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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Como se esquece alguém que se ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

 

 

O estudo confere ciência, a meditação originalidade

"Todos ouvimos falar já há muito tempo sobre meditação. Essa prática foi divulgada no ocidente a partir dos anos sessenta, junto com o movimento hippie. Como tudo que é novo e desconhecido, e como a proposta do movimento hippie era a de rompimento com o que já não funcionava mais e a introdução de uma cultura mais livre e feminina como a oriental, a meditação foi, por muito tempo, vista como uma actividade “de loucos”.

Hoje a ciência comprova: a meditação somente nos traz benefícios, pois ela nos proporciona a possibilidade de encontro com aquilo que há de mais profundo dentro de nós. Ela equilibra as emoções, nos põe em contacto com nosso subconsciente, provoca o relaxamento através do “esvaziamento” de nosso campo mental, sua prática constante desenvolve a concentração e o autocontrole, equilibra a ansiedade, além de nos direccionar por um caminho espiritual mais consistente e realizador." (Bem de saúde)

 

Durante muito tempo fiz meditação, levei outros a fazê-la também, ensinei como se faz, pratiquei-a em grupo e sozinha. Algumas das pessoas que se cruzaram no meu caminho confessaram-me que nunca conseguiam fazê-lo.

 

Meditar não tem nada a ver com religião e qualquer pessoa pode fazê-lo, com o propósito único de durante alguns momentos deixar de pensar, esvaziar a mente, deixar espaço para que novas ideias preencham o nosso quotidiano, dar lugar ao novo. Uma mente cheia de lixo, de pensamentos negativos, muitas vezes causados pelo stress do dia a dia, é meio caminho andado para que se gerem bloqueios e o cansaço e falta de entusiasmo sejam constantes.

 

Quando se fala em meditar há muita gente que imagina que se  têm de colocar naquela posição típica dos orientais...pernas cruzadas, olhos semicerrados e silêncio total.

 

Também eu pensava assim, e era desta forma que aqui no meu canto o fazia.

O tempo foi passando e até eu me cansei desta prática, até que há bem pouco tempo me ensinaram uma outra maneira de o fazer independentemente do local onde esteja.

`

É simples e dá óptimos resultados.

Quem quiser pode experimentar, afinal trata-se apenas de deixar de pensar, ou melhor concentrar-se apenas na respiração:

Inspira-se em seis tempos, retém-se o ar em três e expira-se em oito tempos.

Pode-se fazer no trabalho, em casa, mesmo com barulho à volta, num parque, num passeio, onde apetecer e quando sentirem necessidade disso.

 

Fica a sugestão, em mim tem tido efeitos extraordinários e coincidência ou não, depois deste exercício acontece sempre algo de novo e de bom para a minha vida.

 

 

A sensação de ser livre e de poder viver

 

 

Liberdade não é somente a sensação de estar livre, mas também, de se poder viver.

(Mário Pires)

 

A sensação de estar e ser livre sempre me acompanhou desde que me lembro de ser gente.

Nunca fui capaz de me prender a coisas, a pessoas e a objectos.

E lidas estas palavras, pode-se pensar em egoísmo, em solidão, ou numa vida em que mesmo as pequenas emoções me passam ao lado...nada de mais falso.

 

A minha liberdade, aquela como a sinto, como a vivo, como a sonho, é aquele momento em que me desprendo, que  me solto, que me evado da prisão de sentimentos alheios, de merecimentos, de cobranças, de pertencer a algo ou alguém que não seja o meu "eu".

 

Hoje cheguei a casa já a noite tinha caído. Acendi as luzes, fiz um chá e sentei-me, pensando no dia que foi inundado de emoções inesperadas e de acontecimentos nunca programados.

 

De repente ouço um restolhar estranho. Como tenho as janelas quase sempre abertas pensei tratar-se de algum insecto daqueles barulhentos e que se sentiu ofuscado pela luz...mas não...empoleirado no candeeiro da sala lá estava um passarinho.

 

Senti-lhe o medo, a desorientação que nesse momento foi tão grande como a minha.

-Que fazer para que ele encontrasse o caminho? Apaguei e acendi vezes sem conta o candeeiro e nada. Aproximei-me e assustado voou à toa contra os móveis, empoleirando-se aqui e ali. Por momentos cheguei a pensar no pior, não fosse um voo mais violento fazer com que caísse inerte nalgum canto da sala.

 

Devagar , muito devagar, com uma manta leve, deixou que o envolvesse e que lhe devolvesse de novo a liberdade.

 

Respirei de alívio e nessa altura vi confirmadas todas as minhas ideias sobre a vida e do modo de voar que quero para mim e para todos os que amo.

 

 

Indiferença que dói

 

 

"Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos". 
(ditado popular antigo) 

 

Os cordeiros ficaram calmamente acomodados, alheios e indiferentes em garantir que amanhã terão pasto verde onde possam saciar a fome.

 

Os lobos virão e não se compadecerão com súplicas, protestos ou justificações.

 

Hoje, para muitos foi apenas mais um dia para quem o futuro é indiferente, pena é, que quando a hora do ajuste de contas chegar, não se faça distinção entre os que nada fizeram e os que tentaram que algo pudesse mudar.  

 

Mundo injusto este!

Em modo "piloto automático"

Por diversas razões este cantinho vai passar a apresentar novo formato, ou seja, frases, palavras, imagens, vídeos...que têm estado arrumadas em gavetas e que fui e vou guardando e que de algum modo reflectem o que penso, sinto e vou lendo por aí. 

Tudo ou quase tudo o que não for da minha autoria será devidamente assinalado e os créditos dados a quem os tem.

E para começar deixo uma frase de François Fénelon, teólogo católico, que diz o seguinte:

 

" Antes de buscarmos o perigo, torna-se indispensável prevê-lo e temê-lo, mas quando estamos metidos nele, só nos resta desprezá-lo."

 

Como não faço previsões perigosas, não tenho medo do que não conheço, fujo de situações que julgo de antemão possam ser desconfortáveis, logo não sinto necessidade de desprezar seja o que for ou quem for, prefiro ignorar.

 

Frase esquisita esta!!!

 

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