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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Desafio em cadeia- FIM

Chegou o dia do veredicto, o dia do poema por mim escolhido para que se continue o desafio e se estreitem elos de amizade e partilha de emoções.

Como devem calcular não foi fácil a escolha, porque em todos me revi e todos senti que me foram enviados com muito carinho.

Não vou justicar porque escolhi este e não outro, porque não consigo, apenas segui a minha intuição esquecendo nomes, na certeza porém que apesar de tudo , a minha vontade era que fossem todos escolhidos, mas iria quebrar este desafio.

Todos os sorrisos trouxeram magia, luz, encanto, imaginação, cada um deixou aqui uma onda enorme de uma alegria contagiante.

Muito obrigada a todos os que participaram e que os vosssos sorrisos não acabem aqui.

Bom, mas chega de palavras...

 

Escolhi o sorriso da Rosinda

 

 

O sorriso contagia deixa o rosto iluminado

 

Fá-lo brilhar de alegria, dando-lhe um novo encanto

 

Sorriso doce franco e rasgado,

 

malandreco atrevido, insinuante...

                                                                

Sorrir é uma graça, sorri só por um instante

 

O sorriso pode ser teu cartão de identidade.

 

Sorrir muito faz tanto, tanto...

 

Até mesmo te garanto,

 

Nos faz esquecer a idade,

 

Mas o sorriso mais lindo

 

É o sorriso da Esperança

 

Tão puro, tão inocente no rosto de uma criança...

 

Sorrindo vou versejando

 

Sorrindo de um sonho meu...

 

Quero e vou sorrir sonhando,

 

Mesmo lá longe no céu...

 

Mas enquanto por cá estou

 

Nesta vida de passagem

 

Um sorriso eu vos dou

 

Para alegrar a viagem.

 

 

 

Parabéns Rosinda, espero que com o teu sorriso continues a alegrar a nossa viagem!

 

 

publicado às 20:47

22 de Agosto de 2008

Sentou-se em frente da estante...uma a uma foi abrindo gavetas e tirando papéis da prateleira.

Já passou um ano...chegou a altura de se desfazer de lembranças que preencheram a sua vida durante trinta e quatro anos.

Lentamente foi abrindo envelopes, desfolhando documentos, enquanto visualizava cada momento...tantos momentos!

Planificações, sumários, planos de actividades, actas, relatórios... foram sem cerimónia, directamente para o caixote do lixo.

Chegou a parte mais difícil, a que lhe tocava o coração. Sem pressa foi desdobrando   pequenos bilhetes, poemas, desenhos, histórias...

Lê comovida  frases que lhe foram dedicadas, escritas em papelinhos coloridos enfeitadas com florinhas. Olha para o desenho do menino que não tinha jeito para escrever, e que encontrou uma forma de demonstrar o quanto gostava dela..."Gosto muito de ti professora!...Francisco".

Os olhos percorreram a letra dos muitos poemas que lhe ofereceram, caligrafias perfeitas, adornadas com pássaros , flores e o sol...sempre o sol, e por baixo..."Para a minha professora, com um beijinho da Catarina"

 Bilhetinhos minúsculos, enfeitados com corações que foram interceptados no meio de uma aula ..."Amo-te Joana.", ou "...és muito bonita Sofia." e outro, "...gosto muito da tua camisola Gonçalo...", foram saindo do pequeno envelope acastanhado.

De vez em quando recostava-se na cadeira e de  olhos semicerrados, sem fixar ponto algum, ia lembrando aqueles rostos  vivos, meigos, tristes, marotos...as brigas, as brincadeiras no recreio, as queixas dos mais sensíveis, as vozes de comando dos mais arrojados, o choro dos que eram alvo de algum pontapé, de uma escorregadela, de uma bola que acertava em cheio na cabeça de algum, das calças rasgadas de quem se atreveu a subir às árvores, das canções de roda, dos teatrinhos improvisados, dos baloiços que não paravam, das canções de roda...

Retomava vagarosamente a difícil tarefa de se desfazer de um passado que não poderá apagar, porque será impossível para quem trabalhou com crianças ignorar o amor e o carinho que recebeu ao longo dos anos.

Os papéis,  irão para o lixo, mas as emoções essas ficarão bem guardadas no seu coração.

De repente uma última folha cai no chão....

 

 

publicado às 18:41

Tarde demais

Perdemos tanto tempo a preocuparmo-nos com coisas mesquinhas que por vezes nos esquecemos de dar importância aos pequenos momentos:

Um sorriso

Uma palavra amiga que chegou na hora certa

Um telefonema inesperado

Uma mensagem que se adequa ao momento que estamos a viver

Um abraço sincero

Um elogio feito por quem nós menos esperamos

Um agradecimento por algo que fizemos desinteressadamente

Um convite para uma festa quando pensávamos que estávamos sozinhos

Um olhar de apreço

Um segredo partilhado...

Desgastamo-nos a lembrar aquele momento de outrora, a recordar histórias de um passado que já era, a chorar por um amor que aconteceu...ou então inventamos um amanhã que gostávamos que acontecesse, diferente da realidade que hoje temos.

Pensamos sempre que o futuro será melhor que o presente.

Futuro? Que futuro? Sei lá se estou cá amanhã, ou depois, ou daqui a um ano ou dois...

Adiamos constantemente aquele projecto que gostaríamos de realizar, a viagem de sonho, a reconciliação com o amigo que machucámos, inventando desculpas, ou porque não temos dinheiro , ou tempo, ou  são os filhos que precisam de nós, ou é o trabalho que nos absorve por completo.

E um dia, quando inesperadamente vemos partir amigos que não tinham tempo para dizer o quanto eram amigos, porque estavam absorvidos no seu trabalho, caiem para o lado e passam a ter todo o tempo do mundo, mas numa outra dimensão, num outro espaço, numa outra realidade que desconhecemos.

Sinto-me mal porque não tive tempo de lhes dizer o quanto a amizade deles era importante para mim e porque passei por eles e nem sequer lhes sorri. 

Hoje tarde demais.

 

publicado às 17:29

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