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Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

Cantinho da Manu

"Quando duas pessoas partilham um pão, cada uma volta com um. Quando partilham ideias, voltam com duas." (Buda)

A história dos quatro ventos

 

 

 

 

 

 "...A long long time agoo..." foi assim que começou, com voz grave e rouca o ancião de uma aldeia da Lapónia a contar a história dos quatro ventos ao nosso grupo, que abrigados numa tenda onde ao centro crepitava uma fogueira que nos mantinha quentinhos, aconchegados e muito atentos á história que ouvimos.

 

Conta-se que há muitos muitos anos era quase impossível viver em terras da Lapónia, porque os quatro ventos sopravam ao mesmo tempo provocando um frio e desconforto a todos os que habitavam naquela zona.

 

Um dia um Xamam, nada satisfeito com esta anarquia, convidou-os para a sua tenda; começou a entretê-los com algumas histórias e eles acabaram por adormecer. Então ele pegou no seu chapéu de cores garridas e atou cada um deles a um canto.

 

Quando acordaram, os ventos espernearam, sacudiram-se, praguejaram e imploraram para que os libertasse. Ele disse-lhes que só os libertaria com uma condição..deviam prometer soprar um de cada vez e em épocas diferentes.

 

Os ventos concordaram e como prova do pacto que tinham feito, o ancião prometeu que a partir daquele dia todos os Lapões usariam um chapéu daqueles.

 

Hoje não há loja de artesanato que não venda aqueles chapéus, bem coloridos e quentinhos.

Também comprei um que me deu um jeitão quando algum dos ventos soprava com mais força e aqui o conservo não vá um dia precisar dele quando fizer uma incursão a uma das nossas serras mais ventosas, que me farão lembrar aquela tenda perdida algures no Ártico onde o calor de uma fogueira, á mistura com o calor humano me recordará todo o frio que por ali passei.

 

Chegada a Rovaniemi

De Helsínquia voámos durante cerca de duas horas até á capital  da Lapónia finlandesa. Logo á saída vimos um termómetro que marcava 17 negativos.

Metemos rapidamente as malas no autocarro que nos esperava e chegámos à cidade.

Apesar de serem apenas 16 horas a cidade já estava mergulhada na escuridão.

Fomos levados para um armazém onde muita gente andava de um lado para o outro vestindo e despindo uma série de coisas que só mais tarde percebi para que serviam quando me vi na mesma situação.

Botas, capacetes, cachecóis, peúgas, gorros, passa montanhas e macacões vermelhos e pretos, tudo em prateleiras devidamente arrumados.

Eu já ia com collants de licra, meias grossas até ao joelho, calças de neve, dois polares, um kispo, luvas cachecol e gorro, de maneira que de início não percebi o que estava ali a fazer.

-Que número calça?-36-respondi

-Agora calce estas botas 37 e estas peúgas de lã. Vá ali àquele caixote, escolha um gorro , um cachecol e um passa montanhas

Fiz tudo o que me mandaram e por fim enfiei um macacão que me cobria da cabeça aos pés. Estava tão atolada de roupa que para andar mais parecia uma astronauta no solo lunar. Para terminar um capacete.

Depois de tudo estar devidamente equipado, os mais novos e os mais idosos, seguiram de autocarro até ao hotel que ficava a uns 10 minutos dali, nós iríamos lá ter , mas de moto de ski, eu e os outros fomos até um parque de estacionamento onde algumas dezenas delas estavam estacionadas.

Segui-se uma breve lição de como funcionavam, afinal era só acelerar e travar, o pior vinha depois.

Duas pessoas por moto, eu recusei ser condutora, preferi ir como pendura, e ainda bem que o fiz

 

A princípio devagar, atravessámos um rio gelado e depois embrenhámo-nos mata dentro, em trilhos estreitos, ladeados de abetos, pinheiros e bétulas e de cada um dos lados do caminho uma altura boa de neve fofa e virgem.

 

A pouco e pouco o trilho foi ficando mais difícil, as mãos, os pés e as pernas gelavam, tentei nunca parar de mexer pés e mãos, quem me conduzia era compensado pelos movimentos e muita adrenalina que impediam que sentisse tanto frio, ao mesmo tempo que fazia um esforço para conseguir não resvalar nalguma subida ou descida mais acentuada.

Mas o inevitável aconteceu. Um dos skis foi aterrar na neve fofa e dali não saía, dando pela nossa falta, o guia veio ajudar e rapidamente continuámos.

Mais á frente um outro par estava caído, mas sem danos físicos. Chegou a nossa vez de emborcar a maldita moto e por breves instantes, que pareceram uma eternidade ficámos na escuridão e no mais arrepiante silêncio.

Gelávamos e ficámos a saber que estavam 40 graus negativos. Ninguém se ficou a rir de ninguém porque todos sem excepção se viram caídos na neve.

Cada vez era mais doloroso suportar o frio e quando conseguíamos aquecer as mãos sentíamos dores horríveis.

Atrevi-me a determinada altura a perguntar se faltava muito para chegarmos...35 minutos ...uma eternidade - pensei

Três horas de caminho para chegar ao hotel, 70 km percorridos para quem nunca pegou numa moto de ski foi obra.

Penso que foi a noite mais fria e muitos consideraram uma violência tamanha aventura. Já no final da estadia recordávamos com um sorriso aquela noite em que foram sem dúvida testados os nossos limites.

 

E como o post já vai demasiado extenso deixo algumas fotos de algumas coisas  que fiz nos dias restantes

 

 Pesca num rio gelado, mas não pescámos peixe nenhum

                                                                     

                                          Visita a uma quinta onde se criavam huskies e onde fomos puxados por eles...emocionante

Passeámos de trenó puxados por renas

Jantámos num hotel de gelo

Visitámos a aldeia do Pai Natal

Vistámos o Artikum museu , considerado em 1994 o melhor museu da europa

Fizemos muitos passeios de moto, mas de dia.

Passagem de ano

Muita música,

Fogo de artifício

Dança e champanhe

 

Zanguei-me com o Pai Natal

Hoje é dia de reis e como sabia que eles tinham um longo caminho a percorrer, nem me atrevi a pedir-lhes que parassem por aqui.

Como sabia que ia à aldeia do o Pai Natal e íamos estar frente a frente, guardei ciosamente um papelinho no meu bolso com alguns pedidos, não muitos, para lhe fazer quando estivéssemos juntos

 

Aguardei calmente na fila junto á sua cabana, até chegar a minha vez.

Quando estava perto dele, uns dois ou três lugares antes, comecei a ver que a única coisa que o velhinho de barbas brancas se limitava a fazer era sempre a mesma pergunta: "Where do you come from?", depois a pessoa sentava-se ao lado dele, alguém tirava uma foto e desembolsava 25 euros.

 

É óbvio que saí logo da fila, porque dar dinheiro a um homem que era suposto atender os nossos pedidos, não era de todo o que eu queria.

Fiquei tão zangada que nem sequer uma foto lhe tirei e o meu papelinho continuou no meu bolso assim como o pedido mais importante ficou por fazer.

 

O pedido para que no próximo Natal pudesse ser passado algures nas Caraíbas, num mar transparente de águas quentes e paisagens paradisíacas ficou adiado, mas o sonho, esse ficou aqui bem guardado e já que não pude contar com o Pai Natal para o concretizar, espero que  alguém  mais humano e real,  torne uma realidade este meu sonho. Será pedir muito?

 

Depois de acender a lareira...

 

Depois de acender a lareira, aninhei-me no meu canto tentando recuperar de alguma fragilidade física, depois de uma viagem que me proporcionou uma das maiores aventuras e riscos que vivi até hoje.

 

Já tinha saudades de estar por aqui, já li muito do que se escreveu na minha ausência, já visitei e comentei alguns dos meus amigos da blogosfera, outros li apenas, mas em breve deixarei algumas palavras para todos e só ainda não tive tempo de agradecer os votos de Feliz Ano Novo que me deixaram antes de partir, mas desde já agradeço as palavras de carinho.

 

Bom..e agora por andei eu? O que fiz? Que aventuras vivi?...

 

Há seis anos atrás visitei Helsínquia por motivos profissionais e estive por lá durante oito dias. Aconteceu em Maio. A cidade estava bonita, com temperatura amena, o sol ás quatro da manhã já brilhava e tive oportunidade de visitar os pontos mais interessantes desta cidade, embora, na minha opinião fique um pouco aquém da beleza de outras cidades europeias, talvez por ter sido devastada por incêndios em 1808 e sucessivos ataques militares tendo ficado parcialmente destruída; hoje é uma cidade moderna , mas sem muitos centros históricos ou edifícios monumentais.

 

Regressei lá de novo , mas desta vez no pico do Inverno e apenas de passagem, porque o meu destino era a Lapónia finlandesa.

 

O que vi deixou-me completamente pasmada. A cidade estava totalmente coberta de neve. Era dia 26 de Dezembro, apenas circulava um carro ou outro e algumas máquinas que despejavam montanhas de neve em camiões, para que tudo pudesse voltar a ter o mínimo de condições para se poder andar por ali.

Depois de instalada no hotel, só por um dia, coloquei a máquina fotográfica ao pescoço, agasalhei-me bem, porque os 12 graus negativos que se faziam sentir assim o exigiam, parti a pé com alguns companheiros de viagem e fui rever  alguns dos lugares na baixa da cidade que antes já tinha visitado.

 

As ruas estavam iluminadas e bonitas com os enfeites de Natal, a neve que cobria todos os edifícios, amontoava-se ao longo dos passeios, mas o mais espantoso foi ver o mar Báltico completamente gelado e os barcos silenciosamente atracados no porto.

 

Eram quatro da tarde e já o sol tinha desaparecido dando lugar á noite que é longa nesta altura do ano.

 

O primeiro imprevisto aconteceu. Caminhava descontraidamente, quando um pé colocado numa zona mais lisa da neve, me fez dar um enorme trambolhão ( mal eu imaginava que ia ser o primeiro de muitos), instintivamente com uma mão segurei bem alto a minha máquina e com algumas gargalhadas e bom humor levantei-me e lembrei-me de Camões quando naufragou e empunhou os Lusíadas  para que nada se perdesse, assim parecia eu com a minha máquina, embora a comparação não tenha a pretensão de ser tão importante como a desse precioso livro.

 

Lá continuei, mas com cuidados redobrados e á hora marcada estava de regresso ao hotel para irmos dar uma volta de autocarro e visitar os pontos mais importantes de Helsínquia.

 

Foi estranho ver vestidos de branco, a Praça do Senado, a Estação Central, a Catedral de S. Nicolau e outros quantos monumentos vestidos total ou parcialmente de branco. O parque da cidade que vi verde e cheio de gente a passear, estava agora sem uma amostra de verde e até o monumento a Sibelius não escapou.

 

No dia seguinte voei até Rovaniemi, capital da Lapónia e aí sim ia começar a grande aventura, que não conseguirei descrever com perfeição, mas a força das imagens que colocarei no meu blog de fotos  Existe um Olhar  poderá dar uma ideia da beleza e singularidade da paisagem.

 

Entretanto vou continuar á lareira, revendo fotos e recordando uma viagem que  ficará para sempre bem marcada na minha vida.

 

 

 

 

Feliz 2011

 

Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puderes ser o maquinista, sejas o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo te oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não te assustes com os abismos, nem com as curvas que não te deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procura curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeja roteiros.
Presta atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidires descer na estação onde a esperança te acenou não hesites.
Desembarca nela os seus sonhos...
Desejo que a tua viagem pelos dias do próximo ano, seja de

PRIMEIRA CLASSE

 

Um enorme abraço para todos os meus amigos e para os que passam por aqui ...até breve!

De volta a casa

Depois de alguns dias de ausência, eis que regresso de novo ao meu canto.

Limitada devido á distância, em visitar todos os que comigo partilham a escrita, o saber e as emoções, quero agradecer a todos os que participaram no Desafio em Cadeia, enviando textos maravilhosos, e também aos que deixaram aqui através de comentários, o apoio, as palavras sempre simpáticas e muitos sorrisos.

Chegou a hora de deitar mãos á obra e de publicar tudo o que de bonito transmitiram sobre o valor do sorriso.

Deixem que dê por aqui uma arrumadela e que coloque em ordem ideias e me recomponha de uma maravilhosa viagem, mas que nem por isso deixou de ser cansativa.

Prometo não demorar.

 

Arrivederci Roma

Geralmente costumo deixar no meu canto a descrição das minhas viagens... o que senti, o que aprendi e uma ou outra peripécia que acho mais engraçada.

 

Nunca falei na minha viagem a Roma, mas quando li aqui um artigo que achei interessante, não sobre a cidade em si, mas sobre a apreciação bem humorada de alguns belos exemplares que se passeiam no Vaticano, veio-me à memória os cinco dias que passei por terras de Sua Santidade.

 

Depois de ler o artigo penso que se lá voltasse, iria estar mais atenta e iria concerteza  fazer uma apreciação mais apurada e minuciosa, não com intenção de cobiçar ou desejar o fruto proibido, mas compararia as belas estátuas de mármore com outras figuras bem carnais e vivas, apenas como se fossem mais uma obra de arte.

 

Não sou púdica, não sou melhor nem pior que as outras, divirto-me imenso a ler  as opiniões mais calorosas e bem humoradas sobre os machos que por aí andam, mas sou mais do género...não é para ti, portanto nada de cobiçar, ou então faço como a raposa e digo...-estão verdes, não prestam...

 

Claro que não me passou despercebido o ar limpo, leve, fashion, cool, elegante, glamouroso, dos ragazzos italianos, para não falar da barba de três dias, que os tornam mais sexys e sensuais.

Não me foi indiferente o olhar, o trato , a gentileza, a simpatia, o modo como se movem, como se estendem languidamente nas belas esplanadas de Roma...

Não faço aqui distinção de classes sociais, não sei se é pela língua, que exerce em mim um enorme fascínio , mas foi impossível ficar indiferente ao "Ciao Bella!" do taxista, quando saí do carro.

 

Fui com uma amiga e fiquei hospedada numa casa, uma bela mansão por sinal, de um amigo dela.  Um português, homem culto´e inteligentíssimo. Os defeitos do senhor suplantavam de longe os seus dotes e a sua cultura. O típico macho latino, a antítese do vulgar italiano de rua. Irreverente, abusador, com ares de galã sem nível. De comum só tinha o ar impecável com que se vestia, porque o cargo que tinha assim o exigia, mas nem a figura ajudava; baixo e anafado, costuma dizer-se que homem pequenino ...ou velhaco ou dançarino...não sei se dançava bem, porque o que mais queria era chegar ao fim do dia e ir para o quarto, mas, velhaco, gabarolas, prepotente, isso era.

Não gosto de dizer mal, de encher de defeitos as pessoas, quando não me agradam esqueço, mas o artigo acima veio lembrar-me de tudo isto.

 

Não quero passar a ideia que os italianos são mais bonitos, mais bem educados que os portugueses, mas, que é bem melhor ouvir um "ciao bella!" do que.."é gaja boa!". ai lá isso é!

 

 

Felizmente há muitas excepções em terras lusas.

 

Até logo!

 

 

 

 

A mala está aberta no meio do quarto... em cima da cama montinhos de roupa; sapatos, chinelos, as sapatilhas, os chapéus...tudo está espalhado. pelo chão...é a confusão geral!

Surgem sempre as mesmas dúvidas quando vou viajar...será que levo roupa a mais?...ai, não, melhor sobrar que faltar...e o peso? E se vier uma noite mais fresquinha...melhor levar um casaco...ah... aquele vestido ali ...fica-me tão bem...e não pesa muito... não me posso esquecer dos chapéus...ocupam tanto espaço, mas vou precisar deles, calor não vai faltar.

Revejo pela vigésima vez a lista de coisas que não posso esquecer, entretanto acrescento mais algumas...pequenas coisas que as mulheres gostam, mesmo que nem cheguem a precisar delas...a bijouterie, os cremes, os lenços, perfume...enfim...amanhã voltarei a pôr e a tirar e só quando não poder adiar por mais tempo, aí sim...fecho a mala.

Uma coisa muito importante não quis deixar de fazer...justificar a minha ausência.

Durante alguns dias e com muita pena minha, não poderei estar por aqui...talvez uma escapadela de vez em quando me permita pelo menos ler o que escrevem e continuar a saber um pouco de vós. Nunca imaginei que ter um blog fosse uma forma de estar perto, de comunicar, de aprender, de criar elos, de desabafar, de rir...uma partilha constante de emoções e conhecimentos! Esta para mim é uma enorme família  que gosto de visitar, de sentir, de prescutar o que de mais profundo vai no coração de cada um, uma família unida pelas palavras, palavras que tantas e tantas vezes, como que por magia surgem na hora certa, que são conforto, ânimo, incentivo, coragem... e que muitas vezes, são  a única coisa bonita no dia de alguém.

Vou ter muitassssssss saudades!

 

 

 

Ah...não posso esquecer o meu caderninho, quero registar os momentos mais importantes...depois conto a minha aventura na selva.

Até logo.

Praga de Kafka

 

Mal cheguei estatelei-me a todo o comprimento. Uma camada de gelo disfarçada com alguma neve apanhou-me desprevenida.

Quinze graus negativos, não há quem aguente, bem... nós aguentámos, mas foi difícil.

Não fosse a beleza da cidade e tínhamos desanimado. Na altura escolhíamos a época baixa para podermos fazer umas viagenzitas mais em conta.

O frio era tanto que de vez em quando éramos obrigadas a entrar nas lojas, sempre bem aquecidas. Éramos alvo de alguma desconfiança, pudera...quatro mulheres na risota a esfregarem as mãos e o nariz e sem comprarem nada, era para duvidar. Mais tarde viemos a saber que era rara a loja que não tinha uma pessoa a vigiar quem entrava e a ver se alguém metia ao bolso uma daquelas marionetas lindíssimas que cobriam as paredes. A única malandrice que fizemos foi num dia ou noutro viajarmos no autocarro que nos levava ao centro da cidade com o mesmo bilhete, isto depois de nos apercebermos que não havia controlo, bom..tivemos sorte, não fomos apanhadas.

Ficámos especadas de cabeça no ar á espera do desfile dos apóstolos, do cantar do galo e das badaladas do relógio astronómico.

Sabíamos que ao meio dia  havia o render da guarda junto do castelo de Praga, o maior monumento medieval do mundo e o mais visitado da república checa, era um momento a não perder. Ao som da fanfarra assistimos ao desfilar dos soldados e a Júlia ainda arriscou uma piscadela de olho a um deles, mas apenas nos conseguiu fazer rir a nós.

Passeámos numa das pontes mais bonitas do mundo, a ponte D. Carlos (Karlův most), cheia de pintores, músicos , mimos e vagabundos  nesse dia mais quatro veranearam por ali.

A nosso lado religioso levou-nos a apreciar a bela imagem do Menino Jesus de Praga, (Pražské Jezulátko)  dizem que faz milagres, pensámos que talvez pudesse dar algum juízo a quatro raparigas que por alguma razão se perderam por ali.

Prasná braná, Sternberský, Rudolfinum, Petrin, Jubilejní synagoga,  Palácové zahrady...( fácil a tradução) ...pouco ficou por visitar.

Por último fomos até ao Beco do Ouro uma rua estreita lateral ao castelo onde até á II Guerra Mundial, viviam os serventes da corte.em casas minúsculas, hoje transformadas em lojas, galerias e exposições.

No número 22 da pequena rua, Franz Kafka teve o seu escritório. Em jeito de despedida deixo uma frase dele que gosto muito:

 

 "Deixem dormir o futuro como merece, se o acordarem antes do tempo, teremos um presente sonolento"

 

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