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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Energia...como se perde, como se ganha

Desde sempre achei que haviam pessoas que me deixavam completamente fragilizada, sem forças, com incapacidade de acção e um nevosismo inexplicável. Durante muito tempo não encontrei resposta para este estado tão debilitado que por vezes surgia.

Lembro-me de certos professores que me faziam tremer mal se aproximavam, estar nas aulas deles era uma tortura, não pelos castigos, mas pela postura, pelos gritos, pelo aspecto pouco amistoso e ditador que imprimiam ao discurso. Outros pelo contrário eram a antítese e não era por isso que tinha mais respeito a uns que a outros.

Não sou pessoa para  aceitar, tinha que descobrir onde, como, quando e o porquê destes desiquilíbrios, como se formam e como se transformam, mas também sei que no tempo certo as respostas surgem e elas apareceram quando descobri o livro "A Profecia Celestina"; parece que tinha sido tocada por uma varinha mágica... fez-se luz, encontrei respostas.

Aprendi que estamos rodeados de protões, electrões, átomos, neutrões...ou seja energia.  Tudo o que se move, anima a matéria e transforma-a em energia. Está em nós próprios, na comida, na natureza...

Nem sempre conseguimos gerir as nossas energias e vamos buscá-las aos outros com quem interagimos no dia a dia. Insconscientemente roubamos energia, quando nos queixamos dos problemas no trabalho, dos conflitos com os filhos, quando falamos das nossas preocupações com amargura e desânimo ou no stress que gerou na nossa vida uma determinada situação...é nestas alturas que nos transformamos em vítimas.

Também  já me servi desta estratégia para me revitalizar, também já me senti bastante débil quando me faziam o mesmo.

Com  leituras , conversas, experimentação, fui a pouco e pouco encontrando formas de me proteger e ao invés de tirar, começo a pouco e pouco a dar sem ficar lesada e oferecer  aquilo que dificilmente me tentam roubar.

Não é fácil colocar em prática este processo de defesa/partilha, requer muita prática, intuição, estar atenta , disponível e perceber que a solução está dentro de mim.

 

Assim aprendi:

Quando vejo alguém triste e queixoso dou-lhe apoio, um ombro, uma palavra e não deixo que transfiram para mim toda a negatividade... e sorrio

Quando me questionam com ar pouco amistoso, retribuo com ar acolhedor... e sorrio

Quando me mentem sei que a pior estratégia é desmentir, confrontar, porque  mente-se para esconder uma verdade e quem mente não quer ser desmacarado; então deixo que o tempo revele o que agora se esconde, aguardo... e sorrio.

Quando põem em causa a minha conduta, o meu comportamento... em silêncio, espero que a verdade venha ao de cima... e sorrio.

Quando a ausência, a solidão, a falta de carinho, da presença animadora, quando a saudade aperta... socorro-me da minha força interior e tento encontrar em mim própria as respostas que tardam ...e sorrio.

Com sorrisos, desarma-se a violência, a intolerância, o medo, a prepotência, a calúnia, a vítima e o ditador.

Quando por algum motivo indecifrável me sinto a descambar, nostálgica, desanimada, tento não me torturar e busco momentos de beleza para além da minha janela e existe sempre um olhar para aquele mar, aquela flor, aquele amanhecer, as árvores, as montanhas mais altas, o canto dos pássaros, o perfume das flores... e aprendo que a natureza é a única fonte de energia  disponível, que simplesmente dá sem pedir nada em troca

E no final apenas sorrio.

 

 

publicado às 23:35

A vida ás cores

 Um rabisco meu

São os vermelhos que se misturam com o fogo  que arde sonolento em noites de Inverno, lembrando paixões acesas que logo se  esfumaram ao amanhecer. São vermelhos do coração que vibra com alegrias fugazes entrecortadas com soluços disfarçados de amarelos de Outono, onde a brisa suave de um entardecer, fez cair vagarosamente a esperança de brilhos que ficaram escondidos nas nuvens, um tempo que fugiu de um dia que  foi.

Restaram os contornos negros que emolduraram os brancos de luz que a medo espreitaram para logo se esconderem  envergonhados, por entre os azuis do mar, do  céu desejado e inventado.

Laranja de Sol que renasce naquela fria madrugada , envolvendo com abraço quente de aconchego ilusório um corpo dormente, inerte e vacilante entre verdes de esperança brilhando numa Primavera qualquer.

 

Salpicos de cor numa vida incolor.

 

mas....

Há o rosa de afagos, de sonhos vividos , de ternura espelhada no brilho dos teus olhos, são rosas suaves, como suave é o toque... qual seda envolvente em corpos  embrulhados em suspiros de prazer num noite de luar.

 

Uma vida com cor!

 

publicado às 10:45

A sorrir

Eu quero rir-me, eu tenho de rir-me... não será certamente a reacção esperada, por  quem tem como objectivo machucar,  magoar, e pensar que está a abrir feridas que há muito estão saradas.

A convicção de que atingem o alvo é tão ilusória que dá pena.

A mesquinhez, o pensar pequenino, o perder tempo a arquitectar estratégias que visam reduzir a auto- estima, o amor próprio, o respeito, a sensibilidade, os valores e princípios que regem as pessoas de bem, é algo que me entristece e me deixa com a certeza que só a insegurança pode estar na origem de certos actos infantis e imaturos.

Quero continuar a rir-me, ou melhor a sorrir, ao mesmo tempo sentir que os meus olhos brilham, porque quero que seja sincero o meu sorriso.

Quero que as pessoas que amo e que me amam também, tenham a percepção que no meu sorrir, não há ironia, nem sarcasmo ou intuito de conseguir  algo mais do que a mútua partilha de emoções sinceras e genuínas.

 

publicado às 22:17

Uma relíquia

Não resisti a colocar aqui uma preciosidade que me foi enviada e confesso , que tal como há uns anos atrás, continuo a ficar colada ao écran, quando vejo estes desenhos animados. Para mim continuam a ser fabulosos e geniais.

Este é um filme que Walt Disney fez sobre a cidade do Rio de Janeiro, onde o recém criado Zé Carioca apresenta a cidade maravilhosa ao Pato Donald.  Sem uso de computadores e sem os recursos existentes nos dias de hoje é sem dúvida, na minha opinião, uma obra prima.

 

 

publicado às 22:02

No palco

Como me engano sorrindo!

Desfilo com ar de felicidade como se a vida me desse  aquilo que esperei.

O palco é meu, única actriz, personagem que inventei, cenário de mil cores que transformo ora em nuvens tenebrosas, ora em azuis  trespassados por raios de sol.

Noite e dia piso altiva o espaço que criei, num dia criança, solta e feliz, noutro, mulher indomável e segura.

Baixo as luzes... na penumbra  passeio descalça, despida de tudo, coberta de nadas, ávida de ter, chorosa, triste e fragilizada por derrotas que não mostrei. Arrasto-me sentindo no corpo o peso de sonhos que guardo, de afrontas que sofri, de injúrias de enganos e desilusões. A escuridão não deixa que vejam as lágrimas que rolam pelos sulcos das rugas escavadas numa face cansada macilenta e sem brilho. Não podem ver, não quero que vejam, não quero que tenham pena.

O cenário tem que mudar, depressa me desfaço das lágrimas, das rugas, da escuridão, do negro...solto uma gargalhada, visto-me de cores que invento..sou aplaudida, depressa descubro que dramas , mesmo que reais, não agradam tanto como a felicidade fingida.

Atiro beijos, canto, rodopio,  até consigo que volte o brilho dos olhos. Por momentos  esqueci que estava no palco. 

Quando o pano caiu com ele caí também e perguntei desesperada: -Afinal quem sou eu?

publicado às 01:35

Hoje aceito

 

 

 

 

 

Hoje aceito a chuva que cai

Aceito o riso

e a lágrima

Aceito as palavras ditas

e tudo o que ficou por dizer.

Aceito o momento de solidão quando a noite caiu

A ausência de quem teve de partir

O medo de perder

A saudade de um sonho que passou

A alegria do olhar

O segredo que guardei

O encontro desejado

A conversa partilhada

Aceito o que não posso transformar

a dor , o desânimo, a paixão...

Hoje aceito...

porque há o coração que bate

O ar que respiro

O alento, o refúgio

a alegria da chegada

o brilho nos olhos                           

a gargalhada

a carícia partilhada

o beijo eternizado

a promessa

a esperança...

 

Por tudo...eu aceito 

 

 

publicado às 00:15

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