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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Banalidades

Ando sem saber o que escrever, mas apesar disso apetece-me fazê-lo, parece um contra-senso, mas a inevitável vontade de fazer aparecer as palavras, é superior á falta de imaginação que me assola neste momento.

Reflexões, críticas, análise...sei lá, talvez escrever banalidades, é isso...pequenas coisas sem importância, pequenos nadas que me enchem, mas que se esvaziam de imediato.

Falar que o meu Pc esteve quase a dizer -Basta, estou cansado...e que pouco faltou para ser substituído. Falar que durante não sei quanto tempo, a minha companheira mais fiel dos últimos tempos, a máquina fotográfica, também resolveu tirar férias e sabe-se lá quando volta...maldizer a névoa do Oeste, quando em Lisboa se sente um calor abrasador. Falar de quem partiu e que foi obrigatória mais uma visita ao aeroporto, do sono que me deixou amarrada ao sofá, depois de uma bela almoçarada culpabilizando-me porque desperdicei um dia que mesmo sem muito sol, era mais um que devia ter vivido em vez de dormir...ah e quando agarrei nas cores e as atirei contra uma tela simplesmente á toa imaginando umas quantas coisas que pareciam tudo o que a imaginação quis que fosse... e ainda quando simplesmente não fiz nada, quando havia tanto por fazer.

Falar de tempo, de paisagens, de pequenos nadas, que me deixam apática, banal, estranhamente sem rumo.

Apetece-me falar por falar, sem nada dizer, sem ideias consistentes, sem contestar, sem ousar, apenas estar.

 

Coisas Banais

A dona deste canto também gosta de coisas que não lhe dão que pensar, sabiam?

Ela medita, analisa, faz perguntas, reflete, lê... não preciso dizer muito mais, vocês lêem o que ela vai escrevinhando por aqui.

Há dias resolvi segui-la sem ela dar por isso ,  nem imaginam o que eu descobri...

Entrou em tudo quanto é loja, experimentou uns quantos pares de sapatos, mas acho que não comprou nenhuns...hum...pareceu-me esquisita quando se trata de calçado... depois foram vestidos, saias, casacos de vários tamanhos e cores, ouviu a opinião da  vendedora, pavoneou-se em frente ao espelho, rodopiou, vestiu, despiu... só de estar a olhar fiquei farta...bom, mas sempre comprou alguma coisita, penso que um vestido...ouvi-a dizer que adora vestidos.

Paragem seguinte...perfumaria...ui... risco e sombras nos olhos, blush, deliniadores de lábios, batons... a páginas tantas de tanto limpar, parecia uma pele vermelha...intervalou com uma investida nos perfumes...borrifa aqui, borrifa ali, ora no papelito, ora nos punhos, tanta coisa para no fim se decidir por um creme de corpo.

Pensam que acabou a peregrinação pelas lojas?...nãooooooooo...

E os óculos de sol? Pois... os que tinha usado no Verão estavam todos riscados de andarem misturados com a areia...vá lá...fiquei admirada porque parecia que sabia bem o que queria e comprou uns que nem lhe ficam nada mal.

Pareceu-me cansada de tanto entrar e sair, de vestir e despir...e sabem onde se foi meter? Imaginem...cabeleireiro...isso mesmo. Tinta para cima, acho que fez bem, os cabelos brancos já teimavam em espreitar e não gosto nada de a ver assim.

Pegou numa revista daquelas que falam de quem namora com quem, quem se separou, as plásticas que fizeram...

A avaliar pela velocidade com que mudava de página pareceu-me  que estava farta daquilo. A certa altura notei que estava muito concentrada a ler qualquer coisa...fui espreitar...tinha que ser, porque é que já não me surpreendo?!

Consegui ler isto:

 

" Somos um meio de transporte. De folhas secas, de barcos, de ideias. Que as nossas águas sejam sempre generosas, que possamos sempre levar adiante todas as coisas ou pessoas que precisarem da nossa ajuda."....e mais..."Estamos sempre diante da primeira vez. Enquanto nos movimentamos entre a nossa nascente (o nascimento) e o nosso destino( a morte), as paisagens serão sempre novas. Devemos encarar todas estas novidades com alegria, e não com medo, porque é inútil temer o que não se pode evitar. Um rio não deixa de correr jamais" .

 

O autor era Paulo Coelho,  não admira que estivesse assim tão concentrada, ela já leu quase tudo dele e penso que gosta.

 

Foi um dia cansativo... finalmente resolveu regressar ao seu canto, pelo caminho ia-se mirando nos vidros das montras...que vaidosa que ela é!!!

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