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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Desafio em cadeia...mais sorrisos chegaram

Da minha amiga Marta veio a subtileza com que sabe sorrir.

 

 

SORRISO

O tema é desafiante e o tempo limita-me...

Porquê?

Porque não sou nem serei(acredito) uma praticante entusiasta de sorrisos(risos?).

Pelas razões habituais e que se repetem na vida de tantos e não só uma exclusividade minha, e portanto não seria uma razão impeditiva para que ele ocorresse...Existem centenas de pessoas com vivências muito mais traumáticas e estendidas no tempo que as minhas, e, ainda assim sorriem/ riem muito. Concedo e acredito que o defeito(?) está em mim, mas é estrutural -acreditem-me.

Ou então é deste peso e esta sensação de ter uma responsabilidade enorme nas costas, desde que me conheço por gente e que não consigo definir, nem explicar bem porquê...

Ou livrar-me dele!

Conhecem a figura do Deus Atlas? Coloquem-lhe a minha cara!

Nunca fui efusiva ou agitada e, quando olho para as minhas fotografias de criança, detecto sempre uma certa tensão e uma preocupação no olhar, cujos motivos dos que contactavam comigo conheciam e que ensombravam o riso solto e despreocupado que, sendo o normal na idade , nunca me ocorria.

É claro que falo do riso solto, dos que enchem o coração o nosso e dos que o escutam.

Pois comigo eram mais raros.

Por outro lado sempre tive sentido de humor e, por poucas vezes me levei muito a sério, sempre gostei de observar a mim e aos outros e de detectar as incoerências e o desfazer de tantas certezas que resistem á experiência que é viver todos os dias no meio dos outros...

E com os outros.

Adoro observar as "desinteligências" e tocar na ferida com humor, procurando que me informem das justificaçõe de determinados comportamentos prejudiciais para além do "é mesmo assim" ou " mas toda a gente faz/fez sempre assim!"

 

O meu sentido de humor dispara quando escuto essas palavras e torno-me inquisitiva, mas sempre pela positiva. 

Eu pelo menos divirto-me interiormente e penso que se nota...digo eu.

Já fiz rir e desarmei muita gente com este meu sentido de humor respeitoso, mas insistente...;)

Não tenho más experiências, tiradas sempre que ocorreram quando detecto situações dessas. Esse exercício está-me sempre na mira e sempre foi motivo para observações, que fazem rebentar de riso a mim e aos outros.

Que querem? mexem com a minha veia humorística!

Por outro lado acredito no meio sorriso, ou seja, naquele ar a tender para o sereno e no sorriso que "oleia" e desarma as caras demasiado sérias, nas relações pessoais e profissionais.

Esse sim, o meio-sorriso, está meio tatuado no meu rosto e, penso ser justo dizer que o pratico desde que saio da cama, até cair exausta á noite no sofá...É algo militante em mim e, salvo me tirem duas ou três coisas muito essenciais, ele anda sempre estampadinho na minha cara

Se quiserem alguém que ri de gargalhada apesar dos pesares (ou porque consegue se dissociar deles?), então procurem a minha mãe e peça-lhe um texto.

Gostaria muito de o ler, porque, mesmo nas minhas memórias mais ancestrais, recordo-me de ver sorrir a minha mãe, todos os dias.

E foi bom ter tido essa vivência, que reconheço e agradeço.

Mas  nunca entendi bem como ela o conseguiu/consegue.

Portanto, penso que percebem a razão pela qual não sou, nem serei uma especialista no assunto do riso…

E por isso fiz o possível e ando aqui às voltas com o tema, se calhar com pouca substância no que escrevo, apenas para responder (tentar?) ao desafio da minha amiga Manu.

Que merece o melhor dos meus sorrisos J!

Marta M

 

Para ti Marta, quero pintar e deixar aqui o meu melhor sorriso!

 

  A minha querida sobrinha Lara brindou-me com um sorriso poderoso que desarma os corações mais empedernidos

 

Um sorriso é como uma imagem. Vale mais que mil palavras.

Derrete o gelo, esconde a tristeza, denuncia a alegria incontida de um amor. 
Um sorriso envolve menos músculos que uma expressão facial carrancuda. Então porque é que somos mais carrancudos que sorridentes?
Eu sorrio. Sorrio muito. Quando estou feliz, quando estou nervosa... Porque um sorriso é sempre a arma mais poderosa
        
Para ti Lara desejo que consigas sempre descobrir o meu sorriso
  
  
  
 
Do meu amigo poeta João Severino recebi um sorriso de esperança        
 
          A escrever um pouco à pressa
         Escrevo sempre de improviso
         Quando faço uma promessa
         Junto-lhe sempre um sorriso

 
          Encontrei na minha rua
          Um sorriso abandonado
          Suponho que é Obra tua
          Porque estava enfeitiçado
       
          Tinha no Riso uma esperança
          Tão bela cheia de amor
          Num sorriso de Criança
          Em arco-iris cheio de côr
     
         Na rede do teu sorriso
         Há uma algema de amor
         Que me prende ao paraíso
         Desse teu jardim em flor
  
         Mas se um dia te encontrar
         Sem sorriso, num desgosto
         Mergulhada em solidão
                    
         Prometo que Te vou guardar
         Para sempre,  esse teu rosto
         Sorrindo,... em meu coração
Para ti João vai embrulhadinho numa onda o meu sorriso
 

Energia...como se perde, como se ganha

Desde sempre achei que haviam pessoas que me deixavam completamente fragilizada, sem forças, com incapacidade de acção e um nevosismo inexplicável. Durante muito tempo não encontrei resposta para este estado tão debilitado que por vezes surgia.

Lembro-me de certos professores que me faziam tremer mal se aproximavam, estar nas aulas deles era uma tortura, não pelos castigos, mas pela postura, pelos gritos, pelo aspecto pouco amistoso e ditador que imprimiam ao discurso. Outros pelo contrário eram a antítese e não era por isso que tinha mais respeito a uns que a outros.

Não sou pessoa para  aceitar, tinha que descobrir onde, como, quando e o porquê destes desiquilíbrios, como se formam e como se transformam, mas também sei que no tempo certo as respostas surgem e elas apareceram quando descobri o livro "A Profecia Celestina"; parece que tinha sido tocada por uma varinha mágica... fez-se luz, encontrei respostas.

Aprendi que estamos rodeados de protões, electrões, átomos, neutrões...ou seja energia.  Tudo o que se move, anima a matéria e transforma-a em energia. Está em nós próprios, na comida, na natureza...

Nem sempre conseguimos gerir as nossas energias e vamos buscá-las aos outros com quem interagimos no dia a dia. Insconscientemente roubamos energia, quando nos queixamos dos problemas no trabalho, dos conflitos com os filhos, quando falamos das nossas preocupações com amargura e desânimo ou no stress que gerou na nossa vida uma determinada situação...é nestas alturas que nos transformamos em vítimas.

Também  já me servi desta estratégia para me revitalizar, também já me senti bastante débil quando me faziam o mesmo.

Com  leituras , conversas, experimentação, fui a pouco e pouco encontrando formas de me proteger e ao invés de tirar, começo a pouco e pouco a dar sem ficar lesada e oferecer  aquilo que dificilmente me tentam roubar.

Não é fácil colocar em prática este processo de defesa/partilha, requer muita prática, intuição, estar atenta , disponível e perceber que a solução está dentro de mim.

 

Assim aprendi:

Quando vejo alguém triste e queixoso dou-lhe apoio, um ombro, uma palavra e não deixo que transfiram para mim toda a negatividade... e sorrio

Quando me questionam com ar pouco amistoso, retribuo com ar acolhedor... e sorrio

Quando me mentem sei que a pior estratégia é desmentir, confrontar, porque  mente-se para esconder uma verdade e quem mente não quer ser desmacarado; então deixo que o tempo revele o que agora se esconde, aguardo... e sorrio.

Quando põem em causa a minha conduta, o meu comportamento... em silêncio, espero que a verdade venha ao de cima... e sorrio.

Quando a ausência, a solidão, a falta de carinho, da presença animadora, quando a saudade aperta... socorro-me da minha força interior e tento encontrar em mim própria as respostas que tardam ...e sorrio.

Com sorrisos, desarma-se a violência, a intolerância, o medo, a prepotência, a calúnia, a vítima e o ditador.

Quando por algum motivo indecifrável me sinto a descambar, nostálgica, desanimada, tento não me torturar e busco momentos de beleza para além da minha janela e existe sempre um olhar para aquele mar, aquela flor, aquele amanhecer, as árvores, as montanhas mais altas, o canto dos pássaros, o perfume das flores... e aprendo que a natureza é a única fonte de energia  disponível, que simplesmente dá sem pedir nada em troca

E no final apenas sorrio.

 

 

Make Up

Elegante, esguia, de saia bem justa ligeiramente abaixo do joelho,  blusa de cor suave, saltos altos , uma boa postura, mãos tratadas com dedos esguios, unhas pintadas de cor discreta, um perfume leve que pairava o dia todo á sua volta. Nos olhos uma sombra  esbatida , arrematada com risco preto,  dava-lhe um olhar profundo e ainda mais meigo. O pó de arroz que cobria a sua face fazia com que  parecesse uma frágil peça de porcelana...era esta a imagem da minha primeira professora, a D. Fernanda

Sempre que podia ia para junto dela, inventava uma dúvida só para apreciar em pormenor as cores que lhe cobriam a cara. Pensava que um dia, quando ganhasse o meu primeiro dinheiro, também eu iria comprar tudo para poder pintar-me como ela.

Esse dia chegou. Sentava-me á noite em frente ao espelho e pintava os olhos... ora de azul, ora verde, ora castanho...batons de várias cores completavam o meu estojo. e no final empoeirava-me com pó de arroz. Não saía á rua assim, fazia-o por prazer, uma brincadeira...

Os anos passaram, hoje há o ritual de todas as manhãs...limpeza, tonificação, hidratação, rímel,  baton e sei lá que mais.

De vez em quando sorrio para o espelho e lembro-me daquela anedota do alentejano que pergunta á sua mulher:

-Maria, por que te estás pintando?

-Ora, homem...é pra ficar mais bonita.

-Atão mulher ...e por que é que na ficas?

 

E lá continuo na difícil tarefa de tentar disfarçar os estragos que fez o tempo... base aqui, anti - olheiras, rouge, enfim...

Entretanto espreitam mais umas rugas ao redor dos olhos, essas nunca me impedirão de sorrir, passem os anos que passarem

 

 

 

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