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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

A resposta que dá que pensar.

Recebi este e-mail a 18 de Janeiro de 2005, nunca tive coragem de o apagar.

A mensagem é forte  e mais uma vez somos levados a reflectir sobre o que é realmente importante neste mundo em que vivemos.

Continua actual  a resposta dada pelo então ministro da educação brasileiro Cristovam Buarque durante um debate numa universidade americana.

 

"Cristovam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia ( ideia que surge frequentemente nalguns sectores da sociedade americana e que naturalmente incomoda os brasileiros)

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

 

Esta foi a resposta do ministro:

 

De facto como brasileiro  eu sempre falaria  contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que os nossos governos não tenham tido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob a ética humanista deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas petrolíferas do mundo inteiro...o petróleo é tão importante para o bem estar da humanidade, quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso os donos das reservas, sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo  e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma o capital financeiro dos países ricos, devia ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, não devia ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave como o desemprego provocado por decisões arbitrárias dos especuladores globais.

Não podemos deixar que as reservas financeiras, sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia eu gostaria de ver internacionalizados, todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas á França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar que esse património cultural seja manipulado e destruído por um proprietário, ou por um país.

Não faz muito tempo um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre; antes disso aquele quadro devia ser internacionalizado.

Durante este encontro os Estados Unidos estão a realizar o Fórum Milénio, mas alguns presidentes de países, tiveram dificuldade em comparecer, por constrangimentos na fronteira dos Estados Unidos. Por isso acho que Nova Iorque como sede das Nações Unidas devia ser internacionalizada. Pelo menos Manhattam, Paris, Veneza, Londres, Rio de Janeiro, Brasília Recife...cada cidade com a sua beleza específica, com a sua história devia pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também os arsenais nucleares dos EUA, até porque eles já demonstraram que são capazes de usar armas, provocando uma destruição milhares de vezes superior que as queimadas da Amazónia.

Nos seus debates os candidatos á presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas naturais do mundo em troca da dívida. Comecemos por utilizar essa dívida, para garantir que cada criança tenha possibilidade de comer e de ir á escola.

Internacionalizemos as crianças, tratando-as todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro, ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da humanidade eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista aceito defender a internacionalização do mundo, mas enquanto o mundo me tratar como um brasileiro lutarei para que a Amazónia seja só nossa. Só nossa!"

 

Desconheço se ainda haverá alguns americanos a querer internacionalizar a Amazónia, devíamos sim abraçar todas as crianças que passam fome e são maltratadas independentemente da raça, da cor, do credo religioso ou do país.

 

Ps. Este discurso foi censurado e não foi divulgado.

 

 

publicado às 23:21

A sorrir

Eu quero rir-me, eu tenho de rir-me... não será certamente a reacção esperada, por  quem tem como objectivo machucar,  magoar, e pensar que está a abrir feridas que há muito estão saradas.

A convicção de que atingem o alvo é tão ilusória que dá pena.

A mesquinhez, o pensar pequenino, o perder tempo a arquitectar estratégias que visam reduzir a auto- estima, o amor próprio, o respeito, a sensibilidade, os valores e princípios que regem as pessoas de bem, é algo que me entristece e me deixa com a certeza que só a insegurança pode estar na origem de certos actos infantis e imaturos.

Quero continuar a rir-me, ou melhor a sorrir, ao mesmo tempo sentir que os meus olhos brilham, porque quero que seja sincero o meu sorriso.

Quero que as pessoas que amo e que me amam também, tenham a percepção que no meu sorrir, não há ironia, nem sarcasmo ou intuito de conseguir  algo mais do que a mútua partilha de emoções sinceras e genuínas.

 

publicado às 22:17

A melhor resposta

 

No intervalo de uma mesa redonda sobre religião e paz entre os povos o teólogo brasileiro Leonardp Boff perguntou a Dalai Lama:

- Santidade , qual a melhor religião?

Dalai Lama esboçou um sorriso e respondeu:

- A melhor religião é aquela que te aproxima do Infinito, que te faz melhor.

Leonardo Boff, ficou perplexo com a resposta, porque pensava que ele ia dizer que a melhor seria o Budismo Tibetano.

- A que me faz melhor?!

- Aquilo que te faz mais compassivo, aquilo que te faz mais sensível, desapegado, amoroso, mais humanitário...mais ético.

A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião.-respondeu Dalai Lama

Boff nunca mais esqueceu esta resposta sábia e irrefutável.

 

Não importa se temos ou não temos religião, o que realmente importa é a nossa conduta perante a família, a comunidade e o mundo.

 

O Universo é o eco das nossas acções e dos nossos pensamentos.

A lei da Acção e Reacção não é só uma lei da Física, ela também está nas relações humanas.

Se fizer pelo bem , receberei o bem, se fizer pelo mal, receberei o mal.

Já os nossos avós diziam: " Terás sempre o dobro daquilo que desejares aos outros."

 

publicado às 19:37

O que hei-de ler a seguir?

Hoje dei uma volta à  estante dos livros para ver se havia algum que ainda não tivesse lido ou um ou outro que gostasse de reler.

Tenho aqui uma sebenta de Fitoterapia a olhar para mim, mas confesso que estou sem pachorra para empinar os 145 nomes de medicamentos e respectivas fórmulas; vou adiando. Quero um livro que me prenda, que me deixe agarradinha ao sofá durante algumas horas.

Dei uma vista de olhos por alguns que me marcaram e não resisto a publicar um pensamento que li e que apareceu por acaso, ou será que não foi por acaso?Será que foi mesmo o que precisava de ler no momento?

                                          "AMOR"

" Olha para dentro de ti. Sente o teu coração. Como está?:

...encolhido, fechado, demasiado aberto, dorido...

Aceita-o como estiver e abraça-te, perdoando todas aquelas culpas ou erros que tu próprio inculcaste ou deixaste que as outras pessoas o fizessem. Começa a respirar fundo deixando o teu coração sem temor nem nenhum tipo de dor.

Dá-lhe autorização para caminhar sem medo, diz-lhe que és maravilhosa, que fazes tudo muito bem.

Diz-lhe que o processo de vida é correcto e sábio trazendo-te a cada momento aquilo que precisas. Dedica muito mais atenção a ti própria e aprende a querer-te tal como decidiste ser.

Pouco a pouco entrarás num mundo de paz interior."

 

Acho que por hoje vou adiar a minha ida à livraria. Vou enroscar-me numa mantinha, respirar e pensar no que li.

publicado às 16:30

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