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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

O que queremos pode não ser o melhor

 

Quando insistimos em repetir padrões que nos deixam infelizes, quando o coração julga ter feito a melhor escolha, quando há uma vozinha que nem sequer queremos ouvir, sussurrando baixinho que não é por ali o caminho, quando se insiste em viver de olhos toldados por lágrimas, alternados por precários momentos de alegria, que ilusoriamente cremos serem esses os verdadeiros, vive-se na esperança de que amanhã será melhor, que tudo vai mudar do jeito que nós idealizámos, pintando a realidade de cores alegres, nada condizentes com o que experienciamos.

 

E um dia, já fartas de sofrer, em que se esgotam todas as capacidades de argumentação de um coração que foi feito para amar e não para pensar, um dia, dizia eu, acorda-se e como que por magia e tudo começa a ficar mais claro e o discernimento nunca antes conseguido, dá lugar a uma força inexplicável, vinda sabe-se lá de onde, mudando o rumo dos acontecimentos.

 

Aprendemos com o sofrimento, com enganos e desenganos, com mentiras e mágoas, com lágrimas e sorrisos e por mais incrível que pareça aprendemos que:

Quando as coisas não acontecem como a gente quer, é porque vão acontecer outras melhores do que a gente pensa.

 

Puxa, mas era preciso sofrer tanto para chegar a esta conclusão?

 

 

Em modo "piloto automático"

Por diversas razões este cantinho vai passar a apresentar novo formato, ou seja, frases, palavras, imagens, vídeos...que têm estado arrumadas em gavetas e que fui e vou guardando e que de algum modo reflectem o que penso, sinto e vou lendo por aí. 

Tudo ou quase tudo o que não for da minha autoria será devidamente assinalado e os créditos dados a quem os tem.

E para começar deixo uma frase de François Fénelon, teólogo católico, que diz o seguinte:

 

" Antes de buscarmos o perigo, torna-se indispensável prevê-lo e temê-lo, mas quando estamos metidos nele, só nos resta desprezá-lo."

 

Como não faço previsões perigosas, não tenho medo do que não conheço, fujo de situações que julgo de antemão possam ser desconfortáveis, logo não sinto necessidade de desprezar seja o que for ou quem for, prefiro ignorar.

 

Frase esquisita esta!!!

 

Relacionamentos

Relacionamentos

 

 

 

Tenho andado um pouco indecisa na escolha dos temas que gostava de escrever . Tinha seleccionado três e não havia forma de me decidir.

De repente e por coincidência veio a resposta, quando li aqui algo que veio ajudar a escolha..."Relacionamentos". Não venho acrescentar nada de novo ao que já se sabe, nem dar uma receita milagrosa para acabar com as dificuldades que hoje se nos deparam, quando se parte para uma relação a dois.

 

Penso que cada vez é mais difícil  equilibrar a forma como nos relacionamos e diminuir o constante e já habitual junta/separa.

É verdade que há uma grande confusão, homens e mulheres andam assustados.

A ausência de valores, ou talvez o meu modo retrógrado de interpretar as coisas (pensarão alguns), faz-me reflectir que ou estou a viver noutro mundo, ou então a palavra relação foi adulterada e que antes aquilo a que chamávamos de amor, cumplicidade, respeito, companheirismo...deixou de fazer sentido.

 

As pessoas têm medo de se comprometer, de viver com...e pensam que a sua liberdade será cerceada, se houver compromisso.

 

Por outros lado há uma avidez de experimentar coisas novas, sensações diferentes, mas o resultado será sempre igual... e cito a autora do artigo..."Tudo começa normalmente com o chamado "boy meets girl". No início ela é gira, divertida e torna-se a mulher da sua vida. Passam imenso tempo juntos, enviam emails, mensagens, telefonam a toda a hora só para mandar beijinhos e saem mais cedo do trabalho só para terem sexo" e tudo termina um dia  "Até que a Maria começa a queixar-se que ele agora lhe liga menos, ele começa a substituir as tardes com ela por mais trabalho e ambos passam a fazer menos sexo (pelo menos um com o outro). Um dia discutem porque ela convida-o para ir jantar a casa dos pais dela, ele recusa, e acabam a relação".

 

 

Eu sei que é preciso engenho e arte para manter uma relação, sei que não é fácil, as pessoas não querem sofrer, muitas estão magoadas e quando partem para um novo relacionamento vão, ou para tentar ultrapassar dores antigas e fechadas para uma verdadeira entrega, ou procurando no outro aquilo que só poderão encontrar dentro delas próprias.

 

Não é fácil partilhar o dia a dia com alguém e se acrescentarmos os problemas que advêm com o nascimento dos filhos e com o stress no trabalho, mais difícil será.

Deixa de haver tempo e disposição para surpreender, para jantares românticos, para uma noite de sexo diferente, para um presente sem data marcada.

Não há tempo para diálogo, para namorar, para enviar a mensagem a meio da manhã.

O tempo é de rotinas.

 

E de repente o perigo espreita, qual manjar divinal, que surge do nada e que aparece como solução para todos os problemas , ou para esquecer os que temos.

Ele/ela, seduz, atrai, há como que um íman que os liga quando se olham pela primeira vez...  não há problemas para resolver, nem contas para pagar, não há discussões... há entusiasmo, há alegria, há vontade de agradar, de surpreender, há conquista...e inicia-se uma relação fora da relação  e tudo se repete...à euforia inicial segue mais tarde ou mais cedo, o desinteresse e afastamento, para já não falar de mais um casamento/relação desfeitos na maioria dos casos; tudo não passou de uma miragem. Não sei se o crime compensa.

 

Nesta época  tão conturbada socialmente, de tantas alterações rápidas de comportamentos, dou por mim a perguntar, quem terá inventado a monogamia...será que andamos a contrariar desde os primórdios, uma coisa que é inata, que alguém se lembrou de regular e que na verdade, nascemos para ser poligâmicos?

Será que pouco e pouco a ideia  de família, de relacionamento se está a alterar e estes tempos não são mais que o ruir de conceitos ancestrais que parecem não fazer sentido nos dias de hoje?

Será que o amor é uma palavra demodé? Ou será que queremos construir uma outra forma de nos relacionarmos e que para isso temos que errar, atingir o caos, mergulhar num processo de auto destruição, de conflitos emocionais, para que um dia possamos renascer e aprender que:

 

Para conseguir amar alguém, é preciso amar-se a si próprio.

Que ninguém se deve anular em nome do amor

Que amar não é criar apegos

Que amar não é caminhar nem atrás nem á frente, mas sim lado a lado, para podermos estender a mão e apoiar.

Que a espontaneidade  e a capacidade de surpreender são a melhor forma de sedimentar uma relação.

Que não se pode usar o amor para curar feridas, ou esquecer outro amor.

Que uma relação passa pela prática do amor incondicional... amar é querer que o outro esteja feliz.

Que haverá sempre discussões, zangas, mas se houver amor e respeito, servirão para estreitar laços.

 

Amar não é fácil e nem sempre o amor dura uma vida, mas enquanto durar, que seja a demonstração do que mais genuíno e puro podemos dar e receber.

 

Felizmente nem tudo é mau e aqui e ali, vão surgindo casos de pessoas que conseguem manter uma relação equilibrada, reiinventando o amor todos os dias.

Momento de mudança

Tinha preparado para hoje um post bem diferente.

Há muito que andava à procura de um momento oportuno para deixar aqui a imagem que simpaticamente me foi oferecida pelo ENTREMARES que traduz na perfeição a forma como ele viu o meu canto... pois esse momento chegou!

Pausa para reflectir, para me questionar, para transformar, porque a vida é uma constante mudança. Círculos perfeitos fazem-nos crer que tudo gira, nada é permanente e que tentar equilibrar-me para que novas iniciativas e novas ideias florescem é e será sempre a minha prioridade.

Existirão na vida de todos nós, mãos que estarão sempre prontas  a apoiar-nos , a segurar-nos quando se aproximarem momentos menos bons ou a congratularem-se quando experimentamos outros de alegria e felicidade, é o que espero que aconteça por aqui e o que tentarei retribuir a todos com amizade e dedicação.

Tudo isto para dizer, que estou cansada de mim, estou cansada do que escrevo, das minhas histórias de vida, da minha vida e das minhas reflexões.

Quero mudar, não vou deixar de ser eu, mas há uma vontade de ser mais objectiva e de deixar aqui não as minhas experiências, mas algo mais ligeiro, talvez mais alegre, música, poemas, pequenos textos de autores que me têm impressionado, ou algo que surja na altura e que agora nem eu própria sei, enfim algo dos outros visto com os meus olhos.

Nem sempre é fácil mudar, mas pior que isso é sentir que chegou a altura de o fazer e continuar acomodada.

Coragem precisa-se!

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