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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

(Des)governação, venha o diabo e escolha

  

 

 

Possuída de alguma curiosidade, depois de ver cair este governo, lembrei-me de aplicar alguns conhecimentos de numerologia e analisar os futuros ou possíveis candidatos à governação.

 

Tive esperança que dos números saísse um líder, um homem com carisma, com garra, capaz de levar a bom porto este barco que ameaça naufragar.

E se não me enganei, os resultados são deveras desanimadores.

 

Comecei pelo candidato que poderá ter mais hipóteses de subir ao poder, Passos Coelho.

Com um número de destino 6, não é de todo um homem com força suficiente para agarrar uma missão que exige neste momento uma mão de ferro. É uma pessoa calma, responsável, sensível que gosta de ajudar e que pode ser demasiado ingénuo deixando que os outros abusem da sua bondade. Como tem como personalidade 6 há a tendência a transformar-se num tapete que toda a gente utiliza e ninguém reconhece. Por vezes faz uso das mentiras brancas, aquelas mentiritas inofensivas que só servem para não magoar. Digamos que é um homem da família, para a família e amigos e não para governar uma nação.

 

Jerónimo de Sousa, um visionário, um filantropo, um homem inteligente que vê mais além, um sonhador que se entristece por ver que os outros não têm  capacidade de ver tão longe quanto ele, tornando-se por vezes intolerante.

Com uma personalidade 4 é uma pessoa digna de confiança, responsável, amigo de regras , ordem sendo o pilar de qualquer empresa. Normalmente são pessoas rígidas, teimosas, cabeçudas e dominadoras, sendo-lhe difícil aceitar quem não é como ele. Ora como vivemos numa desordem, ou melhor num caos, não estou a imaginar este senhor a tolerar tanta anarquia e a gerir com alguma assertividade os nossos destinos, mas eu não sou adivinha, nem devia estar a dar palpites, a vida e as pessoas por vezes surpreendem-nos.

 

Francisco Louçã com um destino 8, sortudo este homem, dinheiro não lhe falta. Materialista, egoísta, amante do prestígio e de uma boa imagem, adora as coisas boas da vida, vestimenta, casa, estatuto social. Possuidor de um grande carisma que atrai bastante os amigos. O prestígio atrai-o de uma forma especial.

Com uma personalidade 3 traz um grau de vitalidade e grande optimismo ao seu destino.É dotado de diversos talentos. Muito social aprecia a camaradagem e quando o desiludem fica devastado. É muito criativo e a escrita, as artes e a produção são atributos deste número.

 

Paulo Portas, um comunicador nato regido por um destino e uma personalidade 3 que fazem dele um bom conversador, tendo sempre algo de importante para contar e gosta tanto de o fazer que muitas vezes se esquece de ouvir os outros. Tem uma habilidade especial para fazer uso das palavras. Muito emocional, tem tendência a dramatizar demasiado situações que não têm a importância que ele lhe dá. Conclusão: Falas bem, mas não me alegras.

 

Curiosamente o único homem que tem o número 1 como destino é o Sócrates que caracteriza os grandes lideres, mas como está num ano pessoal 9 indica o fim de um ciclo, o acabar daquilo que não interessa, o descambar de situações que foram sendo construídas nem sempre da melhor forma. Más sementeiras resultam sempre em más colheitas.

 

Depois desta análise que poderá causar o descrédito de muitos, não vejo em nenhum destes homens coragem, para tomarem medidas drásticas e urgentes a bem da nação. Espero enganar-me.

 

 

 

 

publicado às 17:55

Palavras de alguém que sente como eu

(Foto minha)

 

POEMA DE AGRADECIMENTO À " CORJA " ... de Joaquim Pessoa

 

Obrigado, excelências.

Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade

de vivermos felizes e em paz.

Obrigado

pelo exemplo que se esforçam em nos dar

de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem

dignidade.

Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.

Por não nos darem explicações.

Obrigado por se orgulharem de nos tirar

as coisas por que lutámos e às quais temos direito.

Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.

Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.

Obrigado pela vossa mediocridade.

E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.

Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.

Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.

Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias

um dia menos interessante que o anterior.

Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.

Obrigado por nos darem em troca quase nada.

Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.

Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade

e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.

E pelo vosso vergonhoso descaramento.

Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,

o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.

Obrigado por serem o que são.

Obrigado por serem como são.

Para que não sejamos também assim.

E para que possamos reconhecer facilmente

quem temos de rejeitar.

 

Joaquim Pessoa

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Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.

Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.

O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.

Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.

Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

publicado às 20:55

Ricas Vidas!

Considero-me uma pessoa que tem tudo o que precisa. Consegui á custa de muito trabalho atingir todos os objectivos a que me propus, o que não quer dizer que se tenha esgotado a minha capacidade de sonhar e de querer sempre mais e mais e isso não passa por engrossar a minha conta bancária, mas sim pelo desejo de adquirir mais conhecimento, de me manter activa, de continuar a valorizar-me.

Vivo bem, vivo desafogadamente, posso permitir-me pequenos luxos, se é que podem chamar-se luxos, uma viagem de vez em quando, compras de roupitas novas ( qual a mulher que não gosta?!), assistir a bons espectáculos, cuidar de mim, ir a um bom restaurante e poder comprar para a minha casa alguns objectos que me fazem sentir bem e que me dão o conforto de que preciso.

Mas por vezes dou por mim a culpabilizar-me quando olho para os meus roupeiros atolados de roupa, malas e sapatos ou para as minhas caixinhas onde brilha toda a espécie de quinquilharia (colares, pulseiras e brincos...) e vai daí toca a despejar e a distribuir pelos que mais precisam, como se fosse uma forma de aliviar a consciência para a minha faceta mais perdulária.

Quando reparo nas dificuldades por que passa tanta gente que trabalha ou trabalhou tanto como eu e que não tiveram a mesma sorte que eu tenho , interrogo-me se será justa esta sociedade em que vivemos.

O meu mau estar e peso na consciência ficou ilusoriamente aliviado, quando fiquei a saber pelas revistas Sábado e Focus a quantidade de euros que despendem os nossos governantes em futilidades, ostentando uma riqueza que não condiz com o actual estado do País.

 

Ora vejamos:

Dos deputados e do Governo e autarquias pode ler-se na revista Sábado:

 

Em 2008, o Estado gastou 90,8 milhões de euros em gasolina para os seus 29 mil carros.

O banco de Portugal pagou á BMW mais de 210 mil euros por seis veículos e a propósito disto Medina Carreira diz:" Somos um país de mendigos com carros dignos da Arábia Saudita"

Em 2010 o Estado espera pagar 189,2 milhões em estudos, projectos , pareceres e consultoria.

O secretário de estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, mandou limpar dois tapetes de Arraiolos por 2.179 euros.

A Câmara de Lisboa gastou 9.784 euros em vestuário de cerimónia para os funcionários dos cemitérios.

A Câmara Municipal de Loures comprou 7.278,6 euros de espumante em 2010. O Estado comprou também  espumante no valor de 13.532 euros e o regimento de transmissões do exército adquiriu 4.200 euros de whisky novo.

 

Já na Focus pode ler-se sobre as regalias dos deputados:

 

O Parlamento para este ano aprovou uma verba para deslocações no valor de 3,9 milhões de euros.

Os deputados dispõem de um seguro de vida pago pela Assembleia, mas para além disso dispõem de benesses, que agradariam ao comum dos portugueses que têm de fazer as suas refeições fora de casa, como por exemplo terem café a 30 cêntimos, uma sandes mista por 65, uma Coca -Cola por 75, ou uma cerveja por 55, um whisky novo por 1,65 euros e ainda uma grande variedade de pratos por 4.90 euros.

 

O rol de despesas supérfluas e regalias de quem nos governa enumeradas nestas duas revistas não acaba aqui.

Gostava que acabasse esta provocação, sim, porque só podem andar a gozar connosco!

Ricas vidas no meio de um país de pobres cada vez mais pobres! 

 

publicado às 23:12

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