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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Se estivesse entre nós faria hoje 50 anos

 

 

Hoje escrevo de Rolando Palma, do poeta, do escritor, do fotógrafo, falo da sua sensibilidade do seu coração enorme e generoso, falo da cumplicidade que nos ligava e sobretudo de um grande amigo.

 

Quis o destino que a morte trágica o levasse cedo demais, mas nem por isso deixará de permanecer na minha memória e na de muitos que o visitavam e que liam as suas histórias de encantar. Os comentários que deixava tinham sempre um conteúdo que nos deixavam a pensar e nada era dito ao acaso.

 

Lembro-me como se fosse hoje quando eu e a Libel nos encontrámos e conhecemos em Lisboa. O homem que imaginei por detrás das letras estava ali à minha frente igual a si próprio, de sorriso afável, de palavra fácil e de uma simplicidade arrebatadora.

 

A partir daí muitas mais vezes nos encontrámos, já que os pais tinham uma casa aqui bem perto de mim. De vez em quando chegava um telefonema:

-Manu vamos jantar? Manu vamos à Nazaré tirar fotos? Manu queres ir às pinhas comigo e com a prima Teresa? Manu vamos à feira a Palmela ter com o Jorge Soares?

Falávamos de tudo e sobre tudo, embora existissem temas que eram tabu e que eu respeitava, sobretudo quando se tratava de assuntos do coração.

 

De vez em quando lá vinha um desabafo, sabia pelo olhar que por detrás do sorriso pairava alguma tristeza, mas sempre deixei e respeitei seus silêncios.

 

Hoje estive a rever muitos dos comentários que me deixou e um deles dizia:

 

Ah, Manu...

No final de tudo, mesmo quando os caminhos se soltam ou descruzam...restam sempre as memórias. Somos memórias, os nossos tijolos são memórias, tudo o que deixamos nos outros são memórias.
A felicidade, tal como tudo ... é efémera. O tempo certo, o presente, é o único de que dispomos..

O passado, já passou .... e o futuro... amanhã falamos sobre ele.

Beijos.
Rolando

 

Hoje Rolando, não posso falar do amanhã apenas me resta recordar, não com tristeza, mas com um brilho nos olhos, porque sei, que estejas tu onde estiveres és uma estrela brilhante que acompanha o meu caminho e o de todos a quem brindaste com a tua amizade.

 

 

Quando há um ano atrás o telefone tocou

-Tou!!!

-Manu?!!

-Rolandoooo...como estás?

-Estou bem amiga, sabes, estou em S. Martinho com os meus pais e a minha filhota mais nova e queria convidar-te para bebermos um cafezinho depois do jantar.

-Eh pah, tu és o homem das surpresas, não estava à espera do convite.

-Pois, tu já sabes que eu não programo nada e que gosto de surpreender.

- Tenho muita pena por não poder aceitar o teu convite, já tenho uma coisa marcada

-ohhhhhhhhhhhh

-Mas, espera, agora é a minha vez de me vingar...não vou tomar o cafezito, mas vens tu jantar comigo.

-Agora é que me deixaste sem palavras, claro que aceito.

-Não fiques a pensar que é um jantar a dois, vamos ser muitos, os meus amigos vão lá estar todos.

-Mas a que se deve essa jantarada?

-Ai amigo desnaturado, já nem te lembras do aniversário da tua amiga!

-Ah..imperdoável mesmo, desculpa...muitos muitos parabéns amiga!!! Estarei lá concerteza, claro que não podia faltar.

-E olha tenho lá uns borrachinhos que te quero apresentar.

-Tu és tramada miúda!

 

Hoje o telefone não tocou, mas fica a lembrança de um serão alegre, bem regado, em que se dançou, cantou e a conversa fluiu.

Hoje, quando se levantarem os copos de champanhe, não me esquecerei de dizer baixinho:- Á tua Rolando..à nossa!!!! Aos amigos!

Ele escolheu-me

Há quem não acredite que as crianças antes de nascerem escolhem a família. Eu não me importo em saber se é assim ou não.

 

Sei apenas que ele faz parte da minha vida.

 

Em 2009 falei sobre ele, em 2010 também, precisamente neste dia , 18 de Abril, o dia em que pela primeira vez o aconcheguei nos meus braços, falo do grande amor da minha vida, o meu filho.

 

Hoje mais que nunca tenho consciência do que ele aprendeu comigo e do que aprendi com ele e ainda qual a missão que juntos viemos cumprir.

 

Ele é calmo, eu nervosa

Ele é low profile, eu expansiva

Ele é lúcido, eu sonhadora

Ele vive um dia de cada vez, eu vivo muitos dias num só.

Ele está ligado à terra, eu voo através das nuvens

Ele sorri, eu dou gargalhadas.

 

E nestas diferenças nos encontramos, nos completamos. Discutimos comportamentos, partilhamos angústias e alegrias. Na ausência estamos perto, na distância aproximamo-nos, com as divergências aprendemos.

 

Neste vaivém de emoções temos a percepção e a consciência de que para além da relação mãe/filho há duas pessoas que vieram para caminhar lado a lado e que nos amparamos, que há um elo que nos une e nos faz entender que no nosso amor incondicional, não criamos apegos, não pertencemos um ao outro, somos apenas dois seres que se uniram com o propósito de nos aperfeiçoarmos como seres humanos, aceitando os nossos defeitos e aprendendo com as nossas qualidades

 

 

Faz hoje um ano que conheci pessoalmente a minha amiga Mafalda que também faz anos hoje. Ontem encontrámo-nos de novo, celebrámos a grande amizade que nos une e a muita empatia que se sente.

Para ti Mafalda desejo que o melhor aconteça na tua vida, que hajam muitos sorrisos, grandes alegrias e que a nossa amizade perdure

Muitos parabéns amiga!

Amizade

Foto do blog Existe um Olhar

 

Hoje foi dia de festa, como são todos os que são pautados pela alegria, amizade e partilha.

 

A minha amiga Fernanda fez anos. Reuniu-se a família mais chegada e alguns amigos. Os cães, os seus cães que ela tanto adora, andavam num corrupio e numa excitação devido ao natural vaivém de gente que entrava e saía, sentindo outros cheiros que lhes enchiam as narinas, talvez adivinhando que o repasto ia ser melhorado.

 

Foi só mais uma festa das muitas a que vou quando me convidam. Foi um aniversário, podia ser um simples jantar, um chá a meio da tarde, um copo bebido com calma em amena cavaqueira, ou simplesmente estar, conversar, trocar ideias, sorrir, ficar a par dos últimos acontecimentos do dia de cada um, ou mesmo a anedota contada por alguém com um jeito incrível para o fazer. Podia ser uma discussão sobre um assunto mais sério, um desabafo sobre um ou outro desaire financeiro ou familiar, podia-se falar dos filhos, da crise, dos medos, enfim podia ser tudo, mas acima de tudo é sempre a amizade que está presente.

 

Aproxima-nos  a serenidade de quem confia, de quem se sente bem, de quem sabe que há alguém que ouve as nossas alegrias e tristezas.

Sente-se apreço nesta aproximação e o ânimo, solidariedade e sabedoria, são factores que nos enriquecem e nos fazem sentir que não estamos sós.

 

Brindámos à amizade que nos une há muito e saí dali com o coração reconfortado, porque sei, que por mais dura que a vida seja, há sempre algo ou alguém que vem colmatar todas as tristezas e preencher cada momento com esperança, fé, confiança serenidade, e  jamais permitirei que o azedume, a intolerância, o despeito, a inveja, o ciúme entrem no meu coração, que eu protejo todos os dias das intempéries, brindando-me com esta enorme força de poder sorrir e agradecer.

Um fim de semana para recordar

 

Durante parte da semana andei agarrada á História, desfolhei manuais, consultei a net e os meus apontamentos de há uns anos atrás em que ensinei a muitos meninos de todo o país um pouco do passado da vila de Óbidos.

 

Fui surpreendida com um pedido para fazer este Domingo uma visita guiada, não a crianças, mas a cerca de quarenta adultos ligados a algumas corporações de bombeiros de diferentes partes do país.

Apesar de ficar atrapalhada, não tive coragem para negar o pedido e hoje lá fui, confesso um pouco a medo de confundir séculos, rainhas, arquitectura, nomes de monumentos e todas as histórias a eles associados.

 

Cheguei um pouco antes e dei uma última vista de olhos nas notas que levava na carteira.

 

Reuni toda a gente num local sem grande movimento e onde houvesse alguma concentração, não com o objectivo de conseguir que as pessoas ficassem a saber tudo, mas apenas para testar a minha capacidade de captar a atenção dos ilustres visitantes.

 

Gente simpática afinal, alguns com formação em História e ao longo do percurso fomos entrecortando a informação com assuntos de cariz pessoal.

 

Senti que ficaram satisfeitos e eu radiante por saber que não tinha perdido o treino.

Tiraram-se muitas fotos e no final foi obrigatório beber uma ginjinha em copo de chocolate.

Para acabar em beleza convidaram-me para almoçar  um belo cozido á portuguesa do qual já tinha saudades.

 

Amanhã tenho que dar o dobro das braçadas na piscina porque as calorias aumentaram já que no Sábado á noite fui a um aniversário e empanturrei-me com bolo de chocolate, para além de outras coisas, tudo bem regado, claro.

 

Há fins de semana entediantes , mas deste não me posso queixar.

 

Hoje há festa no jardim dos girassóis!

O dia amanheceu calmo. Uma pequena brisa fazia ondular suavemente os girassóis, que rodeavam a casa da Libelinha.

Uma imensa mancha amarela, salpicada de folhas verdes, reflectia os primeiros raios de Sol. O silêncio próprio de um amanhecer que fazia adivinhar um dia tranquilo, era apenas interrompido pelo suave piar dos pássaros que faziam voos rasteiros, procurando alguma minhoca desatenta.

Libelinha adormeceu tarde porque decidiu dar um ar ainda mais alegre e primaveril ao seu cantinho. Colocou cortinas novas nas janelas, á porta vasos de malmequeres e amores perfeitos ladeavam um pequeno carreiro que circundava a pequena casa. A sala onde se aninhava todas as noites, também parecia diferente. Sacudiu os tapetes, varreu, limpou o pó, mudou de sítio algumas fotos que expunha aqui e ali. Lençóis coloridos debruavam a cama onde agora dormia. Na cozinha ainda se sentia o cheiro da tarte de amêndoa que era a delícia de quem a visitava. A galinha em louça lá estava, guardando alguns ovos que tinham sobrado.

Pouco a pouco o campo de girassóis, outrora amarelo, começou a ser salpicado de outras cores que vieram em segredo fazer-lhe uma surpresa. Vieram de todo o lado, algumas atravessaram o mar e fizeram questão de também hoje se fazerem presentes. Caminhavam cautelosamente, avisando-se umas ás outras quando faziam algum ruído que as denunciasse.

A amizade vinha de rosa, a simplicidade preferiu o branco, a alegria fez questão de escolher um vestido bem colorido, o sorriso e a gargalhada que eram gémeas vieram de azul, o amor preferiu o vermelho, sabia que seria facilmente identificável com essa cor que toda a gente associava ao coração e ao sentimento mais nobre. A cumplicidade teve alguma dificuldade nas escolhas, já que se identificava com todas as suas amigas, mas decidiu-se pela cor violeta. De repente do amarelo da paisagem surgiu um arco-íris.

Lentamente aproximaram-se da casa e todas em uníssono gritaram:

-Libelinha acorda!

Estremunhada, levantou-se estranhando aquele barulho enorme, que contrastava com o silêncio a que estava habituada, ainda pensou que tivesse sido um sonho, mas de novo as vozes se fizeram ouvir:

-Libelinha acorda!

Caminhou em direcção a janela e abriu-a de par em par...foi então que de boca aberta, sem conseguir articular palavra ouviu um coro dizendo:

Parabéns Libel!

Emocionada, deixou que uma lágrima teimosa rolasse, mas de imediato um enorme sorriso se estampou no rosto e abrindo os braços envolveu todos os que hoje se lhe juntaram para comemorar mais um aniversário.

 

 

Um dia recebi aqui no meu canto um bilhete que guardo carinhosamente e que mostra toda a nobreza de alma e o enorme coração da minha amiga. Dizia assim:

 

"Sabes uma coisa Manu, eu tenho sempre razão quando desafio esta minha mania de me apaixonar por tudo o que a vida me oferece, vivo na busca de motivos para que o encanto nunca termine. Sim, eu preciso, tenho necessidade de ser encantada constantemente, serão manias??....cheias de razoabilidade, penso eu!!...

Não sei onde quero chegar. Mas sei os caminhos que quero percorrer e sei quem quero levar comigo. Preciso de carinho, de música, de beijo, de abraço, de doce, de ser surpreendida, de emoção. Necessito de aventura, de intensidade, de amor, de paixão, de poesia..., de afagos e de gostar de mim!!..

Quero tudo que é quente, tudo que é gelado. O leve e o pesado. Correr e ficar parada. O oito e o oitenta, sem passar pelo meio termo. O carinho e a cólera. A sensibilidade de um olhar e a química de um toque. Viver para quem merece e morrer de amor. Será pretensão de minha parte??..Não. Encontro sempre uma razão para ser feliz.

Gritar até que ecoe do outro lado do mundo e ficar em silêncio, olhando para ti, para mim, para todos os que nos rodeiam e sorriem para nós. ... Quero mil amores, mil amizades à primeira vista e um milhão de finais felizes. Uma razão sentimental.

É preciso encontrar razão em alguma coisa, lutar pelos objectivos, não deixar de ser, nem de fazer, tão pouco de ouvir, mas sempre no alcance da felicidade. Isso sim eu chamo de ESCOLHA!!..."

 

Parabéns Libel!

Um beijo enorme da tua amiga Manu!

 

A outra parte de mim

Já tive muitos desafios na minha vida, já ultrapassei barreiras que pareciam intransponíveis, já tive êxitos e fracassos, já chorei, já ri, já concretizei a maior parte dos meus sonhos, mas de todos eles o maior foi ser mãe.

Não há sucesso profissional, nem riqueza maior do que aquela que  senti quando, pela primeira vez ouvi o seu choro, afaguei a sua pele, o embalei nos meus braços o aconcheguei no berço ou o amamentei. Parece ser o dia da mãe, pensarão...não, hoje é dia do meu filho.

Faz hoje um ano deixei aqui neste canto o muito do que senti, o quanto lhe quero, o quanto o amo. Gostava de o fazer pessoalmente, de dizer olhos nos olhos o que sinto e o que lhe desejo., de o abraçar e dizer "Parabéns Meu Filho!".

É o segundo ano consecutivo que não estou com ele neste dia. Não escrevo como se fosse uma lamentação, não estou triste nem amargurada por estar longe, porque sei que ele está bem, faz o que gosta, voa por esse mundo fora, aproveitando ao mesmo tempo que trabalha, para se divertir, conhecer outras formas de vida, outras culturas, outros países e continentes.

Já correu mundo, já viveu aventuras que partilha comigo quando chega, histórias fantásticas, momentos emocionantes acompanhados de fotos, muitas fotos e filmes.

Da Nova Zelândia falou-me do ambiente "Peace and Love", das paisagens virgens próprias de uma natureza bem preservada.

Da India ficaram-lhe imagens de gentes que apesar de pobres, são de uma simpatia e envolvência que seria impensável ver por aqui em situações idênticas.

O meu coração apertou quando em Cuba passou o furacão "Rita" e ele estava por lá.

A emoção fez-se sentir de uma maneira diferente quando numa operação em que transportava passageiros idosos de Caracas até Havana morre uma senhora a bordo.

Há bem pouco tempo teve de conviver com o clima de guerra que se vive no Afeganistão, em contrapartida há a recordação de situações surpreendentes que viveu no Kuwait, quando passeava com uma colega e em frente de um stand da Ferrari... lembram-se de pedir ao senhor que estava junto de um, se podiam fazer um test drive... - Concerteza - respondeu- o carro é meu, eu tenho muito gosto em vos levar. Ficaram de boca aberta sem saber o que dizer...e lá foram. O personagem era nada mais nada menos que o filho do ministro dos negócios estrangeiros do Kuwait. No dia seguinte convidou-os para ir a um centro comercial e disse-lhes para comprarem a roupa que quisessem, apesar da natural renitência, ficaram mais á vontade quando lhes disse que ganhava muito dinheiro, mas que gostava de o distribuir.

O primeiro Natal longe de mim, passou-o numa tenda lindíssima no meio do deserto a convite dos bombeiros do Kuwait.

No meu disco externo guardo centenas de fotos, onde o posso rever nas águas transparentes das Bahamas, Maldivas, Maurícias...nas paisagens geladas das ilhas Falkland, em grandes cidades...Nova Iorque, Sidney, Vancouver, Lima, Buenos Aires, Rio de Janeiro...

 

Hoje está em Cardiff (UK), devido á erupção do vulcão na Islândia, não pôde como estava previsto voar até ao Dubai, onde os 35º graus eram um convite sedutor para comemorar este dia. Haverá festa com calor ou frio. Por aqui eu vou vivendo um aniversário que apesar da ausência, me deixa com a sensação que serei uma mãe sempre presente.

 

Para estar junto não é preciso estar perto e sim do lado de dentro.

(Leonardo da Vinci)

 

Ontem tive o prazer de conhecer pessoalmente a Mafalda uma mulher fantástica que reflecte no seu olhar uma tranquilidade invejável e uma afabilidade e simpatia inesgotáveis e mais uma vez dou razão ao Jorge Soares quando um dia  num comentário escreveu que sempre achou que as pessoas que andam na blogosfera são pessoas especiais, modéstia á parte, eu acho que ele está coberto de razão.

Entre sorrisos, um delicioso arroz selvagem com legumes e camarão, uma fabulosa tarte de amêndoa, tudo regado com uma fantástica sangria de champanhe, fomos conversando... inevitável falar da blogosfera...falámos das nossas vidas, dos filhos, dos sonhos e....bom...hoje o que quero mesmo é dizer...Parabéns Mafalda!

Passam-se os anos, apagam-se mais velas, mas ficam maiores os bolos e melhores os amigos. Felicidades amiga!

Um ano depois...

 

Passou um ano, parece que foi ontem. Estava sozinha no meu canto quando a minha amiguinha Di me sugeriu que criasse um blog. Nunca tal me tinha passado pela cabeça, nem fazia a mínima ideia como o devia fazer. Passo a passo lá me foi ensinando a preencher tudo o que era necessário  para dar vida ao Cantinho da Manu, o nome também foi ela que sugeriu e aceitei porque era uma das duas únicas pessoas que me chamavam Manu.

 

Sempre sonhei escrever um diário, nunca o fiz,  porque sempre tive medo que alguém descobrisse o que eu tão ciosamente pretendia esconder e agora ironia das ironias , eis-me aqui, publicamente, desnudando-me, expondo-me, abrindo  o meu coração, contando retalhos da minha vida, partilhando alegrias, tristezas, amores e desamores, pensamentos, enfim tudo o que me vai na alma.

 

Não estou arrependida e hoje penso que se tivesse optado pelo diário as folhas amareleceriam e alguém um dia apenas teria o trabalho de colocar mais uma velharia no caixote do lixo.Também aprendi a partilhar, ensinaram-me que os outros são o espelho de nós próprios e que o que gostamos ou não gostamos, reflecte o que queremos manter escondido e que dificilmente ousamos admitir como defeitos que não queremos aceitar.

 

Por vezes penso que deveria dar outra imagem, falar de assuntos mais objectivos, que reflectissem o que penso da sociedade, do mundo, das pessoas, talvez fazer críticas construtivas aos acontecimentos que se vão desenrolando neste nosso pequeno mundo, mas confesso que, por enquanto, não sou capaz e há gente que o faz na perfeição.

Vou continuar a falar de mim, do que penso, da minha vida, do que aprendi, do que de bom e mau fez de mim a pessoa que hoje sou.

 

Quero aprender a aceitar-me, trabalho árduo, eu sei, mas por ser difícil e por gostar de desafios aqui vou deixando um pouco de mim, sem pensar se é bom e se parece bem.

 

Continuo sem me arrepender da frase de Budha que escolhi " Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um, quando partilham ideias cada uma volta com duas" , porque neste meu blog a partilha tem sido uma constante.

 

Para além dos comentários dos amigos e amigas que me visitam e tão carinhosamente me tratam, quero agradecer a foto da mão que o meu amigo Rolando me ofereceu, para além da mão , têm-me oferecido um apoio incondicional, ao Jorge Soares que me sugeriu a criação de um blog de fotos e com uma enorme paciência me ensinou tudo o que existe no meu olhar e como se isso não bastasse convidou-me a participar no Clube da Leitura. Ao Lovenox que me levou para a  esplanada mais famosa de Portugal e para a minha sobrinha com quem tiro dúvidas e peço opinião sobre alguns posts que pretendo publicar, porque sei que ela é sincera e se não gosta diz abertamente e com toda a franqueza o que pensa.

 

Meus amigos, minhas amigas, adorava colocar aqui todos os vossos nomes, acreditem, mas isso seria uma tarefa demasiado árdua, não ficam aqui escritos , mas estão sempre gravados no meu coração com muita amizade e debroados com um enorme sorriso.

Não costumo publicar aqui os selinhos que tão carinhosamente me oferecem , mas hoje não resisto a mostrar um que me foi enviado pelas minhas queridas amigas Libel e Onix.

 O meu blog não é de ouro , os meus amigos esses sim são de ouro.

 

Estive ausente nesta época de Natal e Ano Novo, ainda não visitei ninguém , é o que vou fazer já, já... aproveito para desejar a todos um óptimo 2010.

 

Há um ano atrás estava no meu canto, estes dias...IMAGINEM...estive em Toronto, nas cataratas de Niagara e em Nova Iorque onde fui uma entre um milhão de pessoas em Time Square a dar as boas vindas ao novo ano.

Amanhã, depois, ou daqui a um ano , não sei se estarei por aqui, a vida é sempre imprevisível, apenas hoje, só hoje e neste momento agradeço  e tal como dizia John Lennon:

 

 

"You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one"
 

 

Yin e Yang

-Parabéns Raquel!!! Dá cá um grande abraço!

-Obrigada amiga, ainda bem que vieste.

- Já sabes que não sou muito de dizer aquelas coisas banais que se dizem porque é costume...felicidades...que contes muitos...que este dia se repita por muitos anos...bla, bla, bla...entre nós já não são precisas palavras, sabemos que ambas desejamos o melhor uma á outra.

- Sim eu sei e de  ti não esperava outra coisa.

-Estás feliz?

-Eh...faço os possíveis...

-Mau...não estou a gostar da resposta...vá desembucha,,o que se passa?

-Sabes... ele ainda não me deu os parabéns.

-Oh, não me digas! Então as coisas entre vocês não andam bem.

-Olha deixa lá, hoje não me quero preocupar, é o meu dia, vou ter aqui muitos amigos e tenho que estar radiosa.

- Pronto, pronto, mas não penses que escapas, um dia destes tens que deitar cá para fora essas magoazitas...olha trouxe-te uma lembrancinha, coisa insignificante, mas gostei, espero que gostes também.

-Oh, escusavas de te incomodar!

-Já reparaste no que estás a dizer sua tonta, isso é uma frase feita, achas que me incomodei?

- Desculpa...

- Uma caixa! Linda! Sabes que adoro caixas, esta então é particularmente bonita, com estes símbolos Yin e Yang, parece que estavas a adivinhar que talvez precise de tornar a minha vida um pouco mais equilibrada.

-Abre, abre...

-Uma velinha.

-Já que precisas de encontrar algum equilíbrio, acende-a, certamente te iluminará e ajudará a encontrar o teu caminho.

-Espantoso, tu não sabias de nada e acabaste por me dar um presente com um significado tão apropriado para o momento! Muito obrigada.

- Vai, olha estão a chegar mais convidados, eu fico aqui num cantinho a bebericar, se precisares de alguma coisa diz.

Raquel sorriu, cantou e encantou, fez um lindo discurso, agradeceu, partiu o bolo e fez questão que a primeira fatia  fosse para o marido.

No outro dia sabia que se teria de levantar cedo, que iria trabalhar loucamente e adiaria a conversa que teria de acontecer mais tarde ou mais cedo.  Esqueceria a falta de diálogo, os silêncios prolongados, o amuo sem motivo, a ausência de sorrisos e do abraço carinhoso, e perderia a conta ao número de dias em que não faziam amor

A busca pelo equilíbrio desejado ficaria adiado, sabe-se lá por quanto tempo.

18 de Abril de 2009

Há uns anos atrás entrou na minha vida.

Iluminou-a, deu-lhe cor, alegria...

Nunca mais os meus dias foram iguais.

Ele é a paz, a doçura, a serenidade, a ternura e o amor da minha vida.

O meu filho!!!!

Sentamo-nos , bem aninhadinhos no sofá, rimos, contamos os nossos segredos, as nossas alegrias,  as tristezas, partilhamos ideias, damos conselhos um ao outro...

Descreve-me as aventuras da última viagem que fez, mostra-me  fotos e por fim abre as malas.

O que mais me alegra é que venha donde vier, seja do país mais bonito, do mais quente, com águas límpidas, ou o mais exótico..mal entra em casa, diz: "-Cheguei ao Paraíso!"..

Não vou falar mais dele, eu sei que sou uma mãe "babada", mas que foi a melhor prenda que a vida me deu, isso sem dúvida.

Teve a sorte de encontrar pessoas que ao longo da vida o ajudaram a ser a pessoa que hoje é.

Recordo e agradeço a algumas delas que foram parte importante no seu desenvolvimento e na formação do seu carácter.

Ao pai que sempre lhe incutiu valores muito importantes e sempre esteve atento para que não houvessem desvios.

Ás minhas grandes amigas, Célia e Olga, que me ajudaram a cuidar dele, lhe contaram histórias, brincaram, passearam e que foram "mãe", quando o meu trabalho não me permitia estar sempre presente..

Ás primas, Lara e Mónica, que mesmo longe eram o porto de abrigo quando se encontravam.

Á Maria João e á Paulinha que tantas vezes o levaram á praia,  cuidaram dele e a quem ele carinhosamente chamava "meninas", ou dizia. "-Mamã vou às meninas", hoje já adultas continuam a ser as meninas.

Aos grandes amigos, Filipe, Rodrigo, Raminhos..e tantos , tantos mais, que o têm acompanhado ao longo dos anos, e que têm sido de uma amizade e cumplicidade a toda a prova.

Finalmente  às colegas de viagens , Elizabete, Filipa, Telma,  Alida Diogo, Rui... companheiros de trabalho, de aventuras e que minimizaram a saudade de casa quando estava longe; pessoas impecáveis que tive o prazer de conhecer e de concluir que até nisso teve sorte.

 

18 de Abril, mais um aniversário!

Parabéns meu filho!

 

                                                           

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