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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Será que tenho escrito na cara "Parva"?

Foto minha

 

Sei que não tenho o QI do Einsten e que estou muito aquém dos supra sumos que povoam o nosso universo intelectual.

 

Sou lúcida o suficiente para saber até onde posso ir e do que posso fazer.

 

Também tenho consciência das minhas capacidades físicas e intelectuais, se são muitas ou poucas, não interessa o mais importante para mim é mesmo tentar valorizar, respeitar e ajudar sempre que possível os outros.

 

Sou sensível e com uma intuição que dia para dia vai aumentando o que em certas circunstâncias pode causar um certo desconforto, porque me apercebo de coisas que calo, mas que sinto.

 

Por vezes dou por mim a pensar que se nos remetêssemos ao tempo em que ainda não existia linguagem, apenas telepatia, eu seria uma expert.

 

Daí a minha consternação e revolta quando me prometem algo que eu sei de antemão que não podem cumprir, ou ainda quando afirmam com tanta certeza certas verdades que eu sinto que são puras mentiras.

 

Como reajo? Pois se calhar não será da melhor forma, porque em vez de confrontar, de argumentar, finjo que sim.

 

Talvez esta não seja mesmo a melhor postura, mas é uma forma de pensarem que sou parva e mais tarde ou mais cedo, iludidos(as) com a minha ingenuidade mascarada a verdade vem sempre ao de cima.

 

Agora ando aqui num dilema, ou continuo a fingir que sou parva ou então viro a mesa e digo logo tudo o que me desagrada, me entristece, me corrói a alma, me constrange e me despedaça o coração.

 

Se calhar o melhor mesmo é tirar a máscara.

 

 

Cirurgia estética

Muito se fala de métodos para rejuvenescer, para apagar sinais que o tempo foi deixando, marcas de sorrisos, lágrimas, preocupações, alegrias e vitórias.

Inventam-se novas formas  para disfarçar o tempo que passou, como se isso fosse um remédio para curar e disfarçar um passado que não se quer aceitar.

Andei á procura e encontrei, não um creme, não uma cirurgia, peeling ou botox, descobri num texto que li, o remédio para rejuvenescer e para eliminar de uma vez por todas,  os efeitos de um tempo que foi.

 

Cirurgia interior

 

Uma cirurgia para o nariz empinado pelo orgulho e pela soberba.

Outra na correção da língua venenosa e ardilosa.

Drenagem linfática para retirar o orgulho, a inveja e a ingratidão

Diversos peelings profundos na culpa e no remorso.

Uma dermo esfoliação nas cicatrizes deixadas pela  falta de perdão e pelo ódio, assim como no rancor envelhecido.

Uma máscara facial para retirar as expressões de mágoas e ressentimentos, igualmente nas asperezas da insensibilidade no trato com as pessoas.

Depois completar com uma hidratação de sorriso e alegria; não esquecer de hidratar as mãos todos os dias com a prática da solidariedade e da caridade.

Colocar lentes coloridas da misericórdia e da paciência, para iluminar o olhar.

Realizar um implante de entusiasmo e atitude positiva e melhorar a humildade e o desinteresse por questões materiais.

Aplicar botox para esticar a esperança e a fé.

Realçar o cabelo com luzes da consciência tranquila e da paz de espírito.

Finalizar com uma hidromassagem, usando sais de generosidade e pétalas de tolerância.

 

Estes ingredientes não se encontram nas melhores lojas do ramo.

Estão dentro de si!

A Máscara

O espectáculo está prestes a começar.

Lá atrás dá os últimos retoques nos lábios, ajeita o vestido,compõe a gola , aperta os últimos botões, olha-se ao espelho, ajeita a madeixa que teimosamente descai sobre a testa. Ensaia o sorriso, o gesto das mãos, a maneira de olhar, respira fundo enquanto fecha os olhos e relembra tudo o que estudou e ensaiou.

Não há luz, não há som, não há cor , apenas ela.

Sabe cada gesto, cada passo...

Lentamente o pano sobe.

Sorri, porque a proibiram de chorar, canta, porque alguém não gosta de silêncio, dança porque não é permitido parar.

Ouve lamentos, desabafos, consola e volta a sorrir.

Ensina o que nunca conseguiu aprender, voa sem saber voar, escuta o que nunca lhe tinham dito.

Apetecia-lhe chorar, falar sobre as sua fragilidades, os seus medos, os seus sonhos...dos encantos, de alegrias pasageiras, do amor, da saudade...não pode... está no palco, a plateia quer gargalhadas, fugir por momentos da realidade, sentir que está num mundo que tal como ela gostavam de ter .

E todos os dias quando o pano cai, despe-se de tudo, apaga as luzes e tira a máscara.

 

 

 

 

 

 

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