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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Banalidades

Ando sem saber o que escrever, mas apesar disso apetece-me fazê-lo, parece um contra-senso, mas a inevitável vontade de fazer aparecer as palavras, é superior á falta de imaginação que me assola neste momento.

Reflexões, críticas, análise...sei lá, talvez escrever banalidades, é isso...pequenas coisas sem importância, pequenos nadas que me enchem, mas que se esvaziam de imediato.

Falar que o meu Pc esteve quase a dizer -Basta, estou cansado...e que pouco faltou para ser substituído. Falar que durante não sei quanto tempo, a minha companheira mais fiel dos últimos tempos, a máquina fotográfica, também resolveu tirar férias e sabe-se lá quando volta...maldizer a névoa do Oeste, quando em Lisboa se sente um calor abrasador. Falar de quem partiu e que foi obrigatória mais uma visita ao aeroporto, do sono que me deixou amarrada ao sofá, depois de uma bela almoçarada culpabilizando-me porque desperdicei um dia que mesmo sem muito sol, era mais um que devia ter vivido em vez de dormir...ah e quando agarrei nas cores e as atirei contra uma tela simplesmente á toa imaginando umas quantas coisas que pareciam tudo o que a imaginação quis que fosse... e ainda quando simplesmente não fiz nada, quando havia tanto por fazer.

Falar de tempo, de paisagens, de pequenos nadas, que me deixam apática, banal, estranhamente sem rumo.

Apetece-me falar por falar, sem nada dizer, sem ideias consistentes, sem contestar, sem ousar, apenas estar.

 

Partidas e chegadas

Um dos sítios que me dá um prazer enorme estar é num aeroporto, talvez porque associe a ideia de fazer mais uma viagem, ou a chegada de alguém que não vejo há muito e de quem tenho saudades.

Partidas para descobrir, para viver, para olhar de outra forma, para conhecer outras gentes.

Chegadas feitas de abraços, de saudade, de sorrisos, de histórias, tantas histórias para contar.

Enquanto espero, o meu olhar perde-se em descobertas de realidades ou dispersa-se a fantasiar sobre o que desconhece.

Percorro as filas de gente alinhada, invento razões para partirem, desvendo o que dizem as expressões daqueles rostos...uns aliviados, outros tristes, outros ainda com vincos de preocupação que o olhar carregado denuncia. Há os se olham enternecidos, que se enlaçam e entrelaçam, há os que  alheios a tudo, absortos em dúvidas, em ausências, desfolham apáticos uma revista.

O que levarão naquelas malas? Malas lindas algumas, outras gastas de tanto palmilharem mundo fora, há a pasta daquele que vai e volta no mesmo dia, a mala do artista, a prancha do surfista, a guitarra de mais um que vai tentar a sua sorte.

Belas mulheres, aprumadas e esbeltas, homens de fatos bem vincados intelectuais penso eu...será que me engano? Serão burlões disfarçados de cavalheiros honrados.

-Senhores passageiros com destino a...

Ah, acordo... quem parte? A fila desfaz-se, foram...

Do outro lado gente que aguarda ansiosa. Caminham nervosos de um lado para o outro, roiem as unhas, ajeitam o cabelo, colocam-se em bicos de pés para tentarem descobrir se é naquela revoada de gente que chega quem esperam. Depois...ah depois, há a alegria que se estampa nos olhos, sorrisos rasgados, abraços e beijos demorados.

Hoje também estou nas chegadas, sou uma entre tantas, mas sou única para alguém que me abraça e me acolhe.

 

E neste constante vaivém reparo que a vida é o eterno ir e vir, a impermanência do estar, o movimento  de um mundo que não pára de me surpreender.

Partem alguns para sempre , mas deixam memórias, chegam outros para continuar a marcar instantes que ainda se hão-de eternizar e  há o momento de pausa em que alheia a tudo me encontro no nada para poder renascer todos os dias, para  que se esvazie o que deixou há muito de ter importância e possa dar lugar ao novo, ao calor, talvez a mais um Verão, um pôr do sol, uma brisa passageira... e esperar que na próxima hora, no novo ano, noutra estação haja sempre uma partida, uma chegada e entre uma e outra um momento para ficar. 

Quando não há palavras

Quando as palavras deixam de fazer sentido e se esfumam lentamente com frases que escondem angústia...

Quando as palavras não se fazem ouvir entediadas que estão naquela sonolência de linhas sempre direitas e monótonas...

Quando as palavras que gostava de dizer , mas que o tempo esgotou inoportunamente em dias que garantiam uma fidelidade interminável...

Quando as palavras são insuficientes para dizer que hoje não há sol, que o mar está calmo, que as noites são de luar...

Quando as palavras são indiscretas e abusam com descarada arrogância da ingenuidade de quem em tudo acredita...

Quando simplesmente as palavras ficam presas num pântano de emoções que afundam e abafam sorrisos...

Quando há tudo menos palavras...encontro finalmente uma resposta....

Olho em redor e descubro que durante algum tempo, se mais não houver...

Existe um olhar

Descobrindo a Felicidade

Mal se abre o meu blog, dá-se logo de caras com a frase de boas vindas que eu escolhi, uma frase de Confúcio: " Quando duas pessoas partilham um pão voltam com um, quando partilham ideias voltam com duas". Para além da frase há alguns posts que tenho escrito, que demonstram a minha simpatia e admiração pela cultura chinesa, pelo budismo, pela filosofia Oriental.

Como eu, vão surgindo outras pessoas que gostam de partilhar ideias sobre o assunto e vão dando a conhecer ensimentos, deixando reflexões, escrevendo comentários...ao mesmo tempo que se estreitam laços e se criam empatias.

A Teresa descobriu, ela sentiu, ela surpreendeu-me e mais uma vez fiquei sem palavras quando recebi um livro dela na caixa do correio..."Sementes de Bem- Estar na Sabedoria Chinesa" ...um livro que se destina a todos aqueles que procuram o bem estar, equilíbrio e harmonia no seu quotidiano. Com base no pensamento chinês possibilita a compreensão de muitos aspectos da sabedoria milenar e oferece sugestões que inspirarão todos os que desejam trilhar o caminho da felicidade.  

É assim que aos poucos vou descobrindo a felicidade que se desnuda em palavras , em acções, em emoções sentidas e inesperadas.

É assim que, sem ser feliz, vou tecendo uma manta de retalhos, onde á mistura com lágrimas, saudade, desilusão, há uma mancha em muito maior quantidade de retalhinhos  feitos de amizade, de sorrisos e de partilha, que se entrelaçam uns nos outros e  que são o suporte para as desditas de uma vida... vida rica em ideais e sonhos.

E quando há bem pouco tempo deixei aqui um texto da Julieta em que a pergunta era: Quanto Vale a Sua Felicidade?...Hoje volto a responder mais consciente que nunca :

A minha felicidade vale o momento, porque a vida é feita deles...

A minha felicidade vale o inesperado das alegrias que vão acontecendo por aqui.

A minha felicidade vale o quanto aprendo nesta permuta de saberes.

A minha felicidade vale muito mais que os meus sonhos, vale uma realidade constituída por pessoas que ousam dar-me aquilo que eu jamais imaginei receber

 

Obigada Teresa
Obrigada a todos.

 

Mourinho...Charmoso, Bonito, Vencedor e algo mais

Não costumo avaliar um pessoa pela maneira de vestir, pelos lindos olhos, pelo sorriso fácil, ou outra coisa que tenha a ver com o mero aspecto exterior.

Depois de tanto se ouvir falar de José Mourinho dos seus êxitos, do seu profissonalismo inquestionável uma das coisas que me intrigava sempre era o que diziam da sua postura aparentemente arrogante e inacessível. Secretamente pensei que o ar que dava não tinha muito a ver com o homem que na realidade era. Penso que não me enganei.

Cheguei a temer que a fama o pudesse transformar num homem mundano, correndo atrás de aventuras como tem acontecido a tantos que como ele tiveram sucesso. Afinal pode ser difícil resistir a uma legião de mulheres que não se importavam de o ter como amante segundo o que li aqui as italianas ficaram fascinadas. É uma outra coisa que não entendo....como pode alguém apaixonar-se por quem não se conhece? Ele é bonito, bem conservado e cuidado para os seus 47 anos...(que se cuide o George Clooney, nem a nexpresso lhe vale), Mourinho conquistou o coração de muita gente por esse mundo fora, não apenas pelos seus dotes de treinador , mas também com aquele ar sensual, misterioso e distante, ingredientes mais que suficientes para deixar a suspirar meio mundo...continuo a não perceber porquê.

As minhas suspeitas confirmaram-se quando li no Blog do jornalista Luís Castro a resposta que deu ao filho dele, quando lhe enviou uma mensagem. 

Não restam dúvidas...ele é humano, sensível, respeitador,amigo, amante da família e com princípios de fazer inveja a muitos que andam por aí com cara de cordeiros, distribuindo sorrisos e que na primeira oportunidade tramam o parceiro.

Caso para dizer: quem vê caras não vê corações.

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