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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Vou abrir a porta do meu canto e sair por uns tempos

Martin Luther king disse um dia que "O tempo é sempre certo para fazer o que está certo".

 

Não sei se é certo o tempo que tenho.

Dúvidas há-as sempre quando temos de tomar decisões e fazer escolhas

Deixar de arriscar, ousar, procurar outras formas de viver e ser não é apanágio desta alma inquieta que há uns anos anda por aqui.

Fazer, só por fazer, não e nem nunca será a minha maneira de ser e de estar.

Quero sentir o que faço, o que escrevo, o que leio, o que quero encontrar.

 

A eterna descoberta de novos caminhos, outros objectivos, outra maneira de ver e viver a vida, impedem-me de estar por aqui durante uns tempos.

A minha vida é feita de momentos, de surpresas de imprevistos e aceito-os como sinais de que algo deve mudar e ser transformado.

 

Verificar que não consigo responder a quantos com carinho, dedicação e amizade que se foi solidificando, dói-me, não tem a ver com a minha maneira de estar e ser, é como se alguém conversasse comigo e eu não desse atenção e mostrasse desinteresse em ouvir, opinar, partilhar e sobretudo corresponder à amizade e carinho que tantos me devotam.

 

Portanto meus amigos, vou escancarar a porta deste meu canto, mas as minhas visitas essas continuarão com a assiduidade que me for possível.

Não quero esquecer ninguém e todos terão neste canto um lugar especial cheio de afecto, cumplicidade e palavras amigas e solidárias.

 

E já que as palavras escasseiam, as ideias se esvaem continuarei com a minha paixão de sempre no meu blog

 

EXISTE UM OLHAR.

 

Até sempre!

Uma história com números

Estava sozinho, mas nem por isso deixou de fazer o que mais gostava. Preparou tudo para que as coisas acontecessem. Sentiu-se um pioneiro. Começou a abrir caminhos

Independente, sabia que só podia contar consigo e preparava-se para fazer acontecer. Era o número 1

 

Mais tarde apareceu o 2, amigo de partilhar, buscava a união através da diplomacia e de muita harmonia. Como gostava de trabalhar em equipa, juntou-se ao 1.Só faria sentido a sua existência se partilhasse objectivos e caminhos. Gostava do reconhecimento e de fluir harmoniosamente com tudo o que o rodeava.

 

O 3, criativo, expansivo, social, rico em dons artísticos e acreditando que só na interacção com os outros poderia expandir toda a energia e alegria de que era possuidor, apareceu para comunicar, expandir e fazer pleno uso dos seus sentidos.

 

O 4 apareceu para colocar alguma ordem, para criar regras, para trabalhar. Organizado, metódico e com algum apego aos bens materiais, fez uso da sua capacidade de trabalho, da perseverança, do sentido do dever e do sacrifício. Para ele nada era tão importante como o concreto, o material e era pouco dado a questões espirituais. Sentiu que era o sustentáculo do desenvolvimento.

 

Liberdade, liberdade, gritava o 5...amava-a acima de tudo. Era o aventureiro, queria saber e conhecer cada vez mais, porque sabia que era no conhecimento que residia a sua força. Era um eterno insatisfeito sempre á procura de respostas. Não se importava se tinha de romper com normas estabelecidas, rompia barreiras, deitava abaixo tabus, abalava convicções sociais e desmascarava hipocrisias. Impulsivo por natureza, violento por vezes, tinha consciência, que apesar de ser um elemento perturbador, era um arauto do progresso.

 

Estabilidade, afecto, responsabilidade, pois... tinha que existir um elemento que lutasse pela felicidade, desenvolvesse afectos, criasse raízes. A família, o grupo social onde nasceu, onde viveu, eram os pilares da sua felicidade. Estou a falar do 6, esse número que contribui para o bem estar dos que o rodeiam.

 

Ao contrário do 4, o 7 vivia para o espírito e para a interioridade. Era místico, intuitivo e agradavam-lhe os mistérios e o invulgar.

Amante da solidão, vemo-lo sozinho, longe do ruído e do bulício, tentando encontrar no fundo de si mesmo a serenidade que deseja.

 

Oh o 8, esse furacão...uma energia sempre pronta a explodir, capaz de transpor barreiras que parecem intransponíveis. Detesta rotinas, precisa de projectos novos, é um empreendedor. Cheio de força e perseverança alcança o seu poder material através da luta pelos seus objectivos. Sempre de sentidos bem despertos, usa-os com intensidade e vai conseguindo alcançar o que tanto ambicionou.

 

E neste grupo de números apareceu alguém que uniu através do amor, da compaixão e da abnegação. O 9, universalista por excelência, amando de forma incondicional, defensor da justiça, da generosidade e tolerância, ele sente-se feliz quando dá. Dá mas exige, não uma retribuição directa, mas uma evolução, um progresso e uma transformação. Não pede para si, mas para a humanidade em geral. Sente-se um missionário.

 

 

Hoje fazem parte da vida de cada um de nós, nem sempre os reconhecemos, mas estão presentes no nosso tempo, na nossa missão de vida, na nossa caminhada.

Com todos já vivi, já passaram por mim. Deixaram-me heranças e desafios.

Independente umas vezes, cooperante e partilhando tantas outras. Criei, inovei, ousei e entreguei-me ao trabalho, instalando alguma ordem na minha vida. Experimentei a liberdade sem libertinagem e ousei desviar-me do que era dado como certo em busca de algo fora de mim. Aquietei-me com afectos partilhados, sondei mistérios e recolhi-me, explodi, derrubei barreiras, persegui meus sonhos e hoje é dia 10 de Maio de 2010, um dia em que o 9 está presente, em que através das palavras, quero apenas dar sem nada receber em troca...quero apenas sentir 

 

Escrava do Tempo

 

Naquele dia o mundo parou para ela, era como se o tempo que até ali tinha sido pródigo em amargura, desdita e sofrimento, tivesse feito um intervalo e os ponteiros do relógio tivessem parado num instante que ela desejou que terminasse depressa.
Olhou pelos minúsculos buracos rasgados no manto que a cobria e circundou com o olhar a praça onde estava exposta e onde muitos homens sonhavam comprá-la.
Recordou o tempo em que pôde brincar nos campos ensolarados das estepes chinesas. Lembrou o som do rio que deslizava tranquilo e onde tinha chapinado com alegres risadas que se misturavam com o chilrear de aves que sobrevoavam pachorrentas por entre a vegetação.
Mas agora o tempo era outro, não tinha escolhas, estava resignada, o seu coração calejado e dorido já não sabia o que era dor, estava imune a tudo, como se um escudo a protegesse e não deixasse que uma ou outra coisa a emocionasse.
Nos olhos nem uma lágrima.
Atrás dela sua mãe ouvia as ofertas que ia recusando uma a uma, sabia que estava a vender um tesouro, uma jóia que iria dar sorte ao homem que tivesse dinheiro suficiente para a comprar.
Falava-se da sua beleza, dos seus olhos acastanhados, da doçura da sua expressão, do poder que tinha para transformar tudo o que a rodeava.
Indiferente, apática, parada num tempo que passou, ela intimamente pedia para que aqueles instantes fossem irreais, pedia para que tudo terminasse depressa.
E terminou...ele acercou-se dela e fez a melhor oferta.
Continuou sem rumo, sem hora, servindo, obedecendo e cumprindo uma espécie de pena que o destino lhe tinha traçado num tempo distante de um dia qualquer.
Os anos passaram e o sonho que julgava ter perdido reapareceu no instante em levada pelo vento voou rumo á liberdade.
Hoje, só ela sabe que a escrava de um tempo se foi, para encontrar outro tempo que ela escolheu...o tempo da liberdade.

 

(Texto do desafio em cadeia, round VI)

 

A saudade, a cumplicidade, a sensibilidade e a simplicidade, são palavras que formaram um elo de amizade entre pessoas que um dia resolveram aderir ao desafio proposto pela Marta.

Desta vez O Sorriso de Geia   decidiu que eu ficasse escrava desta iniciativa e construiu mais um elo que me deixou presa a emoções inesperadas.

Foi o espanto, a surpresa pela decisão que tomou ao escolher "A escrava do tempo" como continuadora deste tempo de partilha.

Agora já liberta de amarras conto voar por aí para motivar e incentivar à partipação de todos os que fazem dos seus blogues estandartes de amizade , de sonho e imaginação.

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