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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Quanto vale a sua Felicidade? (By Julieta Barbosa)

 

"Uma pergunta me intriga: se hoje fosse o último dia da sua vida, como, com quem e onde você gostaria de estar? Experimente responder a isso sinceramente e veja para aonde as suas escolhas o estão conduzindo... É inacreditável, que uma questão aparentemente tão simples, possa nos levar a um estado de inquietação que nos remete aos primeiros anos de nossas vidas, quando - crianças ou adolescentes – ainda não sabíamos ao certo como agir e para onde ir. É perturbador, reconhecer que, em sua maioria, muitos vão resvalar pelas respostas fáceis, escondendo-se ao abrigo das decisões que não lhes permitem voltar atrás, quer seja por comodidade, por pura covardia ou por outro sentimento de somenos importância. Uma outra indagação se faz necessária para servir de complemento à primeira: afinal de contas, quanto vale a sua felicidade? Às vezes, tenho a impressão de que algumas pessoas vivem numa eterna ponte aérea, entre o ser ou não ser, o ir e o vir, o desejar e o deixar partir e entre tantos sentimentos contraditórios, se perdem nos labirintos das escolhas mal sucedidas. Não sabem se vivem de verdade ou se levam uma vida virtual. Parece que estão sempre empacotando junto com as suas coisas materiais, as suas mudanças internas de afetos e sentimentos mal resolvidos, numa eterna andança para lugar nenhum. Sempre ouvi dizer que o nosso lugar é onde está o nosso coração, mas o de algumas pessoas parece não estar em parte alguma. Vivem de mochilas nas costas procurando o seu espaço no mundo e esquecem de procurá-lo dentro de si. Passam tão pouco tempo consigo que já têm uma credencial permanente para a inadequação e outra para o deslumbramento... Não se atrevem a reavaliar as suas opções, as suas escolhas e amiúde, passam à vida em brancas nuvens. São andarilhos de caminhos incertos que sobrevivem economizando felicidades. Por isso, responda sinceramente: se hoje fosse o último dia da sua vida; como, com quem e onde você gostaria de estar? Feito isso, eu volto a lhe perguntar: quanto vale a sua felicidade?"

 

Tive alguma dificuldade em escolher um texto do livro que me ofereceu a minha amiga Julieta Barbosa do blog Reconstruindo Caminhos, tal a qualidade e arte de bem escrever que se respira em cada palavra que os meus olhos percorreram avidamente.

Há momentos na vida que nos surpreendem, que se fazem tão inesperados que o nosso coração parece explodir de contentamento e alegria. Foi o que me aconteceu quando recebi um email da Julieta que me dizia que por ocasião do seu aniversário, os seus três filhos a surpreenderam com a edição de um livro onde colocaram os fabulosos textos do seu blog. Bonita e merecida homenagem.

No livro cada um dos seus filhos descreve á sua maneira e de forma comovente o que pensam e sentem sobre a mãe.

Se mais não existisse, penso que só pelo amor e dedicação que transparece nas palavras deles, já valeu a pena ter vivido.

Julieta, não espero muito da vida, não lhe peço demasiado, apenas que me deixe usufruir de alguns momentos de felicidade como o que senti quando me concedeu o privilégio de conhecer um pouco mais da mulher que com enorme ternura sabe dar... dar afecto, compreensão e amizade.

Escolhi este texto, mas podia ter escolhido outro, mas, quando escreve sobre o quanto vale a felicidade, foi como se uma força me impelisse a dizer-lhe:

O que vale a minha felicidade Julieta? 
A minha felicidade vale o momento, porque a vida é feita deles... eu quero escolher os que me fazem feliz e este foi um dos que me deixou uma marquinha que guardarei no meu coração e se palavras houvessem não chegariam para definir o que sinto.

Muito obrigada amiga.

publicado às 16:23

22 de Agosto de 2008

Sentou-se em frente da estante...uma a uma foi abrindo gavetas e tirando papéis da prateleira.

Já passou um ano...chegou a altura de se desfazer de lembranças que preencheram a sua vida durante trinta e quatro anos.

Lentamente foi abrindo envelopes, desfolhando documentos, enquanto visualizava cada momento...tantos momentos!

Planificações, sumários, planos de actividades, actas, relatórios... foram sem cerimónia, directamente para o caixote do lixo.

Chegou a parte mais difícil, a que lhe tocava o coração. Sem pressa foi desdobrando   pequenos bilhetes, poemas, desenhos, histórias...

Lê comovida  frases que lhe foram dedicadas, escritas em papelinhos coloridos enfeitadas com florinhas. Olha para o desenho do menino que não tinha jeito para escrever, e que encontrou uma forma de demonstrar o quanto gostava dela..."Gosto muito de ti professora!...Francisco".

Os olhos percorreram a letra dos muitos poemas que lhe ofereceram, caligrafias perfeitas, adornadas com pássaros , flores e o sol...sempre o sol, e por baixo..."Para a minha professora, com um beijinho da Catarina"

 Bilhetinhos minúsculos, enfeitados com corações que foram interceptados no meio de uma aula ..."Amo-te Joana.", ou "...és muito bonita Sofia." e outro, "...gosto muito da tua camisola Gonçalo...", foram saindo do pequeno envelope acastanhado.

De vez em quando recostava-se na cadeira e de  olhos semicerrados, sem fixar ponto algum, ia lembrando aqueles rostos  vivos, meigos, tristes, marotos...as brigas, as brincadeiras no recreio, as queixas dos mais sensíveis, as vozes de comando dos mais arrojados, o choro dos que eram alvo de algum pontapé, de uma escorregadela, de uma bola que acertava em cheio na cabeça de algum, das calças rasgadas de quem se atreveu a subir às árvores, das canções de roda, dos teatrinhos improvisados, dos baloiços que não paravam, das canções de roda...

Retomava vagarosamente a difícil tarefa de se desfazer de um passado que não poderá apagar, porque será impossível para quem trabalhou com crianças ignorar o amor e o carinho que recebeu ao longo dos anos.

Os papéis,  irão para o lixo, mas as emoções essas ficarão bem guardadas no seu coração.

De repente uma última folha cai no chão....

 

 

publicado às 18:41

Idiota?!...ou não....

Conta-se que um grupo de pessoas  tinha por hábito troçar de um idiota da aldeia. Era um pobre coitado que vivia de biscates e de esmolas. Chamavam-no todos os dias ao bar onde se reuniam e diziam-lhe para ele escolher entre duas moedas, uma grande de menor valor e outra pequena que valia mais. Ele escolhia a maior , mas de menor valor, o que era motivo de troça de todos.

Certo dia alguém do grupo , chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido, que a moeda maior valia menos.

Resposta do tolo:

-Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar mais nenhuma moeda.

 

Podem-se tirar várias conclusões desta história.

1-Quem parece idiota nem sempre é.

2-Quem eram os verdadeiros idiotas da história?

3-Se fores ganancioso, podes estragar a tua fonte rendimentos.

 

Mas a conclusão mais interessante é esta:

A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto não importa o que pensam de nós, mas sim o que realmente somos.

 

" O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota, diante de um idota que se arma em inteligente"

 

Confesso que quando li esta história,  cheguei á conclusão que tenho sempre escolhido a moeda de menor valor e que isso me tem dado um prazer enorme. Não sei se sou inteligente,mas idiota tenho sido, disso tenho a certeza

 

publicado às 17:55

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