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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

SINAIS

Em contramão, seguindo sem qualquer possibilidade de vislumbrar caminhos que mesmos confusos e esburacados , me fazem persistir em rotas esconsas de linhas indefinidas, onde os precipícios se mostram, desafiando mínimas distracções que podem ser fatais, quando se persiste em olhar em frente , obcecada pela esperança de chegar.

Chegar sem saber onde, sem saber para quê, sem projectar seja o que for, nem esperar que esteja alguém de braços abertos, acolhendo-me, reconfortando-me e atenuando as dores de uma viagem sem regresso.

 

Há o prazer sórdido e impensado, de percorrer o que há muito deixou de ser um trilho ladeado de odores, cores e beleza que se esvaiu com a desilusão da secura ou mesmo ausência de palavras esperadas em cada noite de sonhos irreais feitos de quimeras construídas com ilusões.

 

E nesta noite obscura de ideias, reúno as poucas forças que me restam e com um fio de esperança preso pela ténue linha da força e do querer indomável, descubro ao longe, muito distante e quase imperceptível um sinal, que não sendo uma miragem num deserto de areias movediças, me faz reunir a força que me resta e seguir em frente, desta vez percorrendo outro caminho, onde a culpa, o desconforto, o arrependimento,  a saudade e a ilusão deixaram por fim de ser perigos eminentes em cada curva e serão substituídos por sinais de verdade, confiança e esperança, que me dão a inefável sensação, mesmo que ilusória, de que o caminho é aquele que quero, evitando que alguém o faça por mim, sendo eu definitivamente dona do meu destino e usufruindo de momentos de paz, fidelidade a princípios outrora escritos e há muito esquecidos. 

 

Hoje esqueci, hoje recomecei!

Para realizar os nossos desejos, precisamos saber as nossas necessidades

 

 

 

"Por que nossos desejos nos parecem tão inalcançáveis? Porque não soubemos atender às nossas necessidades...
Quando não reconhecemos nossas necessidades, corremos o risco de não estabelecer os limites reais entre o que podemos e queremos oferecer.
Em geral, temos dificuldade para discernir a diferença entre necessidades e desejo.

Desejo é a motivação de manifestar algo, seja interno ou externo a nós, que nos proporciona prazer e satisfação. Já as necessidades são todas as condições que precisamos adquirir e amadurecer para que nossa motivação possa se manifestar de modo estruturado. Neste sentido, para conquistarmos o que quer que seja, interior ou exteriormente, temos antes que primeiro adquirir uma base sólida.

No entanto, na maioria das vezes, passamos por cima de nossas necessidades pois cremos que basta seguir nossos desejos para encontrar a felicidade.
O problema é que sem atender nossas necessidades não teremos condições reais para sustentar a manifestação de nossos desejos!

É como a construção de uma casa: primeiro, temos que analisar as condições do terreno, construir uma boa fundação, para depois ver a casa de nossos sonhos sendo construída... Caso contrário, estaremos construindo um castelo de areia.

Muitas vezes, associamos o fato de reconhecermos aquilo que nos falta como um sinal de carência, fraqueza e vulnerabilidade. Se tivermos uma autoimagem baseada no condicionamento de que somos insuficientes para enfrentar as adversidades, iremos naturalmente evitar olhar de frente o que nos falta. No entanto, isso é um erro de interpretação. Perceber nossas necessidades é apenas o primeiro passo do processo de autorrealização.

O perigo de nos sentirmos envergonhados de nossas necessidades é que acostumamos a escondê-las de nós próprios e dos outros. Desta forma, com frequência dizemos: Não se preocupe comigo (o famoso tudo bem). Associamos à ideia de que nossas necessidades podem incomodar os outros. Declaramos de que não precisamos de nada devido ao medo de nos tornamos um peso extra e sermos rejeitados. Afinal, quem nunca dá trabalho não corre o risco de ser excluído...

No entanto, desta forma, o feitiço se volta contra o feiticeiro. Poderemos não ser excluídos, mas seremos facilmente vítimas de abusos, pois nossas necessidades não serão reconhecidas e muito menos atendidas!"´

 

O resto do texto está aqui.

 

Hoje apeteceu-me dizer que não está tudo bem,

Hoje quero que alguém se preocupe comigo

Hoje não sorrio porque não me apetece.

Hoje cansei de estar, de ser e de parecer

Hoje há a vulnerabilidade de quem cansou de ser forte

Hoje há a certeza da fragilidade que me persegue.

Hoje sou eu

 

Amanhã a gata borralheira transformar-se-á em Cinderela

 

10 estratégias de manipulação mediática

O linguista americano Noam Chomsky elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através da comunicação social: 
 
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes.
A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o povo de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área das ciências, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')". 
 
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público exija novas leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
 
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que condições socio-económicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixíssimos, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
 
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é aplicado imediatamente. Segundo, porque o público - a massa - tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá vir a ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento. 
 
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSEM.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade mental, como se cada espectador fosse uma criança de idade reduzida ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar o espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Porquê? "Se você se dirigir a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a dar uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".
 
6- UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para incutir ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos... 
 
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de eliminar (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')". 
 
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover no público a ideia de que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar e inculto... 
 
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas capacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitos mais comuns, é a inibição da acção. E, sem acção, não há revolução! 
 
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um crescente afastamento entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo se conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si próprios. 
  
 
 (Via mail)

Terá sido insensatez?

 Foto do meu blog Existe um Olhar

Olhei-o de longe, sem coragem para me aproximar.

 

Tentei adivinhar-lhe o pulsar da vida que um dia respirei. Imaginei como estaria decorridos tantos anos. Separavam-nos tantas emoções, tantos momentos, tantas descobertas partilhadas e segredos desvendados.

 

Pensar que poderia agora ignorar-me, abafar o que foi riso, espanto e afectos inconfessáveis mas sentidos, era motivo suficiente para me manter na outra margem sem ousar transpor aquela ponte que nos separava.

Ele tão perto e no entanto parecia-me demasiado longínquo. Essa distância era apenas construída na minha cabeça em que o tempo imparável não se compadeceu com o afastamento involuntário.

 

Podia arriscar, fazer a travessia, e viajar de novo, voltar atrás no tempo, mas a vida estava ali, agora, o passado era apenas isso, passado

Deambulei na outra margem, incapaz de fazer a travessia, limitei-me a recordar as ruas ora estreitas ora largas, o barulho incómodo dos eléctricos que serpenteavam desajeitados, a correria e as gargalhadas que ecoavam e destoavam do ar compenetrado de quem se cruzava, sem comprender a razão de tanto alarido que era apenas e só a alegria dos verdes anos, inconscientes, alheios aos males do mundo, onde a espontaneidade era a manifestação da genuinidade de uma juventude que há muito se perdeu, mas que continua escondida e viva num canto de mim, onde só eu tenho acesso e onde me refugio quando as nuvens ameaçam pairar.

 

Consegui obedecer a uma certa regra de sensatez que ouvi alguém cantar...nunca voltes ao lugar onde já foste feliz.

Palavras que gostei de ler

Foto do blog Existe um Olhar

 

Quando faltam as palavras, quando o silêncio se impõe, quando me sinto tolhida e envolta num torpor que bloqueia qualquer hipótese de conseguir escrever o que sinto e penso, eis que surgem nas minhas incursões em terreno alheio, palavras que gostava de ter sido eu a escrever, contudo este meu roubo consentido, vem alimentar a minha preguiça e fazer com que fique refastelada a usufruir do que não me pertence, porém e reconhecendo que o autor não precisa de publicidade extra, cumpre-me reconhecer-lhe o mérito e agradecer. 

 

No teu olhar o futuro não sorri

"Concentra esse olhar assustado naquele sonho em voo planado que deixaste fugir algures num tempo em que não agarravas a vida que querias porque achavas que não podias, proibida por ti a passagem, cruzar a linha numa curta viagem para outro lado que sabes hoje seria o teu.

Sabes que deves parar esse constante deambular da atenção pelas miragens que ofereces ao coração como placebos, essas paragens ao longo de um caminho que percorres sem saberes onde te levará mas igualmente sem duvidares que em cada cama que desfizeres sem acarinhares a emoção deitarás contigo a solidão, a tempestade depois da bonança aparente que te ilude mais uns passos na sensação fugaz dos abraços que não voltas a repetir porque tendes sempre a fugir, algures num momento em que largas a vida que querias porque achas que devias ser outra coisa qualquer e no fundo nem sabes hoje como deveria ser.

Sabes apenas que querias melhor e não tiveste.

 

E eu sei que quando o amor te procurou não o quiseste."

 

Copiado daqui

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