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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Pelas ruas da amargura

Foto de Existe um Olhar

Nunca me custou tanto como hoje, falar do meu país. Será mesmo um país ou uma manta retalhada que há muito deixou de me aconchegar?

 

Queria tanto celebrar um dia que ficou na história, poder enfeitar com muitos cravos cada lembrança de conquistas, da força e coragem de um povo!

 

Queria poder acordar e ver que tudo o que está a acontecer, não passou de um sonho mau.

 

Queria poder orgulhar-me de dizer que nasci em Portugal e que amo a minha Pátria!

 

Queria acreditar que há justiça, igualdade e fraternidade.

 

Oh queria tanta coisa para o meu país...

 

E enquanto vejo que tudo descamba e que nos passeamos pelas ruas da amargura, lembro com saudade o dia 25 de Abril de 1974 e vou cantando baixinho:

Eles não sabem que o sonho comanda a vida... porque é a única coisa que me resta...SONHAR e acreditar que possa acontecer um novo 25 de Abril de um ano, que eu espero não tarde muito.

 

 

O poder de um elogio

Foto do meu blog EXiste um Olhar

O Simão era um menino de raça negra que na sua escola era conotado como reguila, irrequieto, conflituoso e claro com mau aproveitamento.

Sempre que a turma ia fazer uma visita de estudo de imediato a professora avisava a guia sobre o comportamento dele, para que desculpasse qualquer desacato que pudesse acontecer.

 

Numa dessas visitas efectuada a uma zona histórica em que veio à baila a ocupação dos árabes na Península Ibérica o Simão acercou-se da guia e perguntou:

-Esses eram negros como eu?

- Eram -respondeu.

-Então também eram feios como eu?

-Feios como tu? Mas tua não és feio!

-Achas mesmo?

-Claro que sim, tu és muito bonito.

Os olhos do Simão ficaram com um brilho especial e a boca abriu-se num rasgado sorriso.

Deu a mão à guia e nunca mais a largou. Interessou-se por tudo o que ia ouvindo, colocava questões e nada lhe escapava.

No final a guia disse-lhe que além de ser um rapaz bonito era muito inteligente. Instintivamente ele abraçou-a sem dizer palavra.

 

Vem este episódio a propósito das expectativas positivas que se devem criar perante os outros e da demonstração de confiança que convém depositar nas pessoas que nos rodeiam. É afinal colocar em prática o famoso efeito  Pigmalião. Se acreditarmos que temos talentos, se confiarmos nas nossas possibilidades, se a nossa força de vontade, o nosso querer e sentir for acompanhado com palavras de ânimo e encorajadoras, dificilmente não se atingirão bons resultados, quer a nível pessoal quer profissional.

 

Hoje, mais que nunca tenho a certeza que, quando somos de alguma forma reconhecidos e avaliados pela positiva, a nossa auto estima fica lá bem no alto e não queremos defraudar quem acreditou em nós e inevitavelmente somos compelidos a dar o nosso melhor.

 

Confesso que o destaque deste cantinho que me foi dado pelo Sapo, me deixou surpreendida, alegre, um pouco vaidosa e que a minha auto estima transbordou se calhar para além dos limites do que é razoável, mas lembro um dia em que alguém me disse...humildade a mais também pode ser vaidade, por isso não vou fingir que fiquei indiferente, que o destaque me passou ao lado... de modo nenhum, seria uma ingratidão para com a equipa do Sapo, mas sobretudo para os meus amigos que ao longo destes três anos têm sido visitas assíduas, carinhosas e que mesmo quando discordam das minhas opiniões, fazem-no sempre com respeito e assertividade.

Alguns já tive o prazer de conhecer pessoalmente e já fazem parte do leque de amigos com quem posso contar e eles sabem também que podem esperar de mim uma amizade e disponibilidade sem limites.

 

Muito obrigada a todos.

 

Foto de um bolo do Festival de chocolate de Óbidos

Ele escolheu-me

Há quem não acredite que as crianças antes de nascerem escolhem a família. Eu não me importo em saber se é assim ou não.

 

Sei apenas que ele faz parte da minha vida.

 

Em 2009 falei sobre ele, em 2010 também, precisamente neste dia , 18 de Abril, o dia em que pela primeira vez o aconcheguei nos meus braços, falo do grande amor da minha vida, o meu filho.

 

Hoje mais que nunca tenho consciência do que ele aprendeu comigo e do que aprendi com ele e ainda qual a missão que juntos viemos cumprir.

 

Ele é calmo, eu nervosa

Ele é low profile, eu expansiva

Ele é lúcido, eu sonhadora

Ele vive um dia de cada vez, eu vivo muitos dias num só.

Ele está ligado à terra, eu voo através das nuvens

Ele sorri, eu dou gargalhadas.

 

E nestas diferenças nos encontramos, nos completamos. Discutimos comportamentos, partilhamos angústias e alegrias. Na ausência estamos perto, na distância aproximamo-nos, com as divergências aprendemos.

 

Neste vaivém de emoções temos a percepção e a consciência de que para além da relação mãe/filho há duas pessoas que vieram para caminhar lado a lado e que nos amparamos, que há um elo que nos une e nos faz entender que no nosso amor incondicional, não criamos apegos, não pertencemos um ao outro, somos apenas dois seres que se uniram com o propósito de nos aperfeiçoarmos como seres humanos, aceitando os nossos defeitos e aprendendo com as nossas qualidades

 

 

Faz hoje um ano que conheci pessoalmente a minha amiga Mafalda que também faz anos hoje. Ontem encontrámo-nos de novo, celebrámos a grande amizade que nos une e a muita empatia que se sente.

Para ti Mafalda desejo que o melhor aconteça na tua vida, que hajam muitos sorrisos, grandes alegrias e que a nossa amizade perdure

Muitos parabéns amiga!

Atitude

 

 

 

Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar.
 
(Helen Adams Keller)

 

 

 

 

 

 

  

       

Se encontrares um caminho sem obstáculos, pensa que talvez não te leve a nenhum lugar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ganhamos força, coragem e confiança a cada experiência em que verdadeiramente paramos para enfrentar o medo.
(Eleanor Roosevelt)

 

 

 

 

Ganhamos a vida pelo que recebemos. Vivemos a vida pelo que damos. .
(Duane Hulse)

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos do blog Existe um Olhar

Uma nova história

Abriu o caderno, uma página lisa, alva, parecia chamá-la, convidá-la e escrever, ou melhor a reescrever...não sabia o quê, nem para quem. Sentiu que naquele momento tinha duas opções, ou deixava que as palavras escorregassem ao acaso, ou simplesmente fecharia o caderno e tudo ficava como dantes.

 

Sorveu um gole de chá, ficou-se de olhar vago a contemplar, sem conseguir enxergar a ténue distância que a separava entre a realidade e o sonho. Aí residia o dilema..sonho ou realidade? Estaria disposta a continuar a viver na ilusão, a alimentar quimeras, a voar entre mundos de fantasia, a acreditar no que desconhecia, a inventar o melhor, a esperar o inesperado, ou teria coragem para recomeçar?

 

Dizia-lhe aquela voz interior que durante tanto tempo ignorou, que era chegada a altura de acabar com o que nunca tinha verdadeiramente começado, a confrontar-se com o que desconhecia, a apagar o que teimava crer que fosse real, recriando uma nova história, a sua verdadeira história.

 

Sentia que era chegado o momento de abandonar o sonho. A realidade estava demasiado entranhada em turbulentos sentimentos, incapaz até então de gerir e transformar.

 

Faltava-lhe a coragem, aquela força demolidora que conheceu noutras épocas e que a levaram a crer que era invencível, indomável, ousada e possuidora de uma tenacidade que a conduziam por caminhos tortuosos que a desafiavam e que lhe davam aquela pretensiosa satisfação de acreditar que tudo podia conseguir.

 

Naquele dia em que abriu a página em branco, sentiu pela primeira vez a sua fragilidade, a vulnerabilidade e a fraqueza de quem tomou pela primeira vez consciência, que a força que julgava possuir, era o medo atroz de ter de assumir que  tudo em que tinha acreditado durante tantos anos, acabava de ruir.

 

Lentamente pegou na caneta disposta a escrever sobre tudo o que até então se tinha recusado  admitir.

 

E começou...

Pela primeira vez decidiu deixar de parecer, para  começar a Ser.

Amizade

Foto do blog Existe um Olhar

 

Hoje foi dia de festa, como são todos os que são pautados pela alegria, amizade e partilha.

 

A minha amiga Fernanda fez anos. Reuniu-se a família mais chegada e alguns amigos. Os cães, os seus cães que ela tanto adora, andavam num corrupio e numa excitação devido ao natural vaivém de gente que entrava e saía, sentindo outros cheiros que lhes enchiam as narinas, talvez adivinhando que o repasto ia ser melhorado.

 

Foi só mais uma festa das muitas a que vou quando me convidam. Foi um aniversário, podia ser um simples jantar, um chá a meio da tarde, um copo bebido com calma em amena cavaqueira, ou simplesmente estar, conversar, trocar ideias, sorrir, ficar a par dos últimos acontecimentos do dia de cada um, ou mesmo a anedota contada por alguém com um jeito incrível para o fazer. Podia ser uma discussão sobre um assunto mais sério, um desabafo sobre um ou outro desaire financeiro ou familiar, podia-se falar dos filhos, da crise, dos medos, enfim podia ser tudo, mas acima de tudo é sempre a amizade que está presente.

 

Aproxima-nos  a serenidade de quem confia, de quem se sente bem, de quem sabe que há alguém que ouve as nossas alegrias e tristezas.

Sente-se apreço nesta aproximação e o ânimo, solidariedade e sabedoria, são factores que nos enriquecem e nos fazem sentir que não estamos sós.

 

Brindámos à amizade que nos une há muito e saí dali com o coração reconfortado, porque sei, que por mais dura que a vida seja, há sempre algo ou alguém que vem colmatar todas as tristezas e preencher cada momento com esperança, fé, confiança serenidade, e  jamais permitirei que o azedume, a intolerância, o despeito, a inveja, o ciúme entrem no meu coração, que eu protejo todos os dias das intempéries, brindando-me com esta enorme força de poder sorrir e agradecer.

O outro lado de mim

Imersa muitas vezes em pensamentos que me deixam dúvidas do que sou, como sou, o que quero, como quero, inflijo a mim própria alguma punição que passa por pensamentos dúbios e consequente acção de efeitos inesperados.

 

Com uma lucidez atroz que me confunde com a intuição inata e me leva a percorrer caminhos contrários aos que sinto, mas que antevejo como os mais acertados, caminho a passos lagos para a descoberta daquilo que não quero ver.

 

Depois lá vem a eterna dúvida de estar a fazer um julgamento ou análise que pode não ser a correcta.

 

Debato-me muitas vezes com prognósticos que raiam a adivinhação e me levam a crer que o mundo mental que submerge neste mundo físico, é duma incoerência que me deixa perdida e nauseada.

 

Sei quem és, o que pensas, antevejo as tuas acções, descortino as omissões e atenuo com uma consciência demasiado leve o julgamento que no fundo devia ser bem pesado

 

E neste mundo de conformismo e tolerância trabalhada com esforço, me debato todos os dias com a pertinente questão do que devo dizer ou calar.

A minha aparente ingenuidade dá descanso aos mais incautos que menosprezando esta minha capacidade de enxergar para além de cada gesto, de cada olhar, de cada palavra, vem confirmar a certeza que tenho, de que este lado de mim, consegue ver com alguma fidelidade o outro lado de ti.

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