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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Aquilo que a imprensa não publicou

 

Já há alguns dias que tenho guardado um email que uma amiga me enviou e não me passou pela cabeça publicá-lo, não fosse o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, ter falado no assunto  ontem na TVi. Ninguém além dele se dignou falar do saldo positivo e da boa prestação dos professores de acordo com o relatório de PISA e que só foi publicado tanto quanto sei , por Margarida Rufino no Jornal de Cascais.

 

No meio do cizentismo que se vive em relação aos professores atrevo-me a divulgar algumas das conclusões a que chegou o referido relatório e que abonam e favor dos professores.

 

Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
 

O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.

 

Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!

 

E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
 

Margarida Rufino continua:

"Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
 

Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações..."
 

Estranha-se o silêncio, mas que não se calem as palavras e que se reponha a justiça sobre a entrega, profissionalismo e bom desempenho dos professores.

Votei num sonho

Foto do meu blog existe um Olhar

Era um país com mar azul, de belas praias, de montanhas verdejantes, outras agrestes, com recantos de paz e tranquilidade, com planícies a perder de vista vestidas de várias cores, com histórias em muitas pedras erguidas e talhadas em monumentos que recordavam feitos heróicos de gente valente que deu a conhecer este canto pequenino que elevou bem alto os valores e  princípios ancestrias, defendendo com galhardia ataques à honra e ao bom nome de todos os que ali habitavam

 

Era um país de poetas que em verso exposeram e demonstraram o amor que lhe devotavam em rimas emocionadas e sentidas.

 

Era um país de gente honesta e trabalhadora, que pautava as suas vidas pela integridade moral, pelo respeito pelos outros e que construiam as suas vidas com a garra necessária para levarem por diante os sonhos de uma vida.

 

Era um país onde crianças e jovens respeitavam e amavam os mais velhos, seguindo-lhes o exemplo e procurando seguir-lhes as pegadas.

Era um país justo em que não existiam diferenças entre mais ricos e menos ricos e que em cada dia se procuravam diminuir as desigualdades.

 

Era um país governado por pessoas honestas, que lutavam pelo bem estar de todos, pela estabilidade moral, pela justiça, contribuindo desinteressadamente para o bem comum, sem que lhes passasse pela cabeça usufruírem do poder que lhes foi concedido, para o seu próprio bem, preocupando-se apenas e só com a harmonia e paz de todos aqueles que lhes confiaram os seus destinos.

 

Hoje num sonho votei neste país que inventei,

Hoje acordei e vi que tudo não passou de um sonho e que o meu voto foi considerado nulo.

 

Amanhã, contudo, olharei à minha volta e o meu país continuará a ser uma eterna Primavera onde a ilusão de que todos os dias poderão ser de sol, continuará a existir. 

O que não é amor?

 Fala-se tanto em amor, amizade e paixão... Que tal falarmos do que não é amor???

        Foto do meu blog Existe um Olhar                                                                                   

 

Se tu precisas de alguém para ser feliz, isso não é amor. É carência.

 

Se  tens ciúme, insegurança e fazes qualquer coisa para conservar alguém ao teu lado, mesmo sabendo que não és amado(a), e ainda dizes que confias nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor. É falta de amor próprio.

 

Se acreditas que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)", e a tua vida fica vazia sem essa pessoa; não te consegues  imaginar sozinho(a) e manténs um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existes em função do outro - isso não é amor. É dependência.

 

Se achas que o ser amado te pertence; sentes-te dono(a) e senhor(a) de tua vida e de teu corpo; não te dá o direito de te expressares, de fazeres escolhas, só para afirmar o seu domínio, isso não é amor. É egoísmo.

 

Se tu não sentes desejo; não te realizas sexualmente; preferes nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sentes algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor. É amizade.

 

Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor. É desejo.

 

Se o teu  coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; a temperatura sobe e desce vertiginosamente, logo que pensas na outra pessoa, isso não é amor. É paixão.

 

(By Mon Liu)

 

Feito o diagnóstico é importante e urgente encontrar a cura.

A história dos quatro ventos

 

 

 

 

 

 "...A long long time agoo..." foi assim que começou, com voz grave e rouca o ancião de uma aldeia da Lapónia a contar a história dos quatro ventos ao nosso grupo, que abrigados numa tenda onde ao centro crepitava uma fogueira que nos mantinha quentinhos, aconchegados e muito atentos á história que ouvimos.

 

Conta-se que há muitos muitos anos era quase impossível viver em terras da Lapónia, porque os quatro ventos sopravam ao mesmo tempo provocando um frio e desconforto a todos os que habitavam naquela zona.

 

Um dia um Xamam, nada satisfeito com esta anarquia, convidou-os para a sua tenda; começou a entretê-los com algumas histórias e eles acabaram por adormecer. Então ele pegou no seu chapéu de cores garridas e atou cada um deles a um canto.

 

Quando acordaram, os ventos espernearam, sacudiram-se, praguejaram e imploraram para que os libertasse. Ele disse-lhes que só os libertaria com uma condição..deviam prometer soprar um de cada vez e em épocas diferentes.

 

Os ventos concordaram e como prova do pacto que tinham feito, o ancião prometeu que a partir daquele dia todos os Lapões usariam um chapéu daqueles.

 

Hoje não há loja de artesanato que não venda aqueles chapéus, bem coloridos e quentinhos.

Também comprei um que me deu um jeitão quando algum dos ventos soprava com mais força e aqui o conservo não vá um dia precisar dele quando fizer uma incursão a uma das nossas serras mais ventosas, que me farão lembrar aquela tenda perdida algures no Ártico onde o calor de uma fogueira, á mistura com o calor humano me recordará todo o frio que por ali passei.

 

Chegada a Rovaniemi

De Helsínquia voámos durante cerca de duas horas até á capital  da Lapónia finlandesa. Logo á saída vimos um termómetro que marcava 17 negativos.

Metemos rapidamente as malas no autocarro que nos esperava e chegámos à cidade.

Apesar de serem apenas 16 horas a cidade já estava mergulhada na escuridão.

Fomos levados para um armazém onde muita gente andava de um lado para o outro vestindo e despindo uma série de coisas que só mais tarde percebi para que serviam quando me vi na mesma situação.

Botas, capacetes, cachecóis, peúgas, gorros, passa montanhas e macacões vermelhos e pretos, tudo em prateleiras devidamente arrumados.

Eu já ia com collants de licra, meias grossas até ao joelho, calças de neve, dois polares, um kispo, luvas cachecol e gorro, de maneira que de início não percebi o que estava ali a fazer.

-Que número calça?-36-respondi

-Agora calce estas botas 37 e estas peúgas de lã. Vá ali àquele caixote, escolha um gorro , um cachecol e um passa montanhas

Fiz tudo o que me mandaram e por fim enfiei um macacão que me cobria da cabeça aos pés. Estava tão atolada de roupa que para andar mais parecia uma astronauta no solo lunar. Para terminar um capacete.

Depois de tudo estar devidamente equipado, os mais novos e os mais idosos, seguiram de autocarro até ao hotel que ficava a uns 10 minutos dali, nós iríamos lá ter , mas de moto de ski, eu e os outros fomos até um parque de estacionamento onde algumas dezenas delas estavam estacionadas.

Segui-se uma breve lição de como funcionavam, afinal era só acelerar e travar, o pior vinha depois.

Duas pessoas por moto, eu recusei ser condutora, preferi ir como pendura, e ainda bem que o fiz

 

A princípio devagar, atravessámos um rio gelado e depois embrenhámo-nos mata dentro, em trilhos estreitos, ladeados de abetos, pinheiros e bétulas e de cada um dos lados do caminho uma altura boa de neve fofa e virgem.

 

A pouco e pouco o trilho foi ficando mais difícil, as mãos, os pés e as pernas gelavam, tentei nunca parar de mexer pés e mãos, quem me conduzia era compensado pelos movimentos e muita adrenalina que impediam que sentisse tanto frio, ao mesmo tempo que fazia um esforço para conseguir não resvalar nalguma subida ou descida mais acentuada.

Mas o inevitável aconteceu. Um dos skis foi aterrar na neve fofa e dali não saía, dando pela nossa falta, o guia veio ajudar e rapidamente continuámos.

Mais á frente um outro par estava caído, mas sem danos físicos. Chegou a nossa vez de emborcar a maldita moto e por breves instantes, que pareceram uma eternidade ficámos na escuridão e no mais arrepiante silêncio.

Gelávamos e ficámos a saber que estavam 40 graus negativos. Ninguém se ficou a rir de ninguém porque todos sem excepção se viram caídos na neve.

Cada vez era mais doloroso suportar o frio e quando conseguíamos aquecer as mãos sentíamos dores horríveis.

Atrevi-me a determinada altura a perguntar se faltava muito para chegarmos...35 minutos ...uma eternidade - pensei

Três horas de caminho para chegar ao hotel, 70 km percorridos para quem nunca pegou numa moto de ski foi obra.

Penso que foi a noite mais fria e muitos consideraram uma violência tamanha aventura. Já no final da estadia recordávamos com um sorriso aquela noite em que foram sem dúvida testados os nossos limites.

 

E como o post já vai demasiado extenso deixo algumas fotos de algumas coisas  que fiz nos dias restantes

 

 Pesca num rio gelado, mas não pescámos peixe nenhum

                                                                     

                                          Visita a uma quinta onde se criavam huskies e onde fomos puxados por eles...emocionante

Passeámos de trenó puxados por renas

Jantámos num hotel de gelo

Visitámos a aldeia do Pai Natal

Vistámos o Artikum museu , considerado em 1994 o melhor museu da europa

Fizemos muitos passeios de moto, mas de dia.

Passagem de ano

Muita música,

Fogo de artifício

Dança e champanhe

 

Zanguei-me com o Pai Natal

Hoje é dia de reis e como sabia que eles tinham um longo caminho a percorrer, nem me atrevi a pedir-lhes que parassem por aqui.

Como sabia que ia à aldeia do o Pai Natal e íamos estar frente a frente, guardei ciosamente um papelinho no meu bolso com alguns pedidos, não muitos, para lhe fazer quando estivéssemos juntos

 

Aguardei calmente na fila junto á sua cabana, até chegar a minha vez.

Quando estava perto dele, uns dois ou três lugares antes, comecei a ver que a única coisa que o velhinho de barbas brancas se limitava a fazer era sempre a mesma pergunta: "Where do you come from?", depois a pessoa sentava-se ao lado dele, alguém tirava uma foto e desembolsava 25 euros.

 

É óbvio que saí logo da fila, porque dar dinheiro a um homem que era suposto atender os nossos pedidos, não era de todo o que eu queria.

Fiquei tão zangada que nem sequer uma foto lhe tirei e o meu papelinho continuou no meu bolso assim como o pedido mais importante ficou por fazer.

 

O pedido para que no próximo Natal pudesse ser passado algures nas Caraíbas, num mar transparente de águas quentes e paisagens paradisíacas ficou adiado, mas o sonho, esse ficou aqui bem guardado e já que não pude contar com o Pai Natal para o concretizar, espero que  alguém  mais humano e real,  torne uma realidade este meu sonho. Será pedir muito?

 

Depois de acender a lareira...

 

Depois de acender a lareira, aninhei-me no meu canto tentando recuperar de alguma fragilidade física, depois de uma viagem que me proporcionou uma das maiores aventuras e riscos que vivi até hoje.

 

Já tinha saudades de estar por aqui, já li muito do que se escreveu na minha ausência, já visitei e comentei alguns dos meus amigos da blogosfera, outros li apenas, mas em breve deixarei algumas palavras para todos e só ainda não tive tempo de agradecer os votos de Feliz Ano Novo que me deixaram antes de partir, mas desde já agradeço as palavras de carinho.

 

Bom..e agora por andei eu? O que fiz? Que aventuras vivi?...

 

Há seis anos atrás visitei Helsínquia por motivos profissionais e estive por lá durante oito dias. Aconteceu em Maio. A cidade estava bonita, com temperatura amena, o sol ás quatro da manhã já brilhava e tive oportunidade de visitar os pontos mais interessantes desta cidade, embora, na minha opinião fique um pouco aquém da beleza de outras cidades europeias, talvez por ter sido devastada por incêndios em 1808 e sucessivos ataques militares tendo ficado parcialmente destruída; hoje é uma cidade moderna , mas sem muitos centros históricos ou edifícios monumentais.

 

Regressei lá de novo , mas desta vez no pico do Inverno e apenas de passagem, porque o meu destino era a Lapónia finlandesa.

 

O que vi deixou-me completamente pasmada. A cidade estava totalmente coberta de neve. Era dia 26 de Dezembro, apenas circulava um carro ou outro e algumas máquinas que despejavam montanhas de neve em camiões, para que tudo pudesse voltar a ter o mínimo de condições para se poder andar por ali.

Depois de instalada no hotel, só por um dia, coloquei a máquina fotográfica ao pescoço, agasalhei-me bem, porque os 12 graus negativos que se faziam sentir assim o exigiam, parti a pé com alguns companheiros de viagem e fui rever  alguns dos lugares na baixa da cidade que antes já tinha visitado.

 

As ruas estavam iluminadas e bonitas com os enfeites de Natal, a neve que cobria todos os edifícios, amontoava-se ao longo dos passeios, mas o mais espantoso foi ver o mar Báltico completamente gelado e os barcos silenciosamente atracados no porto.

 

Eram quatro da tarde e já o sol tinha desaparecido dando lugar á noite que é longa nesta altura do ano.

 

O primeiro imprevisto aconteceu. Caminhava descontraidamente, quando um pé colocado numa zona mais lisa da neve, me fez dar um enorme trambolhão ( mal eu imaginava que ia ser o primeiro de muitos), instintivamente com uma mão segurei bem alto a minha máquina e com algumas gargalhadas e bom humor levantei-me e lembrei-me de Camões quando naufragou e empunhou os Lusíadas  para que nada se perdesse, assim parecia eu com a minha máquina, embora a comparação não tenha a pretensão de ser tão importante como a desse precioso livro.

 

Lá continuei, mas com cuidados redobrados e á hora marcada estava de regresso ao hotel para irmos dar uma volta de autocarro e visitar os pontos mais importantes de Helsínquia.

 

Foi estranho ver vestidos de branco, a Praça do Senado, a Estação Central, a Catedral de S. Nicolau e outros quantos monumentos vestidos total ou parcialmente de branco. O parque da cidade que vi verde e cheio de gente a passear, estava agora sem uma amostra de verde e até o monumento a Sibelius não escapou.

 

No dia seguinte voei até Rovaniemi, capital da Lapónia e aí sim ia começar a grande aventura, que não conseguirei descrever com perfeição, mas a força das imagens que colocarei no meu blog de fotos  Existe um Olhar  poderá dar uma ideia da beleza e singularidade da paisagem.

 

Entretanto vou continuar á lareira, revendo fotos e recordando uma viagem que  ficará para sempre bem marcada na minha vida.

 

 

 

 

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