu tenho muito gosto em vos levar. Ficaram de boca aberta sem saber o que dizer...e lá foram. O personagem era nada mais nada menos que o filho do ministro dos negócios estrangeiros do Kuwait. No dia seguinte convidou-os para ir a um centro comercial e disse-lhes para comprarem a roupa que quisessem, apesar da natural renitência, ficaram mais á vontade quando lhes disse que ganhava muito dinheiro, mas que gostava de o distribuir.

O primeiro Natal longe de mim, passou-o numa tenda lindíssima no meio do deserto a convite dos bombeiros do Kuwait.

No meu disco externo guardo centenas de fotos, onde o posso rever nas águas transparentes das Bahamas, Maldivas, Maurícias...nas paisagens geladas das ilhas Falkland, em grandes cidades...Nova Iorque, Sidney, Vancouver, Lima, Buenos Aires, Rio de Janeiro...

 

Hoje está em Cardiff (UK), devido á erupção do vulcão na Islândia, não pôde como estava previsto voar até ao Dubai, onde os 35º graus eram um convite sedutor para comemorar este dia. Haverá festa com calor ou frio. Por aqui eu vou vivendo um aniversário que apesar da ausência, me deixa com a sensação que serei uma mãe sempre presente.

 

Para estar junto não é preciso estar perto e sim do lado de dentro.

(Leonardo da Vinci)

 

Ontem tive o prazer de conhecer pessoalmente a Mafalda uma mulher fantástica que reflecte no seu olhar uma tranquilidade invejável e uma afabilidade e simpatia inesgotáveis e mais uma vez dou razão ao Jorge Soares quando um dia  num comentário escreveu que sempre achou que as pessoas que andam na blogosfera são pessoas especiais, modéstia á parte, eu acho que ele está coberto de razão.

Entre sorrisos, um delicioso arroz selvagem com legumes e camarão, uma fabulosa tarte de amêndoa, tudo regado com uma fantástica sangria de champanhe, fomos conversando... inevitável falar da blogosfera...falámos das nossas vidas, dos filhos, dos sonhos e....bom...hoje o que quero mesmo é dizer...Parabéns Mafalda!

Passam-se os anos, apagam-se mais velas, mas ficam maiores os bolos e melhores os amigos. Felicidades amiga!

Escolhas

 

Nos meus dois últimos posts falei de Relacionamentos de Energias...como se perdem, como se ganham... pensava dar por terminados estes temas que de alguma forma se relacionam e complementam, mas como acontece sempre que não penso, surgem coisas por mero acaso, ou talvez não, que contrariam aquela preocupação que tenho sempre que acabo de escrever: "..E a seguir? Vou falar de quê?". E enquanto me perco e desgasto, com este divagar sem sentido, reparo que estou a entrar em contradição sobre o que tanto apregoo... "conseguir viver o momento". A vida já me ensinou que tudo aparece na altura certa e que, por mais que me esforce, ela não tem o mesmo tempo que eu , dá-me apenas oportunidades que tenho que aproveitar. Vem isto a propósito de um email que recebi e que certamente muita gente conhece, mas que julgo ser o complemento perfeito para os posts anteriores.

 

 TER RAZÃO OU SER FELIZ

 Oito da noite, numa avenida movimentada

 O casal já está atrasado para jantar em casa de uns amigo 

 O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair de casa

 Ele conduz o carro.

 Ela orienta e pede para que vire na primeira rua á esquerda

 Ele tem a certeza que é á direita

 Discutem

 Percebendo que , além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida

 Ele vira á direita e percebe, então que estava errado

 Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno

 Ela sorri e admite que não há problema se chegarem alguns minutos atrasados

 Ele questiona :- Se tinhas tanta certeza de que eu ia pelo caminho errado, porque não insististes um pouco mais?

 Ela responde: -Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos á beira de uma discussão. Se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

 

Depois de ler este email lembrei-me de uma pessoa com quem trabalhei e que achava que tinha sempre razão. No início discutíamos, mas cedo cheguei á conclusão que uma atitude dessas só me desgastaria e não adiantaria nada. Um dia por graça, eu e outras colegas, oferecemos-lhe um cinzeiro onde se podia ler "O chefe tem sempre razão". Todas adoptámos a estratégia mais conciliatória, deixaram de existir discussões e sorríamos, mesmo quando tínhamos a certeza que estava errado. Parece que resultou, porque percebeu que de nós não conseguia sugar energia e revitalizar-se.

 

 Eu já fiz a minha escolha...quero ser feliz! Não quero que concordem comigo, não quero que me digam que estou certa ou errada, quero ser simplesmente eu. Não quero desperdiçar aquele precioso momento em que me é dado escolher, entre prolongar por mais um minuto a minha alegria ou desperdiçar um segundo a provar que estou coberta de razão.

 

 

 

 

Energia...como se perde, como se ganha

Desde sempre achei que haviam pessoas que me deixavam completamente fragilizada, sem forças, com incapacidade de acção e um nevosismo inexplicável. Durante muito tempo não encontrei resposta para este estado tão debilitado que por vezes surgia.

Lembro-me de certos professores que me faziam tremer mal se aproximavam, estar nas aulas deles era uma tortura, não pelos castigos, mas pela postura, pelos gritos, pelo aspecto pouco amistoso e ditador que imprimiam ao discurso. Outros pelo contrário eram a antítese e não era por isso que tinha mais respeito a uns que a outros.

Não sou pessoa para  aceitar, tinha que descobrir onde, como, quando e o porquê destes desiquilíbrios, como se formam e como se transformam, mas também sei que no tempo certo as respostas surgem e elas apareceram quando descobri o livro "A Profecia Celestina"; parece que tinha sido tocada por uma varinha mágica... fez-se luz, encontrei respostas.

Aprendi que estamos rodeados de protões, electrões, átomos, neutrões...ou seja energia.  Tudo o que se move, anima a matéria e transforma-a em energia. Está em nós próprios, na comida, na natureza...

Nem sempre conseguimos gerir as nossas energias e vamos buscá-las aos outros com quem interagimos no dia a dia. Insconscientemente roubamos energia, quando nos queixamos dos problemas no trabalho, dos conflitos com os filhos, quando falamos das nossas preocupações com amargura e desânimo ou no stress que gerou na nossa vida uma determinada situação...é nestas alturas que nos transformamos em vítimas.

Também  já me servi desta estratégia para me revitalizar, também já me senti bastante débil quando me faziam o mesmo.

Com  leituras , conversas, experimentação, fui a pouco e pouco encontrando formas de me proteger e ao invés de tirar, começo a pouco e pouco a dar sem ficar lesada e oferecer  aquilo que dificilmente me tentam roubar.

Não é fácil colocar em prática este processo de defesa/partilha, requer muita prática, intuição, estar atenta , disponível e perceber que a solução está dentro de mim.

 

Assim aprendi:

Quando vejo alguém triste e queixoso dou-lhe apoio, um ombro, uma palavra e não deixo que transfiram para mim toda a negatividade... e sorrio

Quando me questionam com ar pouco amistoso, retribuo com ar acolhedor... e sorrio

Quando me mentem sei que a pior estratégia é desmentir, confrontar, porque  mente-se para esconder uma verdade e quem mente não quer ser desmacarado; então deixo que o tempo revele o que agora se esconde, aguardo... e sorrio.

Quando põem em causa a minha conduta, o meu comportamento... em silêncio, espero que a verdade venha ao de cima... e sorrio.

Quando a ausência, a solidão, a falta de carinho, da presença animadora, quando a saudade aperta... socorro-me da minha força interior e tento encontrar em mim própria as respostas que tardam ...e sorrio.

Com sorrisos, desarma-se a violência, a intolerância, o medo, a prepotência, a calúnia, a vítima e o ditador.

Quando por algum motivo indecifrável me sinto a descambar, nostálgica, desanimada, tento não me torturar e busco momentos de beleza para além da minha janela e existe sempre um olhar para aquele mar, aquela flor, aquele amanhecer, as árvores, as montanhas mais altas, o canto dos pássaros, o perfume das flores... e aprendo que a natureza é a única fonte de energia  disponível, que simplesmente dá sem pedir nada em troca

E no final apenas sorrio.

 

 

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