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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Viajar com Júlio Verne

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É um prazer voltar ao nosso imaginário e recordar livros que nos deixaram fascinados.

 

Julio Verne nasceu em Nantes em 8 de fevereiro de 1828. Fugiu de casa com 11 anos para ser grumete e depois marinheiro. Localizado e recuperado, retornou ao lar paterno.  Num furioso ataque de vergonha pela sua breve e efémera aventura, jurou solenemente (para a sorte de seus milhões de leitores) não voltar a viajar senão em sua imaginação e através de sua fantasia.

Promessa que manteve em mais de oitenta livros.

publicado às 16:45

Pedaços de textos de alguns livros que gostei de ler - 1

Em todos os livros que vou lendo , encontro aqui e ali  textos dos quais gostei em especial. De vez em quando dou por mim a relê-los e a saborear os que de alguma forma mais me emocionaram. Então, por que não partilhar pedacinhos do que me encanta no mundo dos livros?

 

Hoje escolhi uma carta retirada do livro "O Ladrão das Sombras" de Marc Levy e diz assim:

 

Papá

 

Escrevo-te junto ao mar, onde a mamã e eu estamos a passar uns dias de férias. Gostaria que estivesses connosco, mas as coisas são o que são. Gostaria de saber notícias tuas, de saber se és feliz. Quanto à felicidade, para mim é coisa que vai e vem. Se aqui estivesses, podia contar-te o que me está a acontecer e imagino que isso me faria muito bem. Poderias dar-me conselhos. O Luc diz que já não pode mais com os conselhos do pai, eu, pela minha parte, sinto a falta deles.

A mamã acha que a impaciência mata a infância, eu gostava tanto de crescer, papá, ser livre para viajar, fugir dos lugares onde não me sinto bem. Quando for adulto, vou partir ao teu encontro, e vou encontrar-te, estejas onde estiveres.

Se daqui até lá não nos voltarmos a ver, teremos então tantas coisas para contar um ao outro que precisaremos de cem almoços para dizer tudo, ou pelo menos uma semana de férias apenas para nós dois. Seria formidável passarmos tanto tempo juntos. Adivinho que deve ser complicado e pergunto-me porquê. De cada vez quando penso nisso, pergunto-me também porque não escreves. Tu, papá sabes onde eu moro. Talvez respondas a este postal, talvez eu encontre uma carta tua quando voltar para casa, talvez venhas procurar-me.

 

Acho que estou farto de tantos talvez.

O teu filho que apesar de tudo te ama

 

 

publicado às 18:56

Internet..o que deu e o que tirou

Tenho á minha frente uma estante cheia de livros e enciclopédias com lombadas de várias cores e que hoje mais não servem do que para dar um colorido agradável á sala.

Durante anos fui comprando tudo o que achei necessário para me manter actualizada, para investigar e para me documentar sobre assuntos que a profissão exigia, ou que a minha natural curiosidade pedia.

Substitui o desfolhar dos livros, pelo teclado de um computador, provavelmente um dia alguém olhará para eles e nem saberão  que destino lhes dar.

Com a Internet passeamos pelo mundo, conversamos, participamos em debates, damos opiniões, programam-se viagens, fazem-se negócios, enfim..uma infinidade de coisas impensáveis há uns anos atrás.

É notícia em jornais e revistas o impacto que as redes sociais têm na vida de toda a gente. Falam-se nos lucros, da venda , investimentos ...

Por detrás de um teclado começam e acabam relações, marcam-se encontros, quem está sozinho procura companhia e quem tem companhia também a procura, fingindo que está sozinho. Felicitam-se os conhecidos e desconhecidos por mais um aniversário, comentam-se fotos, demonstra-se profundo pesar pelo falecimento de alguém que é amigo daquele amigo que está não sei onde e que faleceu não interessa como.

Escolhe-se o melhor local para ir de férias, marcam-se viagens, lê-se sobre os últimos acontecimentos políticos, o último escândalo, o tempo que vai fazer, da fatiota que estará na moda na próxima estação,da mais recente catrástofre ecolológica, do caos financeiro, da última greve, fala-se com a família e amigos que estão longe e minimiza-se a saudade.

Eu  continuo a escrever e de vez em quando olho para a minha enciclopédia Portuguesa Brasileira, que em tempos foi o meu "Google" e sinto saudades do tempo em que o cheiro do papel me entrava pelas narinas enquanto desfolhava cada página e é com o mesmo encantamento que hoje faço uma pesquisa por aqui.

Se não fosse um artigo que li há dias na revista Sábado, nem me questionava sobre coisas que deixei de fazer com o aparecimento da net.

Quem ainda se lembra de ter duas horas de almoço, sem ter de ir ver emails ou fazer a plantação na Farmville?

Quando foi a última vez que estivemos num café rodeados de amigos discutindo saudavelmente um determinado assunto?

E os álbuns de fotografias? Há quanto tempo estão arrumados e esquecidos por terem sido substituídos pelo Picasa, Flickr, ou Photobucket?

Há muito que não me lembro de receber na minha caixa do correio , outra coisa que não seja propaganda ou facturas para pagar.

Deixei de vaguear pelas discotecas á procura das últimas novidades musicais.

Jornais e revistas raramente compro, apenas me perco quando se trata de escolher uma boa leitura.

Não quero fazer passar a ideia que sou uma saudosista ou que gostava que deixasse de existir Internet, apenas quis lembrar algumas coisas que deixámos de fazer, eu algumas, outras pessoas terão deixado de fazer outras e concerteza existirão ainda outras para quem WWW, não significa absolutamente nada.

Há pouco tempo um vulcão fez parar meio mundo, imagine-se se de repente a Internet sofresse um apagão? ...não, não consigo imaginar!

 

 

 

publicado às 21:00

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