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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

O tempo que me foge

Já lá vão uns aninhos quando decidi criar este cantinho, hoje abandonado por falta de tempo e porque na vida há sempre muitas mudanças que nos impedem de continuar a fazer algo que gostamos.

 

Alimentei este meu espaço com carinho e aqui guardo um pouco de mim e dos inúmeros comentários que ainda hoje releio com saudade.

 

Aqui fiz muitos amigos, uns virtuais e outros que se tornaram reais e que me acompanham sempre que possível, promovendo encontros onde matamos saudades e falamos de tudo.

 

Seria incapaz de apagar fosse o que fosse do que aqui escrevi, aqui mostro um pouco daquilo que sou, que penso e que vivi.

 

Hoje sinto uma espécie de frustração porque não consigo estar presente, responder aos comentários sempre simpáticos e generosos que me vão fazendo, daí o meu pedido de desculpas.

 

Para além das mudanças que foram acontecendo na minha vida, no meu quotidiano, nasceu a paixão pela fotografia e o meu Existe um Olhar, esse espero não abandonar.

 

Sempre que possível virei até aqui, não com a assiduidade que gostaria, nem falando  sobre o que me vai na alma, mas tentarei manter viva a chama, que mesmo fraca, será concerteza carinhosa.

 

A todos os que ainda não desistiram de me visitar o meu muito obrigada.

 

 

publicado às 19:47

Para os meus amigos

 
“Sugestões de presente para o Natal: Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito “. (Oren Arnold)
 
FELIZ NATAL!
 
 
 

 

publicado às 00:48

Quando há um ano atrás o telefone tocou

-Tou!!!

-Manu?!!

-Rolandoooo...como estás?

-Estou bem amiga, sabes, estou em S. Martinho com os meus pais e a minha filhota mais nova e queria convidar-te para bebermos um cafezinho depois do jantar.

-Eh pah, tu és o homem das surpresas, não estava à espera do convite.

-Pois, tu já sabes que eu não programo nada e que gosto de surpreender.

- Tenho muita pena por não poder aceitar o teu convite, já tenho uma coisa marcada

-ohhhhhhhhhhhh

-Mas, espera, agora é a minha vez de me vingar...não vou tomar o cafezito, mas vens tu jantar comigo.

-Agora é que me deixaste sem palavras, claro que aceito.

-Não fiques a pensar que é um jantar a dois, vamos ser muitos, os meus amigos vão lá estar todos.

-Mas a que se deve essa jantarada?

-Ai amigo desnaturado, já nem te lembras do aniversário da tua amiga!

-Ah..imperdoável mesmo, desculpa...muitos muitos parabéns amiga!!! Estarei lá concerteza, claro que não podia faltar.

-E olha tenho lá uns borrachinhos que te quero apresentar.

-Tu és tramada miúda!

 

Hoje o telefone não tocou, mas fica a lembrança de um serão alegre, bem regado, em que se dançou, cantou e a conversa fluiu.

Hoje, quando se levantarem os copos de champanhe, não me esquecerei de dizer baixinho:- Á tua Rolando..à nossa!!!! Aos amigos!

publicado às 07:30

Vou abrir a porta do meu canto e sair por uns tempos

Martin Luther king disse um dia que "O tempo é sempre certo para fazer o que está certo".

 

Não sei se é certo o tempo que tenho.

Dúvidas há-as sempre quando temos de tomar decisões e fazer escolhas

Deixar de arriscar, ousar, procurar outras formas de viver e ser não é apanágio desta alma inquieta que há uns anos anda por aqui.

Fazer, só por fazer, não e nem nunca será a minha maneira de ser e de estar.

Quero sentir o que faço, o que escrevo, o que leio, o que quero encontrar.

 

A eterna descoberta de novos caminhos, outros objectivos, outra maneira de ver e viver a vida, impedem-me de estar por aqui durante uns tempos.

A minha vida é feita de momentos, de surpresas de imprevistos e aceito-os como sinais de que algo deve mudar e ser transformado.

 

Verificar que não consigo responder a quantos com carinho, dedicação e amizade que se foi solidificando, dói-me, não tem a ver com a minha maneira de estar e ser, é como se alguém conversasse comigo e eu não desse atenção e mostrasse desinteresse em ouvir, opinar, partilhar e sobretudo corresponder à amizade e carinho que tantos me devotam.

 

Portanto meus amigos, vou escancarar a porta deste meu canto, mas as minhas visitas essas continuarão com a assiduidade que me for possível.

Não quero esquecer ninguém e todos terão neste canto um lugar especial cheio de afecto, cumplicidade e palavras amigas e solidárias.

 

E já que as palavras escasseiam, as ideias se esvaem continuarei com a minha paixão de sempre no meu blog

 

EXISTE UM OLHAR.

 

Até sempre!

publicado às 23:05

Amizade

Foto do blog Existe um Olhar

 

Hoje foi dia de festa, como são todos os que são pautados pela alegria, amizade e partilha.

 

A minha amiga Fernanda fez anos. Reuniu-se a família mais chegada e alguns amigos. Os cães, os seus cães que ela tanto adora, andavam num corrupio e numa excitação devido ao natural vaivém de gente que entrava e saía, sentindo outros cheiros que lhes enchiam as narinas, talvez adivinhando que o repasto ia ser melhorado.

 

Foi só mais uma festa das muitas a que vou quando me convidam. Foi um aniversário, podia ser um simples jantar, um chá a meio da tarde, um copo bebido com calma em amena cavaqueira, ou simplesmente estar, conversar, trocar ideias, sorrir, ficar a par dos últimos acontecimentos do dia de cada um, ou mesmo a anedota contada por alguém com um jeito incrível para o fazer. Podia ser uma discussão sobre um assunto mais sério, um desabafo sobre um ou outro desaire financeiro ou familiar, podia-se falar dos filhos, da crise, dos medos, enfim podia ser tudo, mas acima de tudo é sempre a amizade que está presente.

 

Aproxima-nos  a serenidade de quem confia, de quem se sente bem, de quem sabe que há alguém que ouve as nossas alegrias e tristezas.

Sente-se apreço nesta aproximação e o ânimo, solidariedade e sabedoria, são factores que nos enriquecem e nos fazem sentir que não estamos sós.

 

Brindámos à amizade que nos une há muito e saí dali com o coração reconfortado, porque sei, que por mais dura que a vida seja, há sempre algo ou alguém que vem colmatar todas as tristezas e preencher cada momento com esperança, fé, confiança serenidade, e  jamais permitirei que o azedume, a intolerância, o despeito, a inveja, o ciúme entrem no meu coração, que eu protejo todos os dias das intempéries, brindando-me com esta enorme força de poder sorrir e agradecer.

publicado às 21:05

Feliz 2011

 

Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puderes ser o maquinista, sejas o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo te oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não te assustes com os abismos, nem com as curvas que não te deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procura curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeja roteiros.
Presta atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidires descer na estação onde a esperança te acenou não hesites.
Desembarca nela os seus sonhos...
Desejo que a tua viagem pelos dias do próximo ano, seja de

PRIMEIRA CLASSE

 

Um enorme abraço para todos os meus amigos e para os que passam por aqui ...até breve!

publicado às 11:03

O meu Natal de hoje

 

 

Já passaram por mim muitos natais, uns com a família, outros a trabalhar, outros com o meu filho e até já passei um sozinha.

 

Quis experimentar a sensação de estar numa mesa com a tradicional comida da época, com velas acesas, uma toalha em tons de vermelho, os melhores pratos e talheres e aquele vinho que escolhi como sendo o melhor na altura, ou o que mais me apetecia.

 

A lareira crepitava, a sala estava acolhedora, uma música suave tocava baixinho e deixei-me embalar na doce solidão que escolhi para aquela noite , onde adivinhava e imaginava o que se estaria a passar em muitas casas de amigos, família e também por esse mundo fora.

Saboreei cada instante e houve momentos em que fingi estar feliz, mas de imediato afastava essa comiseração e concluia que afinal acabava por nunca estar verdadeiramente só, pelo menos sabia que alguém bem longe, pensava em mim e tinha falado comigo nessa noite...o meu filho!

 

Debaixo da minha árvore de Natal, bem singela, amontoavam-se algumas prendas que seriam distribuídas no dia seguinte.

 

Hoje, sei que na noite do dia 24 não estarei só, porque os meus amigos recusam-se a deixar-me e quase se escandalizam quando digo - Ah não sei, talvez vá...

E vou, vou porque sinto que o convite é um sinal da amizade que verdadeiramente nos une e estaria a ser ingrata se ignorasse a estima e consideração que me devotam.

 

Vou porque a família pode não ser apenas uma instituição, mas um espírito de união, de solidariedade, cumplicidade, de partilha e de muita amizade.

 

 Hoje, Natal é lembrar os que estão longe e que amo e que esse amor não tem fronteiras e faz-se sempre perto quando há elos que o coração não deixa quebrar.

 

Hoje, ao meu Natal tenho de acrescentar algo que fui recebendo ao longo de quase dois anos na blogosfera... os meus amigos, alguns virtuais, outros reais, que têm estado comigo, me têm visitado, encorajado, fazendo companhia e criando laços indissolúveis de união e amizade. Para todos vós, que fazem com que nunca esteja sozinha, quero que saibam que estão sempre no meu coração, sentados aqui no meu cantinho , falando da vida e das nossas vidas.

Para todos um Feliz Natal e muito obrigada pela vossa presença, já não sei passar sem vocês.

 

Hoje, é este o sentido de Natal que escolhi para a minha vida.

 

publicado às 20:24

A minha paleta de cores

São cores apenas que atiro sem pensar sobre uma tela nua e branca.

Não sei pintar, invento em cada movimento um significado para cada nova cor e imagino sorrisos azuis, olhares acastanhados, palavras de todas as cores que me falam de amizade , cumplicidade, me falam de ti, de mim, de todos nós.

Hoje o meu quadro ficou mais colorido, os brancos mais brancos, os amarelos raios de sol, os rosas alegrias, os cinzentos confidências, os verdes a esperança, os vermelhos coragem.

No fim pendurei o meu quadro naquela parede nua que esperava há muito ser embelezada com a amizade, carinho, emoção e gratidão.

Hoje celebrou-se, conviveu-se, sorriu-se, fizeram-se confidências que ficarão para sempre guardadas com pinceladas que arranquei da minha paleta de cores.

publicado às 23:32

Paris ontem e hoje

Há cerca de vinte anos, eu e uma colega, resolvemos visitar Paris. Para nós era uma aventura , porque nunca tínhamos saído sozinhas para um país que nos era totalmente desconhecido.

Planeámos tudo até ao mais ínfimo pormenor. Falaram-nos o quanto era difícil viajar no metro e entendermos aquela profusão de linhas que perfuram a cidade. Fiz questão de o estudar minuciosamente e não nos saímos mal. Queríamos que fosse uma viagem cultural e durante quatro dias não parámos.

Sabíamos o quanto é caro comer em Paris, mas como o pequeno almoço do hotel era farto, arranjámos maneira de á socapa fazermos umas sandes com que nos deliciávamos sentadas num banco de um jardim qualquer. Lembro-me de arriscar comer um cachorro que comprámos num daqueles carrinhos de rua e que nos custou a módica quantia de 500 escudos,  e para cúmulo era horrível, metade foi para o lixo.

Como muita pena nossa nunca nos aventurámos a sair á noite, duas mulheres sozinhas nas ruas de Paris não era aconselhável.

Há dias regressei de novo á "Cidade Luz", desta vez acompanhada de duas francesas(mãe e filha) que quiseram visitar a família e amigos e que tiveram a gentileza de me convidar.

Foi uma visita completamente diferente da anterior, não foi melhor nem pior, foi apenas diferente.

Desta vez alugámos um apartamento que ficou muito mais barato que um hotel e fizémo-lo porque as casas dos familiares são tão minúsculas que seria de todo impossível albergar mais três pessoas. Conclusão, poupámos na comida e no alojamento e foi raro o dia em que não houve convites para jantar.

Foi enriquecedor porque as conversas permitiram-me ver o que há para além da grandiosidade dos monumentos. Abordaram-se muitos temas interessantes com a natural simpatia e bom humor dos franceses.

Pude conhecer um pouco da noite parisiense e aperceber-me da parte mais negra e sombria da noite, principalmente quando se tem de viajar de metro.

Foi obrigatório e delicioso fazer a viagem ao longo do Sena e como nunca tinha subido á torre Eiffel desta vez lá fui. Não fiquei particularmente encantada com o amontoado de ferro e das intermináveis filas para entrar, valeu a paisagem e as fotos que tive oportunidade de tirar. Para mim, visitas a torres acabaram, agora subir, só se for o Evereste.

No final dei por mim a pensar, na necessidade de alterar rotinas, tive a estranha e saudável sensação que bem lá no fundo uma viagem não transmite só conhecimento, tem ainda a particularidade de podermos ver o mundo e as pessoas de uma outra forma que inevitavelmente vão alterar o nosso dia a dia e a postura perante certas situações da vida. O cenário foi o mesmo, mas a forma como o interpretei foi diferente e acordou em mim certas memórias e hábitos que deixam de fazer sentido.

Na Cidade Luz para mim, fez-se Luz, e se me perguntarem porquê eu não sei responder, apenas sinto e não há lógica para o sentir apenas "é"

publicado às 11:38

Adopção - 2 anos depois

Há uns tempo escrevi aqui e aqui   o percurso de um casal amigo, que reside na Suiça, na tentativa de conseguirem ter um filho.

Foram dez anos de muita luta, muito sofrimento, muitos esforços gorados e muita desilusão. Foram dez anos de esperança que  iam acalentando por cada novo tratamento que experimentavam...tudo em vão.

Um dia já sem forças e com danos de saúde física e emocional, resolveram partir para a adopção. Fizeram-no primeiro em Portugal, mas dado os enormes entraves que lhes eram colocados, passaram para a adopção internacional.

Através de amigos ficaram a saber que na Etiópia o processo de adopção estava muito facilitado, era célere e o sistema funcionava muito bem.

No dia 23  de Agosto de 2008 receberam a primeira foto da M. com três meses. Aceitaram-na de imediato.

Viajaram até á Etiópia, comoveram-se com a precariedade das condições dos orfanatos, mas também com o enorme carinho e cuidados com que eram tratadas todas as crianças, apesar da falta de meios humanos e materiais.

A 22 de Novembro a M. passou a ter uma família. Fez em Junho dois anos e veio há dias passar com os pais um mês a Portugal.

Fiquei espantada com a maneira como se tem desenvolvido...pula, canta, fala umas quantas coisas em português e já vai dizendo outras em alemão. A mãe resolveu pô-la na escolinha alemã dois dias por semana, porque, pensa ela, que uma boa integração num país estrangeiro passa pela aprendizagem da língua, apesar disso não abdica da filha durante o resto da semana, para poder assistir ao crescimento da sua bebé e ao mesmo tempo não perder nenhuma das suas pequenas conquistas. 

Esta é a prova que sempre que se está no caminho certo vale a pena lutar sem desistir dos objectivos para que um dia os sonhos se tornem realidade.

Nem sempre estive desperta para os problemas que têm os pais que querem um filho, mas vivi de perto toda a história e a pouco e pouco através deste blog   fui-me apercebendo das dificuldades por que passam as pessoas que se candidatam a uma adopção e todo o processo burocrático a que estão sujeitas.

Neste mundo conturbado é bom saber que ainda se encontram pessoas de coragem, com um enorme altruísmo e de entrega total a uma causa nem sempre fácil.

 

 

"A força não provém de uma capacidade física e sim de uma vontade indomável." (Mahatma Gandhi)

publicado às 19:39

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