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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Serão precisos festivais?

Há muito tempo que me considero uma pessoa que respeita credos, raças, cor, ideologias políticas, orientações sexuais, costumes... sem descriminar nem criticar.

Já lá vai o tempo em que defendia tudo em que acreditava, sem ter em conta que o que era bom pra mim, podia não o ser para os outros. Hoje limito-me a pensar, reflectir, tiro as minhas conclusões e aceito sem fazer críticas ou condenar, por isso coloquei a mim própria algumas questões sobre um festival gay, poliamorosos e lésbicas, que decorreu no Algarve.

Não compreendo porque são necessárias exibições desta natureza. Será para reafirmarem a sua orientação sexual, ou terão outros objectivos que me escapam? Será pelo gosto de se exibirem? Será mera provocação? Será que se sentem descriminados pela sociedade? Será que querem convencer alguém que o amor deles é melhor que o dos heterossexuais? Porquê tanto alarido, agora que foram tomadas medidas para legalizar o casamento dos homossexuais, embora elas tivessem surgido depois do festival, sabendo-se de antemão que se andava a tentar chegar a acordo sobre essa matéria?

Espero que com a promulgação do casamento dos homossexuais pelo Presidente da República, acabem com estes desfiles que em nada dignificam uma classe que quer ser levada a sério e respeitada.

Felizmente há excepções e eu tenho a sorte de ter amigos homossexuais que vivem normalmente a sua relação, sem alardes, sem exibições, com equilíbrio e perfeitamente integrados.

 

publicado às 21:24

A outra parte de mim

Já tive muitos desafios na minha vida, já ultrapassei barreiras que pareciam intransponíveis, já tive êxitos e fracassos, já chorei, já ri, já concretizei a maior parte dos meus sonhos, mas de todos eles o maior foi ser mãe.

Não há sucesso profissional, nem riqueza maior do que aquela que  senti quando, pela primeira vez ouvi o seu choro, afaguei a sua pele, o embalei nos meus braços o aconcheguei no berço ou o amamentei. Parece ser o dia da mãe, pensarão...não, hoje é dia do meu filho.

Faz hoje um ano deixei aqui neste canto o muito do que senti, o quanto lhe quero, o quanto o amo. Gostava de o fazer pessoalmente, de dizer olhos nos olhos o que sinto e o que lhe desejo., de o abraçar e dizer "Parabéns Meu Filho!".

É o segundo ano consecutivo que não estou com ele neste dia. Não escrevo como se fosse uma lamentação, não estou triste nem amargurada por estar longe, porque sei que ele está bem, faz o que gosta, voa por esse mundo fora, aproveitando ao mesmo tempo que trabalha, para se divertir, conhecer outras formas de vida, outras culturas, outros países e continentes.

Já correu mundo, já viveu aventuras que partilha comigo quando chega, histórias fantásticas, momentos emocionantes acompanhados de fotos, muitas fotos e filmes.

Da Nova Zelândia falou-me do ambiente "Peace and Love", das paisagens virgens próprias de uma natureza bem preservada.

Da India ficaram-lhe imagens de gentes que apesar de pobres, são de uma simpatia e envolvência que seria impensável ver por aqui em situações idênticas.

O meu coração apertou quando em Cuba passou o furacão "Rita" e ele estava por lá.

A emoção fez-se sentir de uma maneira diferente quando numa operação em que transportava passageiros idosos de Caracas até Havana morre uma senhora a bordo.

Há bem pouco tempo teve de conviver com o clima de guerra que se vive no Afeganistão, em contrapartida há a recordação de situações surpreendentes que viveu no Kuwait, quando passeava com uma colega e em frente de um stand da Ferrari... lembram-se de pedir ao senhor que estava junto de um, se podiam fazer um test drive... - Concerteza - respondeu- o carro é meu, eu tenho muito gosto em vos levar. Ficaram de boca aberta sem saber o que dizer...e lá foram. O personagem era nada mais nada menos que o filho do ministro dos negócios estrangeiros do Kuwait. No dia seguinte convidou-os para ir a um centro comercial e disse-lhes para comprarem a roupa que quisessem, apesar da natural renitência, ficaram mais á vontade quando lhes disse que ganhava muito dinheiro, mas que gostava de o distribuir.

O primeiro Natal longe de mim, passou-o numa tenda lindíssima no meio do deserto a convite dos bombeiros do Kuwait.

No meu disco externo guardo centenas de fotos, onde o posso rever nas águas transparentes das Bahamas, Maldivas, Maurícias...nas paisagens geladas das ilhas Falkland, em grandes cidades...Nova Iorque, Sidney, Vancouver, Lima, Buenos Aires, Rio de Janeiro...

 

Hoje está em Cardiff (UK), devido á erupção do vulcão na Islândia, não pôde como estava previsto voar até ao Dubai, onde os 35º graus eram um convite sedutor para comemorar este dia. Haverá festa com calor ou frio. Por aqui eu vou vivendo um aniversário que apesar da ausência, me deixa com a sensação que serei uma mãe sempre presente.

 

Para estar junto não é preciso estar perto e sim do lado de dentro.

(Leonardo da Vinci)

 

Ontem tive o prazer de conhecer pessoalmente a Mafalda uma mulher fantástica que reflecte no seu olhar uma tranquilidade invejável e uma afabilidade e simpatia inesgotáveis e mais uma vez dou razão ao Jorge Soares quando um dia  num comentário escreveu que sempre achou que as pessoas que andam na blogosfera são pessoas especiais, modéstia á parte, eu acho que ele está coberto de razão.

Entre sorrisos, um delicioso arroz selvagem com legumes e camarão, uma fabulosa tarte de amêndoa, tudo regado com uma fantástica sangria de champanhe, fomos conversando... inevitável falar da blogosfera...falámos das nossas vidas, dos filhos, dos sonhos e....bom...hoje o que quero mesmo é dizer...Parabéns Mafalda!

Passam-se os anos, apagam-se mais velas, mas ficam maiores os bolos e melhores os amigos. Felicidades amiga!

publicado às 00:32

Um ano depois...

 

Passou um ano, parece que foi ontem. Estava sozinha no meu canto quando a minha amiguinha Di me sugeriu que criasse um blog. Nunca tal me tinha passado pela cabeça, nem fazia a mínima ideia como o devia fazer. Passo a passo lá me foi ensinando a preencher tudo o que era necessário  para dar vida ao Cantinho da Manu, o nome também foi ela que sugeriu e aceitei porque era uma das duas únicas pessoas que me chamavam Manu.

 

Sempre sonhei escrever um diário, nunca o fiz,  porque sempre tive medo que alguém descobrisse o que eu tão ciosamente pretendia esconder e agora ironia das ironias , eis-me aqui, publicamente, desnudando-me, expondo-me, abrindo  o meu coração, contando retalhos da minha vida, partilhando alegrias, tristezas, amores e desamores, pensamentos, enfim tudo o que me vai na alma.

 

Não estou arrependida e hoje penso que se tivesse optado pelo diário as folhas amareleceriam e alguém um dia apenas teria o trabalho de colocar mais uma velharia no caixote do lixo.Também aprendi a partilhar, ensinaram-me que os outros são o espelho de nós próprios e que o que gostamos ou não gostamos, reflecte o que queremos manter escondido e que dificilmente ousamos admitir como defeitos que não queremos aceitar.

 

Por vezes penso que deveria dar outra imagem, falar de assuntos mais objectivos, que reflectissem o que penso da sociedade, do mundo, das pessoas, talvez fazer críticas construtivas aos acontecimentos que se vão desenrolando neste nosso pequeno mundo, mas confesso que, por enquanto, não sou capaz e há gente que o faz na perfeição.

Vou continuar a falar de mim, do que penso, da minha vida, do que aprendi, do que de bom e mau fez de mim a pessoa que hoje sou.

 

Quero aprender a aceitar-me, trabalho árduo, eu sei, mas por ser difícil e por gostar de desafios aqui vou deixando um pouco de mim, sem pensar se é bom e se parece bem.

 

Continuo sem me arrepender da frase de Budha que escolhi " Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um, quando partilham ideias cada uma volta com duas" , porque neste meu blog a partilha tem sido uma constante.

 

Para além dos comentários dos amigos e amigas que me visitam e tão carinhosamente me tratam, quero agradecer a foto da mão que o meu amigo Rolando me ofereceu, para além da mão , têm-me oferecido um apoio incondicional, ao Jorge Soares que me sugeriu a criação de um blog de fotos e com uma enorme paciência me ensinou tudo o que existe no meu olhar e como se isso não bastasse convidou-me a participar no Clube da Leitura. Ao Lovenox que me levou para a  esplanada mais famosa de Portugal e para a minha sobrinha com quem tiro dúvidas e peço opinião sobre alguns posts que pretendo publicar, porque sei que ela é sincera e se não gosta diz abertamente e com toda a franqueza o que pensa.

 

Meus amigos, minhas amigas, adorava colocar aqui todos os vossos nomes, acreditem, mas isso seria uma tarefa demasiado árdua, não ficam aqui escritos , mas estão sempre gravados no meu coração com muita amizade e debroados com um enorme sorriso.

Não costumo publicar aqui os selinhos que tão carinhosamente me oferecem , mas hoje não resisto a mostrar um que me foi enviado pelas minhas queridas amigas Libel e Onix.

 O meu blog não é de ouro , os meus amigos esses sim são de ouro.

 

Estive ausente nesta época de Natal e Ano Novo, ainda não visitei ninguém , é o que vou fazer já, já... aproveito para desejar a todos um óptimo 2010.

 

Há um ano atrás estava no meu canto, estes dias...IMAGINEM...estive em Toronto, nas cataratas de Niagara e em Nova Iorque onde fui uma entre um milhão de pessoas em Time Square a dar as boas vindas ao novo ano.

Amanhã, depois, ou daqui a um ano , não sei se estarei por aqui, a vida é sempre imprevisível, apenas hoje, só hoje e neste momento agradeço  e tal como dizia John Lennon:

 

 

"You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one"
 

 

publicado às 22:58

A sorrir

Eu quero rir-me, eu tenho de rir-me... não será certamente a reacção esperada, por  quem tem como objectivo machucar,  magoar, e pensar que está a abrir feridas que há muito estão saradas.

A convicção de que atingem o alvo é tão ilusória que dá pena.

A mesquinhez, o pensar pequenino, o perder tempo a arquitectar estratégias que visam reduzir a auto- estima, o amor próprio, o respeito, a sensibilidade, os valores e princípios que regem as pessoas de bem, é algo que me entristece e me deixa com a certeza que só a insegurança pode estar na origem de certos actos infantis e imaturos.

Quero continuar a rir-me, ou melhor a sorrir, ao mesmo tempo sentir que os meus olhos brilham, porque quero que seja sincero o meu sorriso.

Quero que as pessoas que amo e que me amam também, tenham a percepção que no meu sorrir, não há ironia, nem sarcasmo ou intuito de conseguir  algo mais do que a mútua partilha de emoções sinceras e genuínas.

 

publicado às 22:17

Mais um desafio

Este desafio foi-me proposto pela  minha amiga 100jeito.blogs.sapo.pt/  e consiste no seguinte:

 

Escrever 8 coisas que gostaríamos de realizar antes de morrer.

 

Convidar 8 blogs amigos para participarem

 

Comentar no blog de quem nos convidou

 

Comentar no blog dos nossos convidados para que saibam do mimo

 

E cá vai...

 

1- Não perder a capacidade de amar

 

2- Ver o  meu filho crescer com saúde e sucesso

 

3- Ter um neto

 

4- Participar numa missão humanitária

 

5- Conhecer alguns paraísos tropicais (Maurícias, Bali, Bahamas, Maldivas, etc, etc,..)

 

6- Tirar alguns cursos que tenho em mente

 

7- Envelhecer com saúde

 

 8- Ver felizes os meus amigos e até os meus inimigos

 

Reencaminho este desafio a:

 

Aryssu

bercodeouro

Nessa

Estrela

Catjinhaa**

Nhanha

Zizu

Laura 

 

 

publicado às 17:56

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