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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Feliz 2011

 

Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puderes ser o maquinista, sejas o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo te oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não te assustes com os abismos, nem com as curvas que não te deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procura curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeja roteiros.
Presta atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidires descer na estação onde a esperança te acenou não hesites.
Desembarca nela os seus sonhos...
Desejo que a tua viagem pelos dias do próximo ano, seja de

PRIMEIRA CLASSE

 

Um enorme abraço para todos os meus amigos e para os que passam por aqui ...até breve!

O meu Natal de hoje

 

 

Já passaram por mim muitos natais, uns com a família, outros a trabalhar, outros com o meu filho e até já passei um sozinha.

 

Quis experimentar a sensação de estar numa mesa com a tradicional comida da época, com velas acesas, uma toalha em tons de vermelho, os melhores pratos e talheres e aquele vinho que escolhi como sendo o melhor na altura, ou o que mais me apetecia.

 

A lareira crepitava, a sala estava acolhedora, uma música suave tocava baixinho e deixei-me embalar na doce solidão que escolhi para aquela noite , onde adivinhava e imaginava o que se estaria a passar em muitas casas de amigos, família e também por esse mundo fora.

Saboreei cada instante e houve momentos em que fingi estar feliz, mas de imediato afastava essa comiseração e concluia que afinal acabava por nunca estar verdadeiramente só, pelo menos sabia que alguém bem longe, pensava em mim e tinha falado comigo nessa noite...o meu filho!

 

Debaixo da minha árvore de Natal, bem singela, amontoavam-se algumas prendas que seriam distribuídas no dia seguinte.

 

Hoje, sei que na noite do dia 24 não estarei só, porque os meus amigos recusam-se a deixar-me e quase se escandalizam quando digo - Ah não sei, talvez vá...

E vou, vou porque sinto que o convite é um sinal da amizade que verdadeiramente nos une e estaria a ser ingrata se ignorasse a estima e consideração que me devotam.

 

Vou porque a família pode não ser apenas uma instituição, mas um espírito de união, de solidariedade, cumplicidade, de partilha e de muita amizade.

 

 Hoje, Natal é lembrar os que estão longe e que amo e que esse amor não tem fronteiras e faz-se sempre perto quando há elos que o coração não deixa quebrar.

 

Hoje, ao meu Natal tenho de acrescentar algo que fui recebendo ao longo de quase dois anos na blogosfera... os meus amigos, alguns virtuais, outros reais, que têm estado comigo, me têm visitado, encorajado, fazendo companhia e criando laços indissolúveis de união e amizade. Para todos vós, que fazem com que nunca esteja sozinha, quero que saibam que estão sempre no meu coração, sentados aqui no meu cantinho , falando da vida e das nossas vidas.

Para todos um Feliz Natal e muito obrigada pela vossa presença, já não sei passar sem vocês.

 

Hoje, é este o sentido de Natal que escolhi para a minha vida.

 

Ser chique é...

 

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem,

mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa de pedestre

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às

pessoas que estão no elevador.

É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!

Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer,

ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo,

de  se lembrar sempre de o quão breve é a vida.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor,

não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!

 

 

 GLÓRIA KALIL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu...o nosso Natal

Sempre que chega o Natal, não resisto a comparar como  se vive hoje e como o vivi quando criança.

Hoje posso dizer que é uma época que me incomoda, que não sinto nada em especial.

Por aqui deixaram de existir os elementos aglutinadores mais importantes , para que se viva esta quadra em pleno, ou seja , a família, uns já partiram para sempre e outros quis a vida que seguissem outros caminhos bem distantes do meu.

 

Hoje abomino o consumo desenfreado e as multidões que se acotovelam nos centros comerciais para escolherem prendas para dar a alguém que também vai dar, para se enfeitar uma árvore que se deseja bem recheada de papéis e laçarotes coloridos que se rasgam avidamente numa noite em que a maior parte das pessoas nem sequer sabe o que se comemora, embora eu ainda ache maravilhoso o sorriso das crianças que recebem aquele presente tão desejado.

 

Há uns largos anos atrás, eu e os meus três irmãos, não tínhamos árvore de Natal nem se falava que naquela noite um senhor de barbas brancas desceria pela chaminé para entregar presentes, porque não havia dinheiro para presentes.

 

Para nós quatro a maior alegria era quando decidíamos fazer o presépio. Com uma cesta íamos ao musgo e ao barro e  laboriosamente fazíamos e desfazíamos cada uma das peças que se iam quebrando quando o barro secava.

 

Algumas pedras eram cobertas de musgo a fazer de montes, a cabana e a manjedoura eram improvisadas com restos de palha.

 

Discutíamos qual a melhor posição para os pastores, as ovelhas e galinhas. Desenhávamos com areia fina os caminhos e o regato era uma folha de papel azul, onde obrigatoriamente teria de ser construída uma ponte em barro. A estrela por cima da manjedoura completava  a nossa obra de arte.

 

Todos os dias mudávamos os bonecos de sítio porque achávamos que estavam cada vez mais próximos. Todos os dias reconstruíamos a ovelha que tinha ficado sem pernas, ou o pastor que se tinha partido ao meio.

 

Na noite de Natal, vestíamos as melhores roupitas, íamos à missa do galo, (dois quilómetros a pé), bem contentes porque no caminho encontrávamos os nossos colegas e apesar de ser de noite a estrada ganhava vida com o falatório das crianças e dos crescidos.

 

Todos ansiávamos pelo momento mais importante , aquele em que em fila, íamos beijar o Menino Jesus.

 

Regressados a casa e junto á lareira, onde tinham ficado a levedar a massa das filhós, a avó e a mãe encarregavam-se da parte doce da noite.

Eu como mais velha estava encarregue de as envolver com açúcar e canela e de lambuzar os dedos naquela mistura açucarada.

Um chazinho bem quente aconchegava-nos o estômago e dormíamos como anjos, não sem antes combinarmos que no dia seguinte teríamos de fazer os reis magos que tinham chegado atrasados.

 

A minha paleta de cores

São cores apenas que atiro sem pensar sobre uma tela nua e branca.

Não sei pintar, invento em cada movimento um significado para cada nova cor e imagino sorrisos azuis, olhares acastanhados, palavras de todas as cores que me falam de amizade , cumplicidade, me falam de ti, de mim, de todos nós.

Hoje o meu quadro ficou mais colorido, os brancos mais brancos, os amarelos raios de sol, os rosas alegrias, os cinzentos confidências, os verdes a esperança, os vermelhos coragem.

No fim pendurei o meu quadro naquela parede nua que esperava há muito ser embelezada com a amizade, carinho, emoção e gratidão.

Hoje celebrou-se, conviveu-se, sorriu-se, fizeram-se confidências que ficarão para sempre guardadas com pinceladas que arranquei da minha paleta de cores.

Palavras de alguém que sente como eu

(Foto minha)

 

POEMA DE AGRADECIMENTO À " CORJA " ... de Joaquim Pessoa

 

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade

de vivermos felizes e em paz.

Obrigado

pelo exemplo que se esforçam em nos dar

de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem

dignidade.

Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.

Por não nos darem explicações.

Obrigado por se orgulharem de nos tirar

as coisas por que lutámos e às quais temos direito.

Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.

Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.

Obrigado pela vossa mediocridade.

E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.

Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.

Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.

Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias

um dia menos interessante que o anterior.

Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.

Obrigado por nos darem em troca quase nada.

Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.

Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade

e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.

E pelo vosso vergonhoso descaramento.

Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,

o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.

Obrigado por serem o que são.

Obrigado por serem como são.

Para que não sejamos também assim.

E para que possamos reconhecer facilmente

quem temos de rejeitar.

 

Joaquim Pessoa

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Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.

Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.

O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.

Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.

Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

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