Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Será que tenho escrito na cara "Parva"?

Foto minha

 

Sei que não tenho o QI do Einsten e que estou muito aquém dos supra sumos que povoam o nosso universo intelectual.

 

Sou lúcida o suficiente para saber até onde posso ir e do que posso fazer.

 

Também tenho consciência das minhas capacidades físicas e intelectuais, se são muitas ou poucas, não interessa o mais importante para mim é mesmo tentar valorizar, respeitar e ajudar sempre que possível os outros.

 

Sou sensível e com uma intuição que dia para dia vai aumentando o que em certas circunstâncias pode causar um certo desconforto, porque me apercebo de coisas que calo, mas que sinto.

 

Por vezes dou por mim a pensar que se nos remetêssemos ao tempo em que ainda não existia linguagem, apenas telepatia, eu seria uma expert.

 

Daí a minha consternação e revolta quando me prometem algo que eu sei de antemão que não podem cumprir, ou ainda quando afirmam com tanta certeza certas verdades que eu sinto que são puras mentiras.

 

Como reajo? Pois se calhar não será da melhor forma, porque em vez de confrontar, de argumentar, finjo que sim.

 

Talvez esta não seja mesmo a melhor postura, mas é uma forma de pensarem que sou parva e mais tarde ou mais cedo, iludidos(as) com a minha ingenuidade mascarada a verdade vem sempre ao de cima.

 

Agora ando aqui num dilema, ou continuo a fingir que sou parva ou então viro a mesa e digo logo tudo o que me desagrada, me entristece, me corrói a alma, me constrange e me despedaça o coração.

 

Se calhar o melhor mesmo é tirar a máscara.

 

 

Num dia de maré vazia

 

Sentei-me na areia ainda húmida daquela praia deserta de um qualquer dia de outono, em que a brisa suave me envolvia num refrescante momento em que deixei voar as emoções.

 

Uma ou outra gaivota rasgava o céu e as ondas vagarosamente se espraiavam no areal,  desenhando curvas de espuma branca e banhando os pequenos seixos transformando-os momentaneamente em pequenos cristais de luz.

 

Respirei o aroma da maresia e naquele instante transportei meus pensamentos, meus sonhos e emoções em cada vaga ondulante que ia e vinha.

 

Peguei numa pequena pena de gaivota perdida no areia e escrevi tudo o que a nostalgia de dias já vividos e sofridos se finassem como que por magia.

 

Mágoa, mentira e ilusão, três palavras apenas que escrevi naquela areia, na esperança de que quando a maré enchesse, levasse para bem longe sentimentos que quis abolir de vez, na esperança de que um dia talvez eu voltasse àquela praia de coração renovado e feliz , onde pudesse reescrever outras emoções, outro sentir, alegrias, amor, cumplicidade e sobretudo toda a verdade.

 

E por ali fiquei esperando por uma vaga alterosa levasse tudo o que povoa o meu coração já cansado e renovasse uma vida, a minha vida.

 

 

O Caminho

Por vezes o que nos dizem que está mal é um agrilhoamento para a nossa criatividade, espontaneidade e visão das nossas potencialidades.

Somos a diferença e ela só se concretiza se ousarmos, se conseguirmos ver mais além do que nos foi incutido.

Cada um tem o seu próprio caminho e cabe a cada um de nós percorre-lo sem medos, sendo pioneiros de uma forma de estar e de ser de acordo com aquilo que pensamos , somos e sonhamos.

 

Para além do que tu vês

Não me julgues pelo que pareço, não critiques o que desconheces, vai mais longe que a simples aparência.

Os meus lábios pintados, os meus sapatos bem altos, o cabelo que esvoaça, o vestido que cria a ilusão de um corpo que já foi bonito, uns óculos escuros que escondem a tristeza dos meus olhos , só enganada pelo sorriso dos meus lábios, o andar altivo e seguro...são apenas a capa da minha alma e o refúgio das minhas emoções.

Procuras ver o que não é, talvez por ser mais confortável e fácil julgar, ou porque ficam enaltecidos os teus dotes, as tuas qualidades, em detrimento de alguém que não ousa publicar o que é pouco evidente.

Sou muito mais do que a tua vista enxerga, mais do que a tua apreciação banal e desprovida de uma análise  detalhada.

Não te vou dizer o que sou, quem sou, como vivo , o que sinto, o que faço e o que sonho.

Quero que continues a olhar-me da maneira mais leve, que avalies sem esforço o que julgas estar correcto, porque sempre que o fizeres, lembra-te, que o que criticas em mim é aquilo que não gostas em ti.

Tenho esperança de que um dia talvez possas parar e quando me olhares de novo possas descobrir, que rio quando estou feliz, que choro quando magoada, que amo incondicionalmente, que  estendo a mão quando de mim precisam, que sofro com as ausências , que vibro com as chegadas, que luto pelos meus sonhos, que confio e acredito.... então sim...nesse dia saberás quem eu sou. 

              

 

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D